quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2010

O Ano Novo à porta e eu ainda sem nenhum único plano de passagem de ano. É triste! Chove a potes o tempo TODO, literalmente , e não me apetece passar na rua debaixo de um autêntico chuveiro gelado, nem ir gastar os olhos da cara numa discoteca. Mas queria definitivamente ir dar um passinho de dança e começar 2010 em alto astral. Acho que, para não variar, os planos vão ser decididos de improviso. Ainda que, todos os anos por esta altura, eu sonho estar no Rio de Janeiro de vestido branco e pé na areia...um ano destes será assim certamente!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Filmes



Entre ontem e hoje alapei-me no sofá a ver filmes em atraso. É a parte boa em estar em "férias forçadas". Mas confesso que com esta chuva que cai lá fora ininterrupta, o sofá, a caneca de chá e o filme me sabem mesmo bem.

Peguei na lista dos últimos filmes sacados e comecei com este "Beyond a reasonable doubt", cuja trailer vi no cinema e que despertou a curiosidade por se tratar de um jornalista em busca de uma história promissora. But could it be any worse?! Desde a montagem do filme à forma como a história é contada, é mau, mesmo mau. Tanta previsibilidade enjoa. Especialmente na cena final em que a moça descobre que afinal ele a está mesmo a enganar, vira costas, pára no último instante antes de sair porta fora e diz " Just one more thing" pausa, close up na cara da personagem e depois "Fuck you!". Seriously?! Essa frase, de novo? O que raio é que isso veio acrescentar à história.

Hoje não sai dos blockbusters nem da previsibilidade e atirei-me às 2 h30m do catastrófico 2012. Quem viu um dos filmes do Roland Emmerich viu-os todos e este não é muito diferente. Uma familía meio destroçada, laços sentimentais, uma montanha de efeitos especiais e o apocalipse a caminho. É entertenimento e vê-se bem, apenas isso.

Em lista está "An education", "Cocco avant Channel" e "Footloose" que ando à anos para ver.

Resoluções de Ano Novo?


Eu nunca fui menina de grandes (ou pequenas) resoluções de ano novo. Nunca fiz nenhuma lista, nunca disse "agora, em Janeiro é que isto vai mudar ou que vou começar fazer Y ou X". Penso que toda a gente gosta de recomeços que são, regra-geral, bem vindos. Mas, atirar-me umas quantas resoluções só porque à meia noite de dia 31 de Dezembro se conveio designar o início de um novo ano, com toda a simbologia a isso inerente, não faz o meu género.

Até porque Janeiro, desde que me lembro nunca foi o início de nada ou trouxe nenhuma grande mudança. Setembro sim, Julho também. Início e final de anos lectivos, de estágios que fiz, de relações que comecei ou terminei. Mas em Janeiro nunca me aconteceu nada de verdadeiramente extraordinário.

No entanto, este Janeiro preciso que seja toda a renovação e melhoria que possa ser. 2009 não foi um bom ano, especialmente a segunda metade de 2009. Até sei dizer o dia em que as coisas começaram a correr pior: 3 de Agosto. Aliás Agosto tinha tudo para ser um óptimo mês e foi dos piores. Será a lei de Murphy em funcionamento? Não sei, mas sei que a partir desse dia veio tudo a descambar, uma peça de dominó atrás da outra. A morte do R...Começou tudo aí, nesse dia. Tão inesperada, tão trágica. Ele era tão novo, com tanta vida pela frente. A morte dele veio lembrar aos amigos o quão frágil tudo é, como uns minutos podem mudar ou cancelar uma vida. E a dar mais valor a tudo também.

E talvez por 2009 ter sido um ano tão duro, para 2010 eu quero (preciso) fazer resoluções. Porque preciso de acreditar. Acreditar que será em 2010 que vou finalmente conseguir dar o salto em termos profissionais. Que apesar da crise, da recessão, do número de licenciados desempregados, e disto e daquilo, vou conseguir um trabalho que eu de facto goste de fazer, que seja compatível com tudo aquilo que ainda quero vir a ser, com tudo aquilo que eu sei que sou capaz. Porque eu mereço e porque está mais que na hora. Porquê?! Porque me esforço, tenho capacidade para mais e nunca desisti, não desisto.

Espero que 2010 seja o ano em que vou ter dinheiro suficiente e estabilidade profissional para me poder meter numa pós-graduação ou num mestrado, no curso de línguas que tive de abandonar em Setembro passado quando a vida me deu mais um revés. Entrar para o ioga ou o karaté de novo. Que não falte saúde a nenhuma das pessoas da minha vida. Que não me morram mais amigos. Que eu possa viajar a visitar os que estão longe. Que eles sejam felizes para que não tenha que me preocupar ou entristecer nos seus problemas. Quero mais sorrisos entre nós e mais celebrações, a propósito do tudo e do nada. Quero fotografar mais, viajar mais, escrever mais. Aprender coisas novas, voltar a estudar, a cultivar-me. Espero que o meu amor me continue a saber amar, e eu a ele, que não percamos a capacidade de nos apaixonarmos e reencontrarmos nos olhos um do outro.

No fundo quero mais, melhor. Como todos nós. Mas acima de tudo quero acreditar que vai ser possível e que 2010 irá ser um ano infinitamente soberbo em todos os aspectos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Dei-lhe a minha alma e ela, talvez por não a ter sentido, deixou-a morrer. E com ela tantas coisas se foram...

Foi há 10 anos atrás. Eu tinha 16 anos, aqueles doce 16 anos em que tudo é possível ainda e a vida está inteirinha à nossa espera. Ele tinha 19 e eu não esperava que aquela alma atormentada caísse na minha vida e viesse mudar o meu mundo de pernas para o ar. O primeiro amor nunca se esquece não é assim? Mas acaba sempre, sempre.

