Mostrar mensagens com a etiqueta trabalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta trabalho. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Primeiro dia do ano no trabalho e qual o grande evento do dia?! Marcar as férias, claro está! Quando cheguei de manhã já tinha a colega que está grávida tinha o calendário aberto a marcar os 25 dias de férias anuais para os primeiros 5 meses do ano, porque depois fica em licença de maternidade. E, como não podemos estar de férias mais do que 1 pessoa de cada vez, lá se vão os meus 10 dias seguidos de férias que queria tirar entre Março e Abril.

Uma injustiça muito maior no entanto reside no facto dos nossos colegas em Paris terem direito a 52 dias anuais de férias e nós apenas a 25. é menos de metade! Por um trabalho exactamente igual. Tentei sonhar e imaginar como seria o meu calendário anual caso tivesse direito aos mesmo dias de férias e seria um sonho, deveras um sonho! Férias de dois em dois meses. Estaria bem mais motivada para trabalhar, mais bem-disposta, sorridente, feliz. Só vejo vantagens em adoptar o mesmo sistema cá. Senão, Paris me aguarde que eu daqui a um mano e meio estou de volta!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Onde é que tinha a cabeça?

Acabei de aceitar um trabalho de tradução - bem pago é certo - mas que tem que estar pronto na segunda feira. Considerando que sábado vai ser dia de ressaca, acabei de condenar o meu primeiro Domingo do ano que vai ser passado em casa, ao computador! Bem, se isto significar entrar com o pé direito em muito trabalho e dinheiro a aumentar, então que seja muito bem vindo!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Odeio falar de trabalho durante a hora de almoço . Odeio colegas que adoram fazer intrigas, falar mal deste e daquele e comentar tudo com uma segunda intenção. As alarmistas, as exageradas. As chatas. As maldosas. E onde eu trabalho só há gente desse género: 4 belas espécimes femininas no seu pior. Não podia estar mais ansiosa por Março!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Porque não senti falta do meu trabalho nem tenho a mínima vontade de regressar

Passei a semana inteira a receber sms e e-mails de uma colega a relatar as peripécias de trabalho durante esta semana. Muito zelosa a minha colega, certo? Mas primeiro que tudo, eu não perguntei nada quem quero saber das intrigas que por lá continuam, segundo não gosto de abrir a minha caixa de email e deparar-me com um mail diário a descrever as invejas, bocas e ataques pessoais daquela equipa. Não fosse por essas intromissões nem o trabalho nem as colegas me teriam passado uma única vez pela cabeça durante esta semana. Se saísse de lá hoje não olhava para trás. Ainda tenho esperança de um dia tirar prazer do meu ganha pão e, mais e igualmente importante, sentir falta das pessoas.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Au travail...

Faz pouco mais d euma semana que começamos a trabalhar na sede de Paris. Hoje, durante uma apresentação na sala do big boss (que está de férias e nos deixou a sala para podermos ter formação), vira-se o account que nos estava a fazer a presentação, e que já lá trabalha há um ano, e pergunta: " Preciso de telefonar para a G. para confirmar esta operação. Acham que posso utilizar este telefone (do chefe)?" Ficamos a olhar para ele com ar de parvas e a S. dispara "Oh, you ask us?!"

Ainda estamos em formação. Ainda sem pc´s disponíveis porque a equipa portuguesa que era para ter regressado a PT no sábado passado não pode ir devido ...ao vulcão claro! Tem um voo previsto esxte sábado de novo, a ver se é desta. Até porque já estou pelos cabelos com formação em sala e queria mesmo era passar à pratica, que é a única forma de consolidar o conhecimento.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Regime de ditadura militar

Acho que me inscrevi no exército e só agora me dei conta.

Mas mais valia se me tivesse inscrito. Como licenciada fazia a recruta em 5 semanas, passando em seguida a oficial, ganhava mais e provavelmente não me iriam tratar como uma criança e impor regras de uma rigidez absurda.

