quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bublé

Foi do caraças! O concerto! Além da voz dele ser aquilo que se ouve nos cd´s, límpida e segura, saí de lá a achá-lo um tipo que deve ser porreiro a sério, sem falsos vedetismos ou tiques de estrela. É um entertainer, como ele próprio se denominou, na mais pura ascensão da palavra. Fala imenso com o público, acho que nunca estive num concerto onde o artista conversasse tanto com a audiência. Quase que faz stand-up comedy e provoca a gargalhada fácil num pavilhão Atlântico repleto até ao tecto. É giro, tem aquele sorriso desarmante e um charme nos deslizares sucessivos que vai dando pelo palco. Tem uma voz que se pode ouvir horas a fio, seja a cantar ou a falar. Diz " I promise you" this or that a lot! Distribuii beijos, simpatia, elogios ao público. Muitos! Lisboa foi o final de uma tour de 93 concertos em 37 países e quando disse o típico "Foram o melhor público até agora", acredita-se que sim. Pela maneira como o repetiu muitas vezes e porque já estive em concertos em outros países da Europa e um público estático e paradinho é o que mais há para aí. Prometeu que quer voltar em breve, não no próximo álbum como lhe disse calmamente o produtor quando ele lhe telefonou eufórico mas bem antes disso, no próximo Verão. Confessou que não sabia nada de Portugal, nem onde ficava, desculpou-se por isso dizendo "Come on, I am canadian", ainda que apetecesse responder que somos portugueses mas sabemos onde fica o Canadá, não temos é culpa da péssima geografia dos americanos e canadianos em geral. Diz que ficou fã da cidade e dos shoppings!

Cantou os grandes hits e imitou até Michael Jackson de mão na virilha e tudo, mas faltaram muito mais músicas. O palco fazia lembrar os concertos dos anos 40 ou 50. E o ponto alto, para mim, foi aquela música final, em que aparece ele no palco com as cortinas corridas e canta à capela, sem microfone, sem instrumentos, apenas a voz dele nua num Atlântico silencioso e reverencial. Se ele voltar em breve, como promised, eu vou lá estar. Nos lugares da frente desta vez. Caros, mas há coisas que são uma vez na vida, e poder dar um beijo ou apertar a mão ao MB vale a pena.

1 comentário:

  1. Também o fui ver no dia 2 e fiquei precisamente com a mesma opinião. Fui para casa com a sensação que houvesse a possibilidade de voltar no dia seguinte e eu ia. o MB foi inesgotavelmente generoso no espetáculo que fez.
    No próximo também quero estar lá na frente!

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