Era como na música do David Fonseca, "Summer will bring you over". Todos os verões esperava o seu regresso. Por mais namorados que fosse tendo, casos ou paixonetas, no Verão o meu coração entrava em suspenso, à espera. Mas ele nunca regressou.

Fui guardando as poesias trocadas, mudei de casa e evitei passar nos caminhos que me lembravam dele, fui apagando o rosto dele da minha memória. Ás tantas só restava um nome, o nome dele como o do único homem. Parei de o esperar, de o lembrar. Apaixonei-me a sério de novo, pela primeira vez a sério depois dos 16 anos. Foi preciso esperar seis anos para que tal acontecesse. Apesar de todos os homens bonitos e de todas as paixonetas prometedoras, o amor não se dá assim fácil e vem quando menos esperamos, na pessoa mais insuspeita de todas.

Foi na Primavera da oitavo aniversário que ele voltou, sem que nada o anunciasse, quando eu já estava curada dele. Sim, curada. E ainda assim queria gritar-lhe "Porque é que demoraste tanto tempo? Porquê agora?" Encontrámo-nos oito anos depois, cheios de coisas por dizer que não dissêmos naquele primeiro encontro por medo. Eu já não sentia nada por ele, ela já não sentia nada por mim, certo? Apenas para descobrir o quão poderoso é um amor mal resolvido, o primeiro, nascido na força da juventude. E aquele abraço, meu Deus, aquele abraço queria gritar!

Todas aquelas palavras de novo, aquele sentimento que não sabíamos de onde vinha. "Sinto-me como se fôssemos personagens de uma novela Camilística que não podem estar juntos porque este não é o seu momento", dizia-me ele. E no fundo eu sabia que era melhor deixa-lo como isso mesmo, como uma personagem na minha cabeça. Uma criação que desvanece caso viesse a realizar-se. Sei disto tão bem. Pelo que ele voltou a partir e eu desejei essa partida. Escreveu-me uma última carta, eu encerrei o capítulo. Por fim tinha como encerrar tudo.

Neste Natal bastou uma mensagem dele para vir tudo à tona, bastou ele dizer-me que não me esquece nunca para eu saber que por mais tempo, mais longe, mais anos que passem, aquela história de um livro nunca irá ter um fim último e derradeiro. Porque há pesoas que ficam na nossa pele como uma tatuagem. E que nunca passam.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Dia de Natal


Os despojos de ontem ainda sobre a mesa, o papel de embrulho rasgado no chão da sala, frio lá fora como se quer. Os presentes já foram abertos e a tão esperada noite de Natal passou veloz, menos saborosa do que antecipei que fosse. As coisas cá por casa não andam propriamente alegres desde que a minha avó saiu do hospital e aquele braço dela teima em não melhorar. É um Natal mais preocupado, mais sem graça. Apesar dos presentes, que foram simpáticos e, acima de tudo, dos desejos de Natal que chegaram de tanta parte do mundo, de pessoas que já nem esperava ouvir. É bom ter amigos espalhados por aí mas que não se esquecem de nós em alturas como esta. Receber um postal de alguém que está longe, daqueles à moda antiga, escritos à mão, é ainda melhor do que abrir a prenda mais esperada. FELIZ NATAL A TODOS!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Hoje

atendi a Mafalda Veiga. Não sou uma fã, nem gosto muito de a ouvir cantar, mas gosto das letras que escreve. Tomei-a por mais simpática ou acessível, mas poderia estar a ter um mau dia. Só soltou um sorriso quando desejei bom Natal e deixei sair um " continue a fazer boas composições!".

Last day

Último dia de trabalho. Exausta? Muito! As minhas mãos estão uma desgraça e tenho os pés inchados de todas as horas passadas de pé a usar sapatinho. Gostei da experiência e vou ter saudades da camaradagem de alguns colegas, das conversas à hora de almoço. Fez-me bem ter este mês ocupado, ter uma razão porque levantar de manhã. E depois da minha última experiência profissional que me deixou tão para baixo, este trabalho, ainda que curtinho fez-me bem ao ego e à auto-estima de saber que sou competente e profissional no que faço, ainda que as área ade trabalho sejam diametralmente diferentes uma da outra.

Amanhã regresso à base para passar o Natal em família e em Janeiro volto à procura de novo emprego. Preciso de uma dose extra de sorte para o ano que aí vem. A ver se 2010 é o meu ano, que eu bem preciso!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Farwest

Ando sem tempo para nada. Hoje demorei uma hora e um quarto a chegar a casa, presa no trânsito de Lisboa, a ver o tempo passar na agonia do tanto que ainda tenho que fazer. Passei aqui só porque tinha que contar isto, de tão surreal que foi.

Ontem, no regresso a casa depois do trabalho, rondavam as 20 horas, em pleno autocarro 742, direcção do Alto da Ajuda, um cigano saca do revólver que tinha guardado no bolso e ergue-o em punho. Pois, leram bem. De arma em riste.

Era um daqueles ciganos típicos e reconhecíveis pelas vestes negras dos pés à cabeça, barba grande e tez escura. Normal, sentado no lugar ao lado do meu no corredor. Normal, até chegados ao Calvário, entrarem duas ciganas no autocarro. De um pulo o homem mete-se de pé, ao meu lado, mão ao bolso e saca da arma numa pressa de quem tinha medo de perder a oportunidade de disparar. As ciganas, que o viram mal entraram, e ainda com o autocarro sem andar, gritavam ao motorista aterrorizadas para abrir a porta. Valeu a rapidez no motorista que a abriu logo e elas fugiram num ápice. O cigano, vendo que já não as tinha em mira, voltou a arrumar a arma e sentou-se de volta no lugar impávido, como se nada fosse, sem pronunciar uma palavra.

