Estava a jantar quando ontem o PM anunciou as novas medidas de austeridade. Fez-me parar de comer e perdi o apetite depois. Senti-me como num daqueles momentos na história em que, a partir dali, tudo mudo. O no turning point. E ontem, perante um Passos Coelho pesaroso ( pergunto-me quantas vezes terá ensaiado aquela expressão ao espelho), tive a clara noção que, se até aqui se falava muito da crise, a partir daqui vai-se sentir muito mais.
É o fim do estado social como o conhecemos. Depois de se retirar os subsídios de férias e de Natal não se pode voltar atrás, nem se pode voltar atrás abrindo a porta a mais horas de trabalho, quando a maioria da população já trabalha mais do que o devido. Parece-me que estamos a caminhar para a época da revolução industrial, com jornadas longas e salário estagnado. Abriu-se uma caixa de Pandora. E enquanto ouvia Passos Coelho, só pensava que isto ainda vai piorar muito. Mais do que as linhas do orçamento de estado, ficaram ontem conhecidas as linhas gerais de uma nova onda de emigração. Quem puder não fica aqui.
É o fim do estado social como o conhecemos. Depois de se retirar os subsídios de férias e de Natal não se pode voltar atrás, nem se pode voltar atrás abrindo a porta a mais horas de trabalho, quando a maioria da população já trabalha mais do que o devido. Parece-me que estamos a caminhar para a época da revolução industrial, com jornadas longas e salário estagnado. Abriu-se uma caixa de Pandora. E enquanto ouvia Passos Coelho, só pensava que isto ainda vai piorar muito. Mais do que as linhas do orçamento de estado, ficaram ontem conhecidas as linhas gerais de uma nova onda de emigração. Quem puder não fica aqui.