Não há destino, não há motivo maior, não há razões que mais tarde farão sentido. Há coisas na vida que não têm qualquer justiça, qualquer merecimento, coisas que nunca irão servir para que nada de melhor possa vir dali. Como a morte. Nunca nada mais irá ficar bem depois de algo assim. Ficará só um vazio, um peso na alma que mói a cada dia que passa, que nos ensina que nem o universo tem sentido de justiça nem nós recebemos conforme damos. As coisas más não escolhem índole pessoal ou karma. Acontecem apenas, indiscriminadamente. Não há motivos maiores, não há um propósito, não há destino. Acontecem. E não há nada que possamos fazer. Só aceitar, apenas aceitar que é o que a vida anda à força a ensinar-me há quase 3 anos e que, ainda assim, tenho tanta dificuldade em aprender.
domingo, 25 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
A Rush of Blood to the Head
Saio do banho e dou com esta música dos Coldplay....aquelas primeiras batidas inconfundíveis do Cientista, de um - para mim - dos melhores álbuns do grupo e da minha vida. Estas batidas que me tocam cá dentro de tanta recordação que trazem, de tanto bitter sweet que é aquela verdade descrita em poema.
Nobody said it was easy...
no one ever said it would be so hard.
Oh take me back to the start.
Depois deste álbum houve o Twisted Logic e depois desse, nunca mais as música me tocaram da mesma maneira. Os dois últimos álbuns são mais alegres, mais pop, mas mais vazios de significado.
Sinto falta de músicas assim, que ficam, tatuadas, que são inconfundíveis aos primeiros acordes. E sinto falta de mim, da pessoa que era quando este álbum surgiu. Can we ever go back?!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
O que aconteceu ao Christian depois que a Satine morre?
Hoje lembrei-me deste medley ( tentem esquecer as legendas em espanhol, foi o único vídeo que encontrei no youtube com a cena do filme completa!) Sei-o de cor desde que o filme saiu e recordo-me de, na viagem de finalistas da faculdade ao Egipto, a ter cantado a meias com um rapaz de uma outra turma numa viagem de autocarro entre Luxor e Hurgharda. Foi um momento e pêras! e na altura, só pelo facto de ele cantar bem e saber as "deixas", apaixonei-me por ele pelo tempo que durou a viagem ( diga-se, os 3 dias restantes!) E lembro-me como era fácil achar-me apaixonada, só porque alguém gostava das mesmas coisas que eu. Lembro-me da leveza, da ideia do próprio amor. Hoje, recordei-me da música não sei porquê - apenas porque tenho por hábito cantarolar - e anos depois dei conta que ainda a sei cantar, ainda que desta vez sózinha enquanto cozinho o jantar.
E pensei que, anos depois também, já não é nada fácil apaixonar-me ou sequer julgar que estou apaixonada. A ideia sobre o amor, também muito diferente. E ocorreu-me: depois que ela morre, ele faz o quê? Casa, tem filhos, ou vive como o escritor solitário que procura em outras a mulher que amou, sem nunca mais achar. Devíamos saber essa parte da história. O que acontece depois de um grande amor?! Come what may. É um statement tremendo: aconteça o que acontecer. E o amor, ou o amor a sério, julgo que será assim. Perdura, apesar de tudo.
Isto talvez venha a propósito de uma conversa que tive com uma amiga hoje, em que ela defende que, para haver amor, basta existirem duas pessoas, com gostos em comum, que preencham minimamente as expectativas e requisitos um do outro, e com o objecivo de terem uma relação juntos. Ou seja, que a probabilidade de amar é tão vasta quanto o universo de pessoas que tem que ver connosco e que se decidem juntar. Que o que nasce dessa convivência é amor. Tenho um outro amigo que partilha a mesma teoria. Menos eu! Eu acho que é algo bem mais raro e bem mais difícil, que posso até gostar de alguém por ter coisas em comum comigo e fazer parte da minha vida...posso gostar muito e não ser amor. O Amor pode ser encontrado na pessoa mais insuspeita, na menos indicada para nós, a que mais nos magoa, da qual nos desencontramos tanta vez, com planos de vida diversos, e mesmo assim, come what may. É algo que se sente na pele, e toca cá dentro, onde não muitas mais pessoas vão tocar. Relações, gostar muito, isso podemos ter muita vez. Agora o resto!.... aqui - minuto 3h35 (Isto com as legendas hoje é que não está a correr muito bem!)
