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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Isto é que é um país, isto é que é um sistema de lógica justa: desempenhou mal o trabalho dele? Como em qualquer trabalho, tem de pagar as consequências. Tal qual como devia ser aqui entre nós.
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Ao invés disso, estamos a ficar um país sem pão nem diversão, paga-se tudo. Um dia destes impõe-se uma taxa pelo ar que respiramos. Parece ridículo mas penso que já estivemos mais longe disso infelizmente. E o pior é que vamos aceitar tudo como quem aceita um destino marcado.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Estava a jantar quando ontem o PM anunciou as novas medidas de austeridade. Fez-me parar de comer e perdi o apetite depois. Senti-me como num daqueles momentos na história em que, a partir dali, tudo mudo. O no turning point. E ontem, perante um Passos Coelho pesaroso ( pergunto-me quantas vezes terá ensaiado aquela expressão ao espelho), tive a clara noção que, se até aqui se falava muito da crise, a partir daqui vai-se sentir muito mais.
É o fim do estado social como o conhecemos. Depois de se retirar os subsídios de férias e de Natal não se pode voltar atrás, nem se pode voltar atrás abrindo a porta a mais horas de trabalho, quando a maioria da população já trabalha mais do que o devido. Parece-me que estamos a caminhar para a época da revolução industrial, com jornadas longas e salário estagnado. Abriu-se uma caixa de Pandora. E enquanto ouvia Passos Coelho, só pensava que isto ainda vai piorar muito. Mais do que as linhas do orçamento de estado, ficaram ontem conhecidas as linhas gerais de uma nova onda de emigração. Quem puder não fica aqui.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

De quem nos rouba...e nós a deixar

Corre por aí o rumor de que o BES, que vai receber uma fatia generosa de dinheiro vindo do FMI, dinheiro que o comum dos contribuintes portugueses vai ter que pagar, anda a renovar a frota automóvel dos funcionários.Não sei se é só comigo mas isto revolta-me sobejamente. Nós pagamos o custo da crise em benefício de meia dúzia de sacanas capitalistas que o Governo protege. Nós pagamos o aumento do IVA, da electricidade, aperta-se ainda mais o cinto e eles no entretanto renovam os carrinhos?! Oh pá, eu metia fogo a esta m**** toda, sinceramente e não percebo como é que ainda não se organizou um movimento massivo que os assuste a sério.
Isto já não vai lá com manifs pacíficas nem debates, nem entrega de folhas A4 com propostas. Eles não querem propostas de nada, porque a intenção é continuar a pisar até tirarem o sumo todo que conseguirem. E nós a deixar. Por isso eu agora sou mais pela via de incendiar carros, fazer ajustamentos violentos e invasão e ocupação de bancos, parlamento e tudo o que represente o poder instituído que nos rouba e engana até ao tutano.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mais alguém acha isto o absurdo total?!

"A receita do governo para flexibilizar o mercado do trabalho é notável. À falta de melhor explicação, eis o que se passa: um trabalhador por conta de outrem que assine um contrato de trabalho, após a nova medida entrar em vigor, vai ter um salário mais baixo. Porquê? Porque a empresa que o contratar vai reflectir o novo custo - a contribuição para o fundo das compensações em caso de despedimento - na remuneração mensal do colaborador. Isto significa, na prática, que os cidadãos financiam uma espécie de imposto, disfarçado pelo nome "contribuição patronal", para cobrir parte dos custos do seu eventual despedimento. O "desconto", como a ministra Helena André disse, sai da massa salarial. Se os trabalhadores se reformarem, ou mudarem de emprego, a dita "contribuição patronal" - repercutida no salário - regressa à empresa. Genial, não é? "
por Carlos Ferreira Madeira, Publicado no I de hoje

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Tira-me do sério

Expliquem-me a função e o relevo de um Parlamento - teoricamente a voz e o reflexo da vontade popular - quando as decisões que anula seguem em frente? O parlamento português já não é muito representativo da vontade dos cidadãos. Mas se há ocasião em que até defende os interesses da maioria, a decisão é depois anulada. Qual o relevo de um orgão meramente consultivo? Outra das coisas que me tira do sério e a denominacao de SCUT - auto-estradas sem custos para o utilizador. Será uma piada? Ou com o acordo ortográfico - outra medida com a qual a generalidade dos portugueses estava contra - estas palavras subitamente mudaram de significado?

