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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Internet...

tem coisas fantásticas e úteis, ainda que eu seja um pouco céptica em relação a redes sociais e inovações que nos colocam ainda mais longe das pessoas reais. No entanto, graças ao facebook tive confirmação de que não deveria embarcar neste barco.

Uma antiga colega de trabalho conhece alguém que já trabalhou para o Paulo Branco e soube de fonte segura que o senhor está quase falido e que mantém os funcionários a recibo verde e paga quando lhe apetece. Já passei por isso e não me apetece voltar a estar na mesma situação, por muito gira que pudesse vir a ser a experiência.

Entretanto a segunda semana como "administrativa de back-office" chegou ao fim e o telefone não voltou a tocar com mais proposta de nenhuma espécie. Ando cansada e impaciente. Passo o dia todo a correr e não tenho tempo para fazer nada do que gosto: ler, escrever, fotografar (hoje esteve um pôr-do-sol tão bonito e eu sem máquina), namorar ou apenas ver um filme relaxada no sofá. Começo-me a perguntar se não está a chegar a altura de atirar a toalha ao chão. Quem espera desespera e eu já estive mais longe de desistir e voltar para casa.

Please, please let me get what I want this time


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O Universo deve-me andar a tentar dizer alguma coisa…


Só pode! Ontem á noite, enquanto secava o cabelo, fiquei com o fio do secador cortado em dois, quando o liguei à ficha e aquilo deu um valente curto circuito com direito a apagão e faíscas por todo o lado. Apanhei um senhor susto com o estrondo e com as faíscas a saltarem-me pelo cabelo. Hoje de manhã, ia eu a sair do autocarro, de malinha a tiracolo quando salta a alça e a pecinha de metal quase vai direita à cabeça do passageiro que vinha a descer em seguida. Além disso, descobri que, mais uma vez o universo tem sempre forma de nos mostrar que, por pior que estejam as coisas, ainda podem piorar mais. Cada vez mais me convenço que a vida é sobretudo injusta.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Entrevista de emprego

Hoje foi a primeira entrevista do ano. Não para a minha área mas era um trabalho de segunda a sexta, com horário para sair o que, nos dias de hoje, já não é mau. Correu bem, mas deve ter corrido melhor a algum dos 4 outros candidatos que lá estavam também, visto que não me telefonaram. São 19 horas de sexta-feira e não telefonaram. Queriam que a pessoa que ficasse começasse segunda-feira e avisariam ainda hoje, pelo que não fui eu a seleccionada.

O emprego não era nada de especial, nem em termos de tarefas nem em ordenado. Mas seria bom ter algo mais do que esta incerteza sobre se o telefone irá tocar, ou a ansiedade de visitar o e-mail todos os dias para ver se recebi novidades.

Tenho uma outra entrevista para a semana, esta sim na minha área. Contra? Não é remunerado, claro! Como nunca o são. Ao telefone falaram na possibilidade de uma compensação. Pois, uma compensação de quanto?! Meus amigos, isto é tudo muito bonito mas eu preciso de comer e pagar a renda, e as conta de casa. E se me sobrassem uns trocos para ir ao cinema no fim do mês até que seria simpático. Chama-se viver e não sobreviver apenas, percebem?!

E até percebem, mas estão-se nas tintas. Vivem de estágio não remunerado atrás de estágio e não investem nas pessoas que fazem parte da empresa. Porquê? Porque a lei lhes permite e ninguém fiscaliza nada. Certas coisas haviam de ser proibidas. Como brincar com a vida das pessoas. Como ter alguém a gastar tempo, esforço e dinheiro numa educação que até correu mais ou menos, em estágios no estrangeiro longe da família para valorizar currículo, em dar o couro em cada estágio para ver se haveria possibilidade de continuar na empresa no final de dadas todas as provas. Em saber que até se é bom naquilo que se faz, mas fazer-nos duvidar de tudo de cada vez que o tempo passa e passa e não surge nada adequado à nossa formação, ambições ou capacidades.

Eu costumava acreditar na ideia do self made man e achar-me capaz de tudo, fruto que fosse do meu esforço e das minhas capacidades. Costumava. Agora acredito mais em cunhas e em sorte. Não tenho a primeira e precisava muito, muito mesmo de um pouquinho da segunda.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Do Regresso

As minhas "férias" por casa terminaram ontem. Aquela semana soube-me pela vida. Esta altura do ano é a minha predilecta lá por cima, onde o Outono é mais coerente com a minha ideia de Outono.
Souberam-me tão bem os passeios pelo campo, as torradas madrugada fora com amigas de infância, as atenções da mãe, a paisagem livre até perder de vista.

Penso que nunca me vou acostumar a viver em apartamentos, apesar de já ter vivido em alguns. Sinto-me como um pássaro engaiolado, por mais espaçoso e aconchegante que seja a casa. Tenho grandes debates com o meu namorado, que é um adepto de apartamentos, onde discutimos as vantagens de viver numa casa fora da cidade ou num apartamento no meio da cidade. Reconhecemos as vantagens e desvantagens de uns e outros mas nunca chegamos a um consenso. De tal forma que já lhe disse que, um dia mais tarde, e tendo a hipótese de escolher onde queremos morar, caso ele insistisse mesmo no apartamento, eu ficaria sempre com a casa, nem que pra tal tivèssemos que viver separados.

Estou de regresso a Lisboa, que continua com uma temperatura de Primavera. Daqui a um mês é Natal e eu quero aquele frio bom, aconchegante dos casacos e cachecois. Gosto muito de Lisboa mas, ao mesmo tempo sinto-me cansada dela e aquela vontade pequenina cá dentro de partir para outras cidades. Ainda continuo à espera dos resultados de um certo concurso, no qual fui considerada apta, mas até agora ainda nada. Malditas burocracias!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fucking luck

Eu, de facto, de há uns anos para cá, não tenho tido sorte nenhuma. Não me lembro de ter partido nenhum espelho ou de ter feito algo de muito mau a outrem para estar a receber todos estes anos de azar ou karma. Só me ocorre é que não é normal e então deve ser fruto de alguma dessas superstições ou teorias enérgicas do universo. Quem sabe, talvez esteja a pagar por pecados de outra vida! Não sei, o que sei é que se esta onda de má sorte não mudar depressa, vou estar em muitos maus lençóis.

Uma pessoa bem tenta manter um certo nível de optimismo e bem-estar, boas vibes que possam seguir a"teoria do segredo" (que grande treta!!) mas fica difícil quando temos as esperanças e expectativas todas lá em cima e elas vem rebolando encosta abaixo, uma após a outra. Há dias em que só quero desaparecer.

Pergunto-me porque há pessoas que têm as coisas tão facilitadas e outras que tem que suar as estopinhas para conseguir alguma coisa. E mesmo suando, não quer dizer que se alcançe. Estou cansada das frases feitas do género "vais ver que algo melhor vai vir" ou" as coisas vão melhorar", ou ainda, uma frase que já me disseram tanta vez "sinto que tens uma estrelinha contigo e tenho a certeza que as coisas te vão correr bem".

Pois bem, por mais despachada, desenrascada ou por mais características favoráveis que tenha, tudo isso não basta sem um pouquinho de sorte. E confesso que os traços acima mencionados estão bem mais atenuados agora. Já lá vão quatro anos, estou cansada, esgotada, sem gande vontade de continuar a lutar, sem ideias novas.

O que queria mesmo era um frasquinho de "sorte liquída" e poder dizer "fuck this, I am going to Hogwarts"!!