O autocarro não vinha muito cheio àquela hora e aconteceu tudo muito rápido. As pessoas que lá estavam tiveram tempo de ficar petrificadas sem mexer um músculo, de grandes olhos abertos e respiração suspensa, soltar um grito, ou tentar fugir. Foi o meu caso, que agarrei nas minhas coisas e fui para a parte de trás do autocarro, longe da mira do homem. Quando ele se voltou a sentar ninguém disse nada, estava tudo em suspenso, acho que a assimilar, de tão irreal, tão à filme. Não sei se o motorista chamou a polícia através de algum botão de emergência que os autocarros possam ter. Não falou no intercomunicador por motivos óbvios. Penso que ninguém teria coragem de dizer nada em frente do cigano, que não teria hesitado em disparar se tivesse tido tempo.

Agora, digam-me, como é que é possível uma coisa destas? Eu iria discorrer mais sobre isto, porque muito há para ser dito de um povo que é uma espécie de pária da sociedade, que vive à custa de subsídios estatais, com casas a preços simbólicos, que não tem qualquer apreço por ordem ou leis, que vive como quer sem respeito pelos outros. Mas não tenho tempo. Opinem, que eu ainda estou a digerir e a tentar perceber de que filme me saiu esta cena!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Meteorologia

Caro São Pedro;

Eu bem que andava a a pedir por frio à uns tempos, que Dezembro para mim sem estar frio não é Natal. Acho que era incapaz de, por exemplo, ir passar o Natal ao Brasil. O Ano novo sim, mas não o 25 de Dezembro, que para mim está sempre associado a frio e neve, de preferência. Ainda que a neve seja mais difícil por estas bandas. Obrigadinha pelo frio que enviou, mas era dispensável esta chuva toda, este céu pesado. Frio de Dezembro é bom com sol que nos aquece o rosto, especialmente em dia de folga, como é o meu caso hoje. Já fui ver as previsões para amanhã e você dita que fará sol.

Mas porque não hoje também? É que amanhã vou passar o dia todo num ambiente sem janelas e cheio de luzes artificiais e hoje bem que precisava de vitamina D. Faça lá uma troca comigo, mande uma tarde cheia de sol, sim? Por mim, e para que os telejornais do país se calem com os avisos de mau tempo, como se fosse a notícia do século, ou como se uma chuvada requeresse avisos de gravidade. Não percebo esta moda de há uns anos para cá com os avisos contra o calor e contra o frio, com notícias que abrem os boletins informativos como se de algo de anormal se tratasse. Parece que nunca houve frio e chuva em Dezembro nem calor acima dos 30 º em Agosto. É mesmo falta do que falar, aquele cliché básico como quando duas pessoas que se encontram e não tem muito para dizer, colmatam o silêncio embaraçante com conversas sobre o estado do tempo.

Era tão bom que se regressasse aos velhos valores do jornalismo, como no tempo em que se faziam telejornais em 30, 40 minutos e se falava apenas do que era realmente NOTÍCIA!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Falta uma semana


E eu ainda não tenho uma única prenda comprada. Hoje é o dia em que despacho tudo!

Next movie in line


Porque apesar de não gostar ser uma apreciadora por aí além do género, é um filme do James Cameron e tenho curiosidade para ver o que andou o senhor a preparar todos estes anos. Depois porque quero ir experimentar o primeiro filme feito totalmente em 3D. Mas reconheço que as expectativas são elevadas, depois de ter experimentado o Futuroscope, será que se vai sequer comparar? A ver vamos...no entretanto aqui a fantástica crítica dos sempre intelectualmente superiores críticos do Público. (sarcasmo!!)

Desta Vez

Concordo plenamente com o Rui Rio. Não é preciso um país ainda mais centralizado. Já basta Lisboa e Porto serem os únicos centros culturais cá do sítio e o resto do país um deserto de eventos, concertos e escolhas. E eu, que estou em Lisboa e que até tenho curiosidade em ver a Red Bull Air Race, acho escusado esta mudança para a capital.

O sismo de hoje

Eu não senti absolutamente NADA. Ou devia estar já bem ferrada no sono, ou morar aqui no alto da Ajuda, ao pé do Palácio, deve ser uma zona privilegiada contra sismos! Hope so at least, no caso de se vir a dar o tal sismo que todo o mundo diz que há-de voltar a arrasar Lisboa.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Caixa do tempo


Não conhecia o conceito nem o produto. Só hoje, quando o jogo chegou lá à loja para venda é que fui atraída pela caixinha colorida de fadas e crianças felizes. Basicamente é um jogo que os filhos podem jogar com os pais, nas quais trocam cartas que valem tempo, mimos e brincadeiras. Numa época em que os pais cada vez passam menos com as suas crianças, esta ideia parece-me excelente, ainda que triste. Sim, porque é triste que seja preciso um jogo que potencie a troca de carinhos e afectos.

Há pais que gastam 500 euros em presentes para um único filho. Abisma-me quando isso acontece, e acontece quase todos os dias. Devem ser crianças super mimadas que nunca irão dar valor a nada e se vão cansar de tudo facilmente. E serão talvez crianças carentes, filhas de pais que compensam a ausência com prenda atrás de prenda. Para eles este deveria ser o único presente que deviam comprar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O filme

está cheio de erros e momentos absurdamente ridículos, como a parte em que o Jacob tira a t-shirt para limpar o sangue da testa da Bella só para exibir aqueles peitorais exagerados, ou a parte em que, já em Volterra, a tensão do momento entre os Volturi e a Bella dá lugar ao romantismo de um cenário bucólico, com uma Bella vestida de branco já transformada em vampira. O Edward neste filme também fica a perder para o Jacob, muito branco e com menos profundidade e importância na trama. A Bella tem muitas vezes um olhar vazio, onde deveria haver mais alguma chama. Mas, ainda assim gostei do filme e foram umas boas duas horas de entretenimento. Vale uma salva de palmas a banda sonora, que tenho que tirar, e conseguirem porem-me a torcer pelo Jacob invés do Edward.