"Eles comem tudo e nao deixam nada." Esta frase nunca me pareceu tão actual. E os portugueses nunca me estiveram tão caladinhos e conformados.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

E depois

Isto! Então e agora querem subir os impostos e passar a tributar o subsídio de Natal?!! Mas que porcaria de país é este em que os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres têm de ser sempre eles a abrir os bolsos e reduzir em sabe-se lá que bens essenciais. Já não chega os salários miseráveis? Sim, porque o nosso custo de vida está tão alto como no resto da Europa mas os salários não se comparam.

Tributem quem ganha milhares de euros ao mês, a começar nos grandes gestores públicos, acabem com a porra de quererem levar avante o TGV, que o país não precisa, e deixem-nos mais dinheiro nos bolsos que não estou para andar a contribuir para corruptos! Tenho mesmo de mudar de país! Acho que, se se proporcionar ainda fico por aqui ou onde for melhor, qui ça! Aturar ladrões é que não!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Polvo

Bem apropriado este título do Sol, não?!

No meio deste escândalo todo vem o Governo e os juízes que acobertam a administração falar em segredo de justiça. "Ah e tal, a justiça está corrompida, que grande desgraça Meu Deus", "Ah e tal a justiça em Portugal está seriamente comprometida", "Ah e tal temos delatores e traidores e hereges no seio do nosso querido sistema de justiça". Eu só tenho a dizer que agradeço aos "traidores", porque se não fossem por eles nada disto viria a público. E o que se passa com a Comunicação social é muito mais relevante do que o segredo de justiça.

Um segredo que é violado em nome de algo maior, para mim é sempre bem-vindo. De outro modo nada disto nunca viria à tona e continuamos todos a ser marionetas das notícias com que nos querem alimentar. Que outro modo de provar a censura? Se isto fosse nos Estados Unidos seria como nos filmes, em que alguém quebra um monte de regras para poder revelar algo importante mas que, por ser maior, acaba por compensar. Aqui, temos toda uma classe política a aglomerar-se qual exército romano em posição de tartaruga e a tentar atirar-nos areia para os olhos com a desgraça em que caiu a justiça nacional. Eu estou-me bem a lixar para esses clamores. Justiça era agora esta malta toda vir a ter as devidas penalizações. O Governo pela interferência, os juízes pela ocultação de prova.

Mas Portugal sempre foi corrupto, verdade? Como escreveu a poeta brasileira Elisa Lucinda, sobre o seu Brasil, "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal."

Fica o poema: Só de Sacanagem:

“Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.

Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
- Não roubarás!
- Devolva o lápis do coleguinha!
- Esse apontador não é seu, minha filha!

Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!

Dirão: - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.
E eu vou dizer: - Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal.
E eu direi: - Não admito! Minha esperança é imortal!
E eu repito, ouviram? IMORTAL!!!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.”




quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Governo e saúde pública

Mais uma notícia destas e poderá não ser a última! Até quando é que o Ministério da Saúde vai continuar a afirmar que a vacina contra a Gripe A não tem relação directa com estas mortes. Se não se sabe deslindar a causa com correcção, como poder dizer com toda aquela certeza com a Ministra Ana Jorge apareceu ontem a afirmar que a vacina não tem qualquer correlação?!

Quando está mais que sabido que ainda não se conhecem os efeitos secundários de uma vacina fabricada em tempo recorde que não foi testada na abrangência que deveria ter?! Quando, no hemisfério sul, onde o Inverno já passou e a Gripe A já terá atingido o seu pico, contas feitas, e esta gripe não matou mais do que a gripe comum num ano normal?! Porquê tanto alarmismo quando claramente não se trata de uma pandemia (vejam os números e não são maiores que os da gripe comum) e mata tanto quanto a gripe sazonal normal, pois quem morre é quem já tem algum problema de saúde anterior.

Que responsabilidade a deste Governo que apela a uma vacinação generalizada, em que até o Director geral da saúde vem à televisão para o país o ver a ser imunizado em directo (com o quê que ele foi vacinado? terá mesmo sido a dita vacina?) quando ainda não há dados concretos? Quando os dados que há apontam para uma gripe não muito diferente da que já estamos habituados. Que se trata a benurons e aspegics segundo os médicos com quem tenho falado.

Espanta-me como a indústria farmacêutica pode ter tanto poder e atemoriza-me a facilidade com que o Governo se alia a poderes económicos contra a saúde do povo que representa. Tudo para quê? Para que se possam escoar alguns químicos prestes a perder a validade,talvez? Para alguma experiência em que servimos de cobaias em primeira mão?

Cada vez mais a realidade se assemelha a um filme de catástrofe da humanidade por um qualquer vírus que fugiu de controle. 24 dias depois, 12 macacos, I am legend...o cinema está cravejado deles e a realidade parece não estar muito distante um futuro tão sombrio quanto o que eles representam.