Somos cerca de 75 pessoas e estamos há duas semanas com formação em sala, 8 horas por dia, com dez minutos de pausa e uma 1 hora de almoço. Os horários são rígidos, tipo, mesmo rígidos. Hoje ouvidos sermão e ameaças de despedimento (estamos todos em período experimental) porque a apresentação da manhã começou ás 9:05 e a da tarde com uns dois minutos de atraso em relação à hora marcada. É natural que as coisas não comecem exactamente ás 9h em ponto quando somos tantos, quando se demora a picar o ponto (com impressão digital, ah pois é, para não haver oportunidade de mais ninguém o picar por nós a não ser que cortemos o dedo e o deixemos emprestado!). E quando só há uma maquineta destas para picar o ponto, enquanto as pessoas tiram os casacos e se vão acomodando até se sentarem nas cadeiras, pode levar uns 5 minutos e não deveria vir daí nenhum grande drama ou mal ao mundo. certo? Wrong! É impensável para eles. Se nos atrasarmos um minuto e entramos ás 9h01, no final do dia temos um minuto de falta injustificada - this is not a joke, I promise - e se o senhor ao almoço demorar mais a servir o prato e não estivermos lá exactamente uma hora depois também há represálias.

Percebo que somos muitos e que tem que se impor alguma disciplina, mas é um grupo de pessoas adultas, bem-formadas que não tem andado a chegar aos 15 ou 20 minutos atrasados, mas em que há dias em que chegam ás 9h05. Odeio que me controlem a este ponto, que não haja nenhuma flexibilidade, que não se apercebam do quanto um trabalhador infeliz ou reprimido é um trabalhador improdutivo.

E soube finalmente porquê tão grande recrutamento agora. Parece que as pessoas que entraram há dois anos saíram quase todas e eles tiveram que renovar o stock. E porque saíram passados dois anos? Porque se sairmos antes disso temos de indemnizar a empresa em muitos euros. Não me admira que daqui a dois anos estejamos todos a sair de lá também. Só espero conseguir estar mentalmente sã nessa altura ou, se for intolerável, que me mandem embora eles para que não tenha que pagar.

Tanto benefício em termos de contrato de trabalho vem sempre com água no bico e, no caso deles, é um trabalho chatérrimo e de alto risco financeiro, com grandes responsabilidades e rigidez militar no trato com as pessoas. Não é definitivamente para mim. A ver o que acontece nos próximos meses.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho. Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc.. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de… matar o seu gato. Só que aqui ninguém estava a apontar uma espingarda à cabeça de ninguém para o obrigar a matar o gato. Seja como for, um dos participantes, uma mulher, adoeceu. Teve uma descompensação aguda e eu tive de tratá-la – foi assim que soube do caso. Mas os outros 14 mataram os seus gatos. O estágio era para aprender a ser impiedoso, uma aprendizagem do assédio. "
Eu não quero viver num mundo onde os gestores de recursos humanos/patrões/colegas das empresas onde trabalhamos são treinados para serem impiedosos a este ponto, como máquinas que executam sem questionar. Pergunto-me como é que, de 15 pessoas, 14 mataram o seu gato. Pergunto-me em que estatísticas andará a humanidade. Triste apenas. E preocupante, muito.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Internet...

tem coisas fantásticas e úteis, ainda que eu seja um pouco céptica em relação a redes sociais e inovações que nos colocam ainda mais longe das pessoas reais. No entanto, graças ao facebook tive confirmação de que não deveria embarcar neste barco.

Uma antiga colega de trabalho conhece alguém que já trabalhou para o Paulo Branco e soube de fonte segura que o senhor está quase falido e que mantém os funcionários a recibo verde e paga quando lhe apetece. Já passei por isso e não me apetece voltar a estar na mesma situação, por muito gira que pudesse vir a ser a experiência.

Entretanto a segunda semana como "administrativa de back-office" chegou ao fim e o telefone não voltou a tocar com mais proposta de nenhuma espécie. Ando cansada e impaciente. Passo o dia todo a correr e não tenho tempo para fazer nada do que gosto: ler, escrever, fotografar (hoje esteve um pôr-do-sol tão bonito e eu sem máquina), namorar ou apenas ver um filme relaxada no sofá. Começo-me a perguntar se não está a chegar a altura de atirar a toalha ao chão. Quem espera desespera e eu já estive mais longe de desistir e voltar para casa.