Obrigada meninas (Mar e Amélie) pela companhia. Já não ia ao cinema com amigas faz algum tempo. Faltou foi algum tempo no final para se ficar à conversa sobre o filme. Repetimos?!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

É hoje!


Que vou ver o filme. Pronto, isto talvez não deve ser algo que eu deva anunciar no blog, mostrar o quão descaradamente me rendi à cultura de massas e ao histerismo colectivo em torno deste filme. Não sou fã dos livros. Li o primeiro, que se lê muito bem, mas que me soou lamechas de mais, a protagonista frágil de mais, desastrada de mais, tontinha de mais. Bem, talvez eu já me tenha esquecido de como é ser-se adolescente, mas achei o livro demasiado piroso e não li os restantes. Já o filme, encontrei-lhe numerosos erros, de montagem, da qualidade duvidosa da fotografia, das interpretações. Mas gostei da química que os protagonistas têm no ecrã. Há algo de muito primitivo, que ficou lá dos confins das cavernas, que torna muito apelativo um homem capaz de proteger e morrer pela mulher que ama. A fêmea frágil e o macho zelador. Por mais que evoluamos, ou por mais feminista que eu seja, que ás vezes sou bastante, isto ainda me seduz. Quão contraditório é isto?

E pronto, confesso, mea culpa, mea massima culpa, mas acho um piadão aquela criancinha do protagonista.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Há homens que não são particularmente bonitos, que não chamam a atenção a um primeiro olhar, não voltam uma cabeça na rua. Mas que, num olhar mais demorado ou com a convivência, passam a possuir neles mesmos um je ne sais quoi, qualquer coisa de inexplicável, vulgo charme talvez. Sim, talvez seja isso, charme, como se corroborou apelidar. Há qualquer coisa na maneira como olham, como se movimentam ou como falam. O timbre de voz pode ser das coisas mais sedutoras num homem, assim como a segurança como caminham, como olham.

Ela não sabia se se sentia incomodada ou seduzida, ou as duas coisas em simultâneo. Há qualquer coisa na maneira como ele lhe fala e olha que quebra o gelo da antipatia que o seu rosto fazia denotar à primeira vista. Uma voz rouca, baixa. "Calma", diz baixinho enquanto reassegura e explica. A mão na cintura dela, como uma mão que casualmente pousa ali, enquanto cede passagem num corredor, ou ensina um procedimento necessário. Uma mão ávida, ansiosa. Simpática, cortês, mordaz, flirtatious. Sim, acima de tudo flirtatious, na falta de uma expressão melhor equivalente em português. Há qualquer coisa na maneira como ele a olha que a faz procurá-lo num relance, a faz fingir um olhar casual pelo espaço e, por acidente, cruzar-se no olhar dele.

Ele sorri. Ela fica nervosa, disfarça. Fala muito depressa. Ele volta a sorrir e fala do cheiro a café. Brinca e fica tímido depois. A timidez num homem é das coisas mais tramadas! Está nervoso também e ela sabe-o. E ela sente-se lisonjeada. E fica fácil sair dali a imaginá-lo, pintar-lhe a vida e adivinhar-lhe a personalidade. Inventar o que diriam se tivessem a oportunidade de se cruzar numa mesa de café. Ele que a acha bonita, sabe que é assim pelo brilhozinho nos seus olhos; ela que sente uma curiosidade irresistível por ele. Que seria uma curiosidade dececpionada acaso essa conversa se viesse a concretizar, acaso se viessem a conhecer de facto para lá dos olhares e do nervoso e dos toques casuais e nada acidentais. O platónico é e será sempre irremediavelmente melhor!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Não concordo nada com isto!

O aumento do salário mínimo acho lindamente e, enquanto não atingir a fasquia de pelo menos 600 euros não será um valor minimamente aceitável. Estamos na causa da Europa e temos um nível de vida demasiado elevado para o que ganhamos. Quem consegue viver com 500 euros por mês? Consegue-se quanto muito sobreviver, e a custo. Mas não se consegue, de todo viver.

Contudo, ser a segurança social a suportar uma despesa que deve ser das empresas, ao mesmo tempo que lhes reduz a um ponto percentual a taxa social única e lhes alarga o prazo de pagamento das dívidas à Segurança Social, é simplesmente errado. Primeiro porque endivida ainda mais os cofres do estado numa despesa que não deve ser dele. Não vai haver reformas daqui a uns anos se continuam a dar dinheiro para BCP´s e outras empresas afins. Um governo não pode apenas governar com base numa timeline de 4 anos. Depois porque uma empresa que não consegue suportar um aumento de 15% no salário dos seus empregados é uma empresa que não deveria existir. Um empregado, nas 40 horas semanais que deve à empresa não consegue ganhar 475 euros em lucro?! Duvido muito.

Sou muito comuna nestas coisas porque penso que os empregadores cada vez têm mais privilêgios e vantagens e o empregado cada vez menos. Talvez por estar do lado do empregado que já passou por recibos verdes, contractos verbais e explorações do empregador. Já chega de facilidades! Um bocadinho mais de justiça num estado que se diz Estado Social.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Faltam 20 dias para o Natal


E a ida de ontem às compras resultou num belo bouquet de bolas natalícias, bonecos de neve e velas decoradas. Gosto da casa assim. Quando tiver tempo tiro fotos!

ADDICT

A net tem estado instável e inacessível estes dias, o que me tem causado um stress acrescido por serem os dias que posso dedicar com mais tempo ao envio de currículos e consultar os blogues que sigo. Estive o dia todo a tentar aceder à internet e só agora consegui.Não vou estar a pagar um serviço que na maior parte dos dias não está acessível. Mas é também nestas alturas que vejo o quão dependente estou desta ligação ao mundo, e não gosto de o reconhecer.