Eu não sei mas começo a crer que o povo
português é mesmo palhaço e refém de si mesmo. Alguém teve esta ideia peregrina!
Os navios estavam em idade de reforma e alguma luzinha se deve ter aceso
nestas mentes da marinha ou algum empresário com interesses por trás. Ora então:
- Paga-se
a uma empresa canadiana para vir explodir um navio que vai ficar a poluir
o mar (apesar do dinheiro gasto para - dizem eles - retirar os amiantos
e óleos, um navio a enferrujar debaixo de água é sempre fonte de poluição
na minha opinião, mas ok) para que no próximo Verão venham as ordas de
turistas munidos de equipamento de mergulho, visitar o museu sub-aquático!
Que ideia de génio, com certeza!! Deve ser um novo nicho no mercado turístico
que com certeza irá contribuir para a saúde financeira de Portimão e do
país, inacessível porém ao comum dos portugueses que, ou eu muito e engano ou não pratica mergulho
sub-aquático.
Não seria melhor atracar o navio a uma doca e abri-lo ao público? Sem gastos adicionais para lá de uma limpeza, fica o navio quietinho no cais e não a enferrujar no mar, entradas a 5 euros e turistas e portugas poderiam visitar aquele pedaço de história portuguesa em equidade fiscal. Ou mesmo que o desmantelassem, o ferro velho ao que sei dá bastante dinheirinho...ou não tivesse enriquecido o tipo dos robalos.
Não seria melhor atracar o navio a uma doca e abri-lo ao público? Sem gastos adicionais para lá de uma limpeza, fica o navio quietinho no cais e não a enferrujar no mar, entradas a 5 euros e turistas e portugas poderiam visitar aquele pedaço de história portuguesa em equidade fiscal. Ou mesmo que o desmantelassem, o ferro velho ao que sei dá bastante dinheirinho...ou não tivesse enriquecido o tipo dos robalos.
Que circo este país. Muita matéria terão os comediantes!!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
"Há aparentemente enorme desvio entre o que os portuguesesacham que devem ter como funções sociais e os impostos dispostos a pagarpara assegurar essas mesmas funções. E esse problema é difícil”, concluiuVítor Gaspar.
Esta notícia já é de ontem, mas como
optei por me alhear de tudo o que é serviço informativo de televisão, pelo
menos não tenho que ouvir estas alarvidades, limito-me a lê-las no dia
seguinte.
Gostava de perguntar ao Sr. Gaspar de que funções sociais usufruo eu?! Eu que desconto mais do que poderia, que com os novos impostos não vou ter oportunidade para poupar para uma reforma que não vou ter quando chegar a velhice. Sistema de saúde? Zero ! Educação? Zero! Usufruí em tempos, quando estudava e era abrangida pela ADSE dos meus pais, em que os médicos saíam baratos. Tinha 20 euros de abono anual e uma bolsa de estudo de 47 euros mensal. Isso é uma grande função social do estado?! Para aquilo que eu pago?! Não creio! Como vinha num comentário no Público, ou temos um sistema como na Suécia, em que se desconta à grande mas tudo é praticamente gratuito e o estado é de facto Social, ou um sistema como nos Estados Unidos, em que se não descontar não usufruo. Neste momento em Portugal, temos a mistura do pior destes dois sistemas: descontamos muito, usufruímos zero. Então para onde vão os meus impostos?! Para o salário de grandes gestores?! Para as 400 fundações ainda activas, para o carro de serviço a que Mário Soares tem direito mesmo já não estando no Governo há anos?! As rendas vitalícias por meros aninhos de serviço público? Mas que merda é esta Sr. Gaspar?! Para me vir dizer que a minha expectativa está muito desfasada? Está é muito desfasado o trabalho que andam a prestar ao estado e que devia ser antes de mais nada isso mesmo, trabalho. Não uma alavanca que garante subsídios o resto da vida e trampolins para voos mais altos.