Please, please let me get what I want this time


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aborrecido: adj aborrecido, aborrecida, que causa tédio

Têm-me perguntado o quão aborrecido é o meu trabalho. Para demonstrar o quanto, nada melhor do que exemplificar um pouco.

Trabalho numa empresa de telemóveis e, ainda que a função designada seja "administrativa de backoffice", não é nada disso que se trata. Imaginem 50 números de telemóvel aos quais se tem que activar o serviço de voice mail. Há uma operação em sistema que tem que ser feita para tal fim. Tenho que fazer a mesma operação por cada número de telefone, ou seja, um a um, sejam 50 ou 300 números. Ora, tendo em conta que cada operação demora cerca de 3 minutos a ser processada, significa que passo 2h30m a processar a mesma tarefa para 50 números, repetidamente. E quando não é a activação de voice mails, é a alteração de tarifários e por aí fora. Só mudam os nomes das operações, o resto é tudo bastante similar.

Não me consigo imaginar a fazer isto durante muito tempo, seria a alienação mental completa. Mas aprendo sempre qualquer coisa, quanto mais não seja sobre a curiosa espécie humana. Aprendo, por exemplo, que há gente que gosta deste tipo de trabalho e que não pensa procurar nada mais. Como, por exemplo, o engenheiro químico que trabalha nisto há 3 anos. Continua com um contrato renovável mensalmente e com o mesmo ordenado que eu, que acabei de entrar. Não tem perspectivas de vir a subir ou sequer a integrar a empresa (continua e continuará em regime de outsourcing). Como ele estão mais uns 10, só no meu piso. Que se acomodaram, desistiram sequer de procurar outra coisa melhor e conseguem viver nisto, anos após ano, manhã após manhã. Assusta-me!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Preciso de aconselhamento!

Então é assim: Estou aqui numa encruzilhada e não sei o que fazer.
Neste momento tenho um trabalho chato mas que me paga as contas no fim do mês. Não é nada que eu ambicione e vejo-o apenas como algo temporário até encontrar algo melhor.
No entretanto apareceu a possibilidade de fazer um estágio de 3 meses numa produtora de cinema do Paulo Branco, que é conhecido pelo seu feitio irascível! Eram para pagar 150 euros de ajudas de custos e consegui que a esse valor adicionassem mais 100. Para meu espanto concordaram porque parece que a assistente dele simpatizou comigo (não sei bem porquê porque a entrevista foi muito curta, mas acho que se baseou na minha cara para formar uma opinião, o que me deixa um bocadinho de pé atrás).
Supostamente, se a pessoa se adaptar, será para ficarem com a pessoa na empresa. Mas não sei se a contrato, se a recibo verde, não sei nada porque está tudo muito indefinido.
A área acho que deve ser muito gira, já trabalhei numa companhia de dança e adorei. Mas não conheço nada da empresa a não ser a fama do patrão, seria 3 meses a trabalhar praticamente de borla sem saber o que virá depois, e demoraria 1h e 30m a chegar até lá. 3 horas de transportes públicos por dia!! Este "piqueno" detalhe para mim é muito importante, porque em nada se coaduna com o mínimo de qualidade de vida.
Bottom line: devo eu dar um autêntico leap of faith e anular toda e qualquer vida social/económica e saúde mental em prol de algo que não me dá qualquer garantia, mas que também poderá ser algo de muito bom?!
Enfim, entendidos ou não na matéria manifestem-se. O que fariam se estivessem na mesma situação? Se alguém conhecer o Paulo Branco também dava mesmo muito jeito uma opinião !!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Work

Day one!
Simplesmente a-bo-rre-ci-do! Tarefas rotineiras, colegas caladinhos e todos mais velhos e nem a uma tour às instalações tive direito. Ainda nem sei onde é a cantina. Foi do género:
- "Ah és a miúda nova? Ok, vamos começar por isto que é o mais básico. Ok, viste? Agora faz tu".
O resto do dia, a mesma tarefa, over and over again. Vou ali gritar e já volto!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A vida é uma engraçadinha...

...que gosta de pregar partidas.

É engraçado como por vezes queremos muito alguma coisa e dedicamos todo o nosso empenho mas não as conseguimos alcançar e noutras ocasiões as coisas parece que vêm cair aos nossos pés sem que por nada tenhamos pedido.