Acho que vou ter de reclamar de novo com a malta da Tv Cabo. Aliás, parece que só assim se consegue alguma coisa. Quando aderi à Tv Cabo, em Setembro passado, optei por um dos pacotes de que dispõem, nomeadamente o Zon Classic, que inclui tv, internet e telefone. Assumi portanto que o pacote incluiria uma box ou router e um telefone. Não faz sentido disponibilizar de chamadas grátis, pagar um pacote onde o telefone está incluído e não dispor do equipamento para que tal seja feito.

Mas não, nada de telefone. Tenho chamadas grátis para a rede fixa a partir das 21horas mas é suposto telefonar através de sinais de fumo? Vai daí toca a reclamar, e depois de uns quantos telefonemas para o apoio ao cliente e um email em que contava como já fui cliente MEO e CaboVisão, e tanto uns como outros disponibilizam todo o equipamento, pelo que não faz sentido a TV Cabo não o fazer igualmente, correndo o risco de verem por aí alardeado que são os mais fracos da concorrência. Posto isto, segunda feira vem-me trazer o telefone finalmente. Ora, a minha dúvida é: se eu não fosse refilona iria ficar sem um telefone ao qual tenho direito?! Pois, pelos vistos sim. Devem tentar isto com toda a gente a ver se passa.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Shopping - In the mood for christmas


Com o frio bom que se sente lá fora e as ruas todas iluminadas, Dezembro corre a passos largos e e ainda não tenho nada em cá em casa, para além do calendário de advento de janelas com chocolates, esta noite fica agendada uma ida à caça de enfeites de Natal, porque esta ainda é a minha época preferida e a casa merece ficar mais colorida. Só tenho pena que em Portugal ainda não tenha chegado a tradição dos mercados de Natal. São típica dos países de centro e leste europeus e são maravilhosos. Apetece sempre regressar lá nesta altura do ano. Talvez para 2010!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hoje estou apenas EXAUSTA!!!Mesmo. Não sinto as pernas, tenho os braços cheios de nódoas negras e a garganta cheia de sapos por engolir. Hoje tive um senhor a perguntar-me descaradamente se conseguia tirar um mestrado, surpreendido de ter uma licenciatura. Isto depois de ter ouvido a minha conversa com uma colega, em que lhe dizia que planeio tirar o mestrado no próximo ano, caso tenha o dinheiro para tal. São pessoas que acham que existem duas classes sociais no mundo: eles e a plebe! E que, se trabalhamos num centro comercial é porque somos burros e não conseguimos estudar para "ser alguém na vida". Será que eles sabem que a inteligência não se paga e que, mesmo sem dinheiro há pessoas de muito valor e capacidades a trabalhar nos sítios onde eles gastam mil euros de uma só vez?! Irrita-me tanto esta mesquinhez portuguesa.

Enfim, amanhã estou de folga e bem preciso. Hoje apenas meter os pés de molho e ir dormir cedo de seguida.

sábado, 28 de novembro de 2009

Gripe A

Ouvido hoje no centro de saúde:

Recepcionista ao telefone com a colega de trabalho que, pela conversa, deve ter estado a trabalhar no sábado anterior:
- "Ai Carla, isto hoje está a arrebentar pelas costuras. É tanta tanta gente doente com gripe A! Foi o sábado mais movimentado dos últimos tempos. Tou que nem posso!"

Pequeno detalhe: (a sala estava total e completamente vazia e, além de mim, não havia vivalma para ser atendida).

Depois do telefonema a recepcionista vira-se para mim e pergunta:
- "Olá querida, é gripe A, não é? Tem que ir ali para aquela sala à parte"
- "Não, não é gripe A".
- "Tem a certeza, olhe que isto agora...É que se for tem que ir ali para a sala"
- "Sim, tenho a certeza, isto não tem nada a ver com gripes"
- "Olhe, por enquanto então, que havemos todos de ficar com gripe A. A menina pensa que se escapa, não escapa!!"

E olhou-me com uma determinação tal que eu nem tive coragem de lhe dizer o que acho desta «pandemia» da treta.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Dia 2

Segundo dia no novo trabalho, onde vou estar até ao Natal. So far so good mas é cansativo. São 8 horas de pé a aturar madames de bolsos cheios e cabeça vazia, não raramente sem pingo de educação. Portugal é , sem dúvida, um país de doutores de uma falta de humildade e um snobismo extremos. O mais ridículo é que muitas vezes, estes "doutores" demonstram umas maneiras e uns preconceitos idiotas e uma falta de cultura geral e bons-modos gritantes.

Entretanto descobri que a maior parte dos furtos são também efectuados por malta da grana, que julgam, vejam bem, poder sair escadas rolantes abaixo com um par de bicicletas sem que ninguém repare. São umas coisas pequeninas portanto as bicicletas!

Daqui até ao Natal, ou mais exactamente até dia 23 de Dezembro, ainda muita peripécia deve estar para acontecer naquele lugar. E vêem-se coisas bem curiosas quando se trabalha em atendimento ao público. Esta não é contudo uma área de eleição minha. Tenho pouca paciência para tanta gente e trabalhar 8 horas a aturar os caprichos de cada um não é para mim. é preciso gostar e para mim isto é apenas um desenrasque e uma maneira de amealhar uns trocos para o Natal.

Para não ajudar, lá em casa houve um acidente doméstico e tenho a minha avó internada e o meu pai que esteve à beira de o ser , com queimaduras de 2º grau, consequência de um jacto de agua a ferver que os atingiu. Como estou a trabalhar aos fins-de-semana tão depressa não posso lá ir para ver como estão. Além disso, magoei-me numa omoplata e parece-me que o tendão, ou o músculo, ou uma vértebra estarão inflamados e começo a sentir um peso no peito ao respirar. Tenho lá eu tempo agora para ir ao médico daqui, pois nem tenho médico aqui,e a solução seria ir ao hospital (pois os centros de saúde estão fechados ao fim-de-semana) onde com certeza teria de ficar longas horas à espera. Portanto isto que não piore até segunda feira que agora não tenho vida para ficar doente. Dizem que a força mental conta muito, vai daí vou começar a repetir que não tenho nada e isto talvez passe sozinho. Isso e tentar entrar numa igreja e benzer-me com água benta que isto não anda nada a correr bem!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Furiosa


Hoje sinto-me como a imagem. Estou capaz de gritar até os pulmões ficarem sem ar ou desancar um saco de boxe até cair ao chão. Então não é que descobri que os resultados do concurso de estágios públicos que estava à espera de saber já saíram no início deste mês e ninguém se dignou a comunicar às pessoas que não foram contempladas?!