Gostava de perguntar ao Sr. Gaspar de que funções sociais usufruo eu?! Eu que desconto mais do que poderia, que com os novos impostos não vou ter oportunidade para poupar para uma reforma que não vou ter quando chegar a velhice. Sistema de saúde? Zero ! Educação? Zero! Usufruí em tempos, quando estudava e era abrangida pela ADSE dos meus pais, em que os médicos saíam baratos. Tinha 20 euros de abono anual e uma bolsa de estudo de 47 euros mensal. Isso é uma grande função social do estado?! Para aquilo que eu pago?! Não creio! Como vinha num comentário no Público, ou temos um sistema como na Suécia, em que se desconta à grande mas tudo é praticamente gratuito e o estado é de facto Social, ou um sistema como nos Estados Unidos, em que se não descontar não usufruo. Neste momento em Portugal, temos a mistura do pior destes dois sistemas: descontamos muito, usufruímos zero. Então para onde vão os meus impostos?! Para o salário de grandes gestores?! Para as 400 fundações ainda activas, para o carro de serviço a que Mário Soares tem direito mesmo já não estando no Governo há anos?! As rendas vitalícias por meros aninhos de serviço público? Mas que merda é esta Sr. Gaspar?! Para me vir dizer que a minha expectativa está muito desfasada? Está é muito desfasado o trabalho que andam a prestar ao estado e que devia ser antes de mais nada isso mesmo, trabalho. Não uma alavanca que garante subsídios o resto da vida e trampolins para voos mais altos.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Este poema fez tanta parte da minha vida, quando a minha casa ainda estava no meu amor...
Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
É mesmo isto...e toda a gente vê menos o nosso Governo
"IN HAPPIER days before the euro crisis, one government
in Lisbon rebranded the Algarve as the Allgarve, hoping to appeal to English-speaking
tourists. Now a Portuguese wit suggests rebranding the whole country as
Poortugal."
By the Economist
By the Economist
Tenho andada alheada das notícias. Em
casa, à hora de jantar deixei de sintonizar o telejornal porque perdia
sempre o apetite.
Não impede no entanto a falência deste
escapismo, e hoje quando abri os jornais juro que me doeu o peito e a preocupação
que anda por cá de maneira constante foi agravada com esta noticia!
Foi no Jornal de Notícias que aprendi
a ser jornalista, foi aqui que me apaixonei pela profissão, foi aqui que
me dei conta também que a objectividade e imparcialidade na sala de redacção
têm interpretações diferentes das que damos na faculdade. Os interesses
estavam lá: houve histórias que quis perseguir e não me deixaram, houve
palavras ou frases que era sugestionada a alterar, fui gentilmente convencida
a tomar café ou almoçar com acessores de imprensa de câmaras municipais
para a boa manutenção dos contactos ( recusei das duas primeiras vezes
que o acessor me convidou porque achava aquilo tremendamente despropositado
em termos de objectividade, à terceira foi o meu editor que me veio ensinar
os meandros do jornalismo real e os cafés lá passaram a fazer parte do
trabalho, junto com o pedido de ter atenção ás palavras escritas.
Isto para explicar que é claro que o
jornalismo português sempre sofreu de influências, mas penso que ainda
era capaz de prestar um serviço razoável ao país em termos de jornalismo..
Mas com isto agora, como diz a peça
títulos históricos como o DN, que fazem parte da história de Portugal desde o século
XIX, agora vendido a Angolanos. E quem fala em Angolanos fala de ingleses,
chineses, suecos....não há uma lei que impeça a venda de media a capiatis
estrangeiros?! Sou só eu que