Estou inscrita numa daquelas empresas de recursos humanos, que normalmente arranjam empregos temporários. Já tinha ido a uma ou duas entrevistas através dessa empresa, de lugares aos quais tinha concorrido, mas não fui seleccionada para esses processos. Na semana passada fui contactada pela própria empresa a inquirir se eu estaria interessada em ir a uma entrevista para um lugar assim e assado, e tal e coiso.

Ora, não me interessei muito pela descrição porque a empresa é longe e neste momento preferia estar livre para poder continuar a procurar na minha área. Mas, como não queria dar um não redondo, até porque as funções enquadravam-se naquilo que eu tinha delineado, concordei em ir à entrevista.

Fui e não fiz nenhum brilharete, nem sequer me esforcei, o tempo todo a desejar ir à entrevista mas não ser a escolhida. Deste modo ficava de bem com a agência de recursos humanos que me poderia continuar a seleccionar para outras ofertas, desta vez escolhidas por mim. Fiquei tranquila, até porque no dia em que fui à entrevista tinham lá na sala mais uns 5 candidatos.

E não é que, entre todos foram-me escolher a mim? Eu, que não queria o lugar?! Mas que também não queria recusar porque senão é uma porta que se fecha na agência e tão depressa não me considerariam para mais nenhuma vaga.

Mais, devia ter começado ontem mas, no meu desespero, aleguei indisponibilidade total nesta semana, e sugeri que estava com problemas familiares, que deveriam ter um backup para o lugar, que deveria ir essa pessoa e eu ficar para uma futura vaga. Não é que disseram que esperavam por mim?! O curioso é que, caso fosse um lugar que eu quisesse, de certeza que tudo isto aconteceria! Oh, de certeza!!

Conclusão, começo segunda feira. Num emprego para o qual vou ter de perder duas horas diárias em transportes públicos e cujas funçõpes me parece do mais a-bo-rre-ci-do que há!

Vale-me o facto de ser contrato de um mês, renovável é certo, mas no fim desse mês posso não me adaptar à função ou a empresa a mim e não renovar por mais mês nenhum. E continuar à procura de algo que eu de facto goste de fazer. Essas coisas sim, é que me podiam cair assim no colo!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Entrevista de emprego

Hoje foi a primeira entrevista do ano. Não para a minha área mas era um trabalho de segunda a sexta, com horário para sair o que, nos dias de hoje, já não é mau. Correu bem, mas deve ter corrido melhor a algum dos 4 outros candidatos que lá estavam também, visto que não me telefonaram. São 19 horas de sexta-feira e não telefonaram. Queriam que a pessoa que ficasse começasse segunda-feira e avisariam ainda hoje, pelo que não fui eu a seleccionada.

O emprego não era nada de especial, nem em termos de tarefas nem em ordenado. Mas seria bom ter algo mais do que esta incerteza sobre se o telefone irá tocar, ou a ansiedade de visitar o e-mail todos os dias para ver se recebi novidades.

Tenho uma outra entrevista para a semana, esta sim na minha área. Contra? Não é remunerado, claro! Como nunca o são. Ao telefone falaram na possibilidade de uma compensação. Pois, uma compensação de quanto?! Meus amigos, isto é tudo muito bonito mas eu preciso de comer e pagar a renda, e as conta de casa. E se me sobrassem uns trocos para ir ao cinema no fim do mês até que seria simpático. Chama-se viver e não sobreviver apenas, percebem?!

E até percebem, mas estão-se nas tintas. Vivem de estágio não remunerado atrás de estágio e não investem nas pessoas que fazem parte da empresa. Porquê? Porque a lei lhes permite e ninguém fiscaliza nada. Certas coisas haviam de ser proibidas. Como brincar com a vida das pessoas. Como ter alguém a gastar tempo, esforço e dinheiro numa educação que até correu mais ou menos, em estágios no estrangeiro longe da família para valorizar currículo, em dar o couro em cada estágio para ver se haveria possibilidade de continuar na empresa no final de dadas todas as provas. Em saber que até se é bom naquilo que se faz, mas fazer-nos duvidar de tudo de cada vez que o tempo passa e passa e não surge nada adequado à nossa formação, ambições ou capacidades.