Eu já sabia que, ainda que tenha sido considerada "apta", poderia não ter a sorte de me ver ser atribuída uma instituição no macthing. Porém, julguei sempre que os resultados fossem comunicados a todos os participantes, até porque não devo ser só eu que ando aqui com o coração nas mãos à espera de saber se consigo esta oportunidade. Mas não, nada. Nem um e-mail, um telefonema, uma carta.

Os resultados foram comunicados aos participantes seleccionados, já deram início a todo o processo de formação e início do estágio e ninguém se lembrou de avisar os desgraçados que continuam esperançosos à espera de um e-mail. Não se faz, especialmente a nível de um concurso tão reputado como o Inov Contacto. Sim, esse mesmo, esse que já foi acusado várias vezes de colocar apenas quem tem o factor "C", de priveligiar uns em detrimento de outros que talvez merecessem mais estar lá.

E só descobri hoje de manhã porque me lembrei de ir à página do Inov e verifiquei que a edição deste ano já tinha começado. Caso contrário continuava aqui, ainda com uma réstia de esperança, a verificar os e-mails todos os dias, várias vezes ao dia naquela ânsia.

Agora digam-me se este país não é um circo?! Que entidade é esta AICEP que não informa os candidatos do concurso que promove e que já se arrasta desde início de Agosto?

Liguei para lá para me informarem, ao que me dissersam : "Não, de maneira nenhuma, a seu tempo todos os participantes irão ser notificados. Só avisámos primeiro quem tinha ficado". A seu tempo quando? Então eles começam a edição deste ano sem se dignarem a informar as pessoas que estavam à espera com a expectativa de conseguirem entrar, e dizem que a seu tempo informam?! E ainda queriam ficar com o meu nome!! Mas o meu nome é relevante?! "Ah e tal, eu preciso de registar a chamada", diz ela. Registe então que ninguém a impede, registe que sou uma das candidatas aptas e à espera dos resultados, e registe bem o facto de ser um desrespeito nem sequer ter sido informada.

Porquê tanta veleidade no processo todo?! Em época de face ocultas, alguma transparência seria bom, muito bom! Infelizmente não é assim e este é um dos motivos que me faz odiar o meu país por vezes. Esta corrupção que existe em todo o lado, o país dos amigos e dos conhecidos, dos falsos méritos, da falta de transparência, de justiça. Um bocadinho mais de seriedade senhores!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009















Aqui sinto-me sempre mais só. Apesar de toda a companhia, apesar da presença dele. Estranho, não? Sombras, sombras negras, como dizia Alegre.

Do Regresso

As minhas "férias" por casa terminaram ontem. Aquela semana soube-me pela vida. Esta altura do ano é a minha predilecta lá por cima, onde o Outono é mais coerente com a minha ideia de Outono.
Souberam-me tão bem os passeios pelo campo, as torradas madrugada fora com amigas de infância, as atenções da mãe, a paisagem livre até perder de vista.

Penso que nunca me vou acostumar a viver em apartamentos, apesar de já ter vivido em alguns. Sinto-me como um pássaro engaiolado, por mais espaçoso e aconchegante que seja a casa. Tenho grandes debates com o meu namorado, que é um adepto de apartamentos, onde discutimos as vantagens de viver numa casa fora da cidade ou num apartamento no meio da cidade. Reconhecemos as vantagens e desvantagens de uns e outros mas nunca chegamos a um consenso. De tal forma que já lhe disse que, um dia mais tarde, e tendo a hipótese de escolher onde queremos morar, caso ele insistisse mesmo no apartamento, eu ficaria sempre com a casa, nem que pra tal tivèssemos que viver separados.

Estou de regresso a Lisboa, que continua com uma temperatura de Primavera. Daqui a um mês é Natal e eu quero aquele frio bom, aconchegante dos casacos e cachecois. Gosto muito de Lisboa mas, ao mesmo tempo sinto-me cansada dela e aquela vontade pequenina cá dentro de partir para outras cidades. Ainda continuo à espera dos resultados de um certo concurso, no qual fui considerada apta, mas até agora ainda nada. Malditas burocracias!!

sábado, 21 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Surpresa em modo repeat



O novo cd da Norah Jones, especialmente o single "Chasing pirates". Chegado esta manhã pelo correio. Prendinha surpresa do namorado que não me vê há 4 dias e diz estar com muitas saudades :)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

WANTED

Procura-se!

Com alguma urgência, entidades internacionais de referência (europeias e americanas - Canadá, EUA, Brasil - , de preferência) que actuem nas seguintes áreas: jornalismo ou comunicação no geral, jornalismo cultural , comunicação cultural, escrita.

Órgãos de comunicação, revistas, museus, teatros, companhias de dança, entidades culturais.

A escolha é muita e eu estou completamente perdida. Sugestões são muito, muito bem vindas!!

Flaming June


Um dos meus quadros preferidos! Vi-o ao vivo no início deste ano no Museu do Prado em Madrid. É pena a foto não conseguir captar as cores, um cor-de-laranja muito vivo, muito "flaming" e um reflexo na água que parece reflectir um sol de Agosto muito brilhante. A posição da June também está muito bem captada, uma certa inocência misturada com qualquer coisa de misterioso e de ninfa.

Governo e saúde pública

Mais uma notícia destas e poderá não ser a última! Até quando é que o Ministério da Saúde vai continuar a afirmar que a vacina contra a Gripe A não tem relação directa com estas mortes. Se não se sabe deslindar a causa com correcção, como poder dizer com toda aquela certeza com a Ministra Ana Jorge apareceu ontem a afirmar que a vacina não tem qualquer correlação?!

Quando está mais que sabido que ainda não se conhecem os efeitos secundários de uma vacina fabricada em tempo recorde que não foi testada na abrangência que deveria ter?! Quando, no hemisfério sul, onde o Inverno já passou e a Gripe A já terá atingido o seu pico, contas feitas, e esta gripe não matou mais do que a gripe comum num ano normal?! Porquê tanto alarmismo quando claramente não se trata de uma pandemia (vejam os números e não são maiores que os da gripe comum) e mata tanto quanto a gripe sazonal normal, pois quem morre é quem já tem algum problema de saúde anterior.

Que responsabilidade a deste Governo que apela a uma vacinação generalizada, em que até o Director geral da saúde vem à televisão para o país o ver a ser imunizado em directo (com o quê que ele foi vacinado? terá mesmo sido a dita vacina?) quando ainda não há dados concretos? Quando os dados que há apontam para uma gripe não muito diferente da que já estamos habituados. Que se trata a benurons e aspegics segundo os médicos com quem tenho falado.

Espanta-me como a indústria farmacêutica pode ter tanto poder e atemoriza-me a facilidade com que o Governo se alia a poderes económicos contra a saúde do povo que representa. Tudo para quê? Para que se possam escoar alguns químicos prestes a perder a validade,talvez? Para alguma experiência em que servimos de cobaias em primeira mão?

Cada vez mais a realidade se assemelha a um filme de catástrofe da humanidade por um qualquer vírus que fugiu de controle. 24 dias depois, 12 macacos, I am legend...o cinema está cravejado deles e a realidade parece não estar muito distante um futuro tão sombrio quanto o que eles representam.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Expectativa


E chove a potes lá fora. Non stop desde ontem. O que vale é estar de regresso à base com a lareira acesa, benefícios de estar em casa.

Mas não há tranquilidade neste calor, a cada novo início de semana a sensação de suster o ar nos pulmões até ao limite. Saber se o telefone irá tocar, se haverá alguma proposta que valha a pena, se os resultados das provas que fiz saem finalmente esta semana e se serão positivos. Já era hora de vir algo bom!

Mas no entretanto o que fica é esta indefinição no ar, não saber quanto tempo fico aqui, se volto a Lisboa em breve, ou até se vem o resultado tão esperado que me irá fazer regressar a ser uma cidadã do mundo. É ter a vida suspensa, as expectaivas a atropelarem-se nas mãos à espera que algo aconteça, até porque neste momento já não sei o que mais fazer senão esperar. Literalmente esperar que algo aconteça. E acho isso tão triste! Não poder ou não conseguir ter poder activo no que vem mais à frente no caminho, nem mesmo o escolher desse caminho.

domingo, 15 de novembro de 2009

Música


Tão boa a voz deste moço! A maneira como interpreta as canções que canta toca-me cá no fundo. Descobri-o na banda sonoro do filme "My Blueberry Nights" e fiquei fã desde então. Sweet!Oiçam por vocês.

sábado, 14 de novembro de 2009

Uma causa que vale a pena apoiar

e custa tão pouco! Aqui!

Tão bom!




Já não vinha a casa há quase dois meses e o tempo começava a pesar. Especialmente porque esta é das minhas épocas favoritas aqui por cima, onde o Outono sabe mais a outono e as cores das árvores se acentuam mais. E depois a comida da mãe, as castanhas assadas do castanheiro aqui do lado, as romãzeiras carregadas, o jardim, o meu quarto grande...a casa da infância será sempre mais casa do que todas as outras.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Discriminação?!Não, (apenas) despiste de droga



















Passei a manhã inteira a fazer exames médicos. Tudo isto para poder trabalhar, durante a época de Natal, num conhecido centro comercial do centro lisboeta. Primeiro fazes os exames todos, depois és contratada. Eles dizem que servem apenas para fazer o despiste de drogas (e, de facto, além da urina da manhã que tínhamos que levar de casa, chegados lá ainda nos pediram para urinar na hora para um tubinho minúsculo!) mas fizeram exames de audição, de visão e check - up completo, além de um monte de perguntas indiscretas que penso que não são para ali chamadas nem tem relevância nenhuma para a função. Por exemplo, a profissão, nome e idades doos meus pais são importantes porquê motivo?!

A verdade é que alguém que esteja grávida, tenha audição de velha ou seja seropositiva, tenho as minhas sérias dúvidas que essa pessoa seja chamada para assinar contrato. Isso não é ilegal? Discriminação? Claro que a empresa irá sempre alegar que os motivos são outros e, nunca se poderá provar este tratamento diferenciador.

Assusta-me esta invasão de privacidade. Percebo que a empresa em questão queira manter o seu grau de profissionalismo, mas há informações desnecessárias, em nada relevantes e exames que em nada têm que ver com a despistagem de drogas. Confesso que me senti invadida e constrangida, além de que a enfermeira ou técnica, ou sei lá o quê que ela era, que me tirou sangue, magoou-me como nunca antes para tirar sangue. Eu não sou nada queixinhas nestas coisas e sou daquelas pessoas a quem as agulhas não fazem impressão, nem tem problema em dar sangue, mas fiquei com o braço todo dorido pois a "profissional de saúde" demorou eternidades desde que me espetou a veia até que dissesse para abrir a mão para que o sangue fluísse, e o tempo todo tive uma dor como se me estivesse a espetar a carne de uma ponta à outra. Além disso, não usou luvas. É de mim ou deveria usar?!

Cada vez mais os empregadores fazem o que querem e o que lhes apetece e, cada vez mais, o empregado é sujeita-se. A verdade é que odeio a maneira caladinha e branda, tão portuguesa de ser, resignada, aquele encolher de ombros, aquela conformidade silenciosa, aquele olhar de coitadinho. Na sua cabecinha não há outra alternativa senão "sujeitar-se". O que os portugueses se esquecem é que têm direitos consagrados na lei. Que não se aplicam na prática , pois não, mas porque ninguém lhes dá uso, não reclama nem luta por nada. Os empregados vão ser sempre mais do que os empregadores, e se todos nos recusássemos , por exemplo, trabalhar a recibos verdes ou a denunciar os falsos recibos verdes, ou a recusar todos os estágios não remunerados que nos propõem até depois dos 30 anos e por mais habilitações que tenhamos, a situação do trabalho em Portugal talvez pudesse ser bem diferente. É que assim não vai a lado nenhum, pelo contrário, tende a piorar.

Se houvesse mais "nãos" e menos medos, menos encolher de ombros, estávamos todos concerteza bem melhor em termos de mercado laboral.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fucking luck

Eu, de facto, de há uns anos para cá, não tenho tido sorte nenhuma. Não me lembro de ter partido nenhum espelho ou de ter feito algo de muito mau a outrem para estar a receber todos estes anos de azar ou karma. Só me ocorre é que não é normal e então deve ser fruto de alguma dessas superstições ou teorias enérgicas do universo. Quem sabe, talvez esteja a pagar por pecados de outra vida! Não sei, o que sei é que se esta onda de má sorte não mudar depressa, vou estar em muitos maus lençóis.

Uma pessoa bem tenta manter um certo nível de optimismo e bem-estar, boas vibes que possam seguir a"teoria do segredo" (que grande treta!!) mas fica difícil quando temos as esperanças e expectativas todas lá em cima e elas vem rebolando encosta abaixo, uma após a outra. Há dias em que só quero desaparecer.

Pergunto-me porque há pessoas que têm as coisas tão facilitadas e outras que tem que suar as estopinhas para conseguir alguma coisa. E mesmo suando, não quer dizer que se alcançe. Estou cansada das frases feitas do género "vais ver que algo melhor vai vir" ou" as coisas vão melhorar", ou ainda, uma frase que já me disseram tanta vez "sinto que tens uma estrelinha contigo e tenho a certeza que as coisas te vão correr bem".

Pois bem, por mais despachada, desenrascada ou por mais características favoráveis que tenha, tudo isso não basta sem um pouquinho de sorte. E confesso que os traços acima mencionados estão bem mais atenuados agora. Já lá vão quatro anos, estou cansada, esgotada, sem gande vontade de continuar a lutar, sem ideias novas.

O que queria mesmo era um frasquinho de "sorte liquída" e poder dizer "fuck this, I am going to Hogwarts"!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Será que temos mesmo necessidade de saber estas coisas?!

O que hão-de inventar mais? Eu não sou nada fã de twitter, facebook ou hi5. Enervam-me as pessoas que perdem demasiado tempo nisso e que passam o seu tempo a escrever coisas do género "acabei de jantar" ou "estou a trabalhar". Agora andam para aí no espaço cibernético a apregoar que acabaram de ter sexo, como e onde. Mas há mesmo necessidade?!

"Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos"


Porque nem só de coisas más viveu o socialismo e a vida em Berlim durante os anos do muro. Esta é a parte que a história ocidental se "esquece" de contar´, a da igualdade entre todos e acesso generalizado a bens e serviços. O capitalismo pode ter liberdade de expressão (que também não caminha sem ameaça), mas o socialismo tinha o bem-estar. Para quando um sistema que reúna os dois?

Eu não sou comunista, mas simpatizo com a ideologia porque parte de mim, ingénua ou arrojada, acredita que é possível a coabitação de uma sociedade igualitária com liberdade. Porque acreditar que não é possível é o mesmo que dizer que o homem é um animal de selva que não se governa se não o governarem por ele. E eu acredito que, com a educação e a índole certa, todo o ser humano pode mostar a carácter de Humanidade em si mesmo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ontem foi dia de cinema





Penso que gostei mais deste "NY I love you", do que de "Paris Je t´aime", que achei mais fragmentado. O filme dura cerca de hora e meia e fica-se à espera de mais, mais desenvolvimento nas histórias no ecrã, nos diálogos das personagens. Nova Iorque aparece mais tangível, acreditamos nquelas conversas de passeio enquanto se fuma um cigarro.

Gostei sobretudo da curta da Mira Nair, aquele entendimento extra- cultural, a maneira como foi filmado e porque tem uma das minha actrizes fétiche, Natalie Portman que fica sempre bem no ecrã, independentemente do papel que desempenhe. Gostei também da história do rapaz no baile de finalistas que deu para umas boas risadas, do engatatão de rua e a mulher atraente que é prostituta afinal, do casal do restaurante que tenta quebrar a rotina enquanto se houve "No surprises" dos Radiohead. Um Shia Labeouf irreconhecível e muito, muito bom, uma Julie Christie comovente nas suas rugas que tão bem lhe parecem. A homenagem a Anthony Minghella, que não teve tempo de realizar o que escreveu.

No final, a dúvida do porquê a curta de Scarlett Johansson, onde entrava Kevin Bacon, não ter sido incluída. Não terá sido por cosntrições de tempo. Estaria tão mau ou tão desfasado do que se procurava?

Central park em dias de névoa, os cafés acolhedores com janelas grandes para a rua, as homogéneas casa de bairro, as conversas de táxi, a miscelânea cultural. Apetece morar lá uns tempos. Não sempre, mas um ano, ou dois, só para experimentar como será afinal. Estou ansiosa por fazer as malas e partir.





sexta-feira, 6 de novembro de 2009