Eu costumava acreditar na ideia do self made man e achar-me capaz de tudo, fruto que fosse do meu esforço e das minhas capacidades. Costumava. Agora acredito mais em cunhas e em sorte. Não tenho a primeira e precisava muito, muito mesmo de um pouquinho da segunda.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Um dia vou andar com uma nota de 500 euros no bolso. Hoje foi o dia!

Um slogan Café Nicola para o meu pay day! Já deveria ter recebido mas estive fora de Lisboa e como só pagam em dinheiro tinha mesmo que cá vir fazer a colecta. Tive umas boas comissões e parece que uma das melhores avaliações. Saí do cofre com o dinheiro directa para os recursos humanos onde me perguntaram se estava interessada em voltar a trabalhar com eles. À falta de melhor, claro que estou, até aparecer algo melhor. Agora, quando me perguntaram se poderia ficar num contrato de seis meses e cumpri-lo até ao fim, aí tive que ser sincera e dizer que seria óbvio que não. Não há nada de mal trabalhar ali durante uns tempos, mas não é algo que me veja a fazer muito tempo e mal surgisse algo na minha área, daria de frosques. Qualquer modo é bom receber uma boa avaliação e entretanto fico à espera de propostas, de preferência na minha área. Já era altura dessas começarem a chegar!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Last day

Último dia de trabalho. Exausta? Muito! As minhas mãos estão uma desgraça e tenho os pés inchados de todas as horas passadas de pé a usar sapatinho. Gostei da experiência e vou ter saudades da camaradagem de alguns colegas, das conversas à hora de almoço. Fez-me bem ter este mês ocupado, ter uma razão porque levantar de manhã. E depois da minha última experiência profissional que me deixou tão para baixo, este trabalho, ainda que curtinho fez-me bem ao ego e à auto-estima de saber que sou competente e profissional no que faço, ainda que as área ade trabalho sejam diametralmente diferentes uma da outra.

Amanhã regresso à base para passar o Natal em família e em Janeiro volto à procura de novo emprego. Preciso de uma dose extra de sorte para o ano que aí vem. A ver se 2010 é o meu ano, que eu bem preciso!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Caixa do tempo


Não conhecia o conceito nem o produto. Só hoje, quando o jogo chegou lá à loja para venda é que fui atraída pela caixinha colorida de fadas e crianças felizes. Basicamente é um jogo que os filhos podem jogar com os pais, nas quais trocam cartas que valem tempo, mimos e brincadeiras. Numa época em que os pais cada vez passam menos com as suas crianças, esta ideia parece-me excelente, ainda que triste. Sim, porque é triste que seja preciso um jogo que potencie a troca de carinhos e afectos.

Há pais que gastam 500 euros em presentes para um único filho. Abisma-me quando isso acontece, e acontece quase todos os dias. Devem ser crianças super mimadas que nunca irão dar valor a nada e se vão cansar de tudo facilmente. E serão talvez crianças carentes, filhas de pais que compensam a ausência com prenda atrás de prenda. Para eles este deveria ser o único presente que deviam comprar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hoje estou apenas EXAUSTA!!!Mesmo. Não sinto as pernas, tenho os braços cheios de nódoas negras e a garganta cheia de sapos por engolir. Hoje tive um senhor a perguntar-me descaradamente se conseguia tirar um mestrado, surpreendido de ter uma licenciatura. Isto depois de ter ouvido a minha conversa com uma colega, em que lhe dizia que planeio tirar o mestrado no próximo ano, caso tenha o dinheiro para tal. São pessoas que acham que existem duas classes sociais no mundo: eles e a plebe! E que, se trabalhamos num centro comercial é porque somos burros e não conseguimos estudar para "ser alguém na vida". Será que eles sabem que a inteligência não se paga e que, mesmo sem dinheiro há pessoas de muito valor e capacidades a trabalhar nos sítios onde eles gastam mil euros de uma só vez?! Irrita-me tanto esta mesquinhez portuguesa.

Enfim, amanhã estou de folga e bem preciso. Hoje apenas meter os pés de molho e ir dormir cedo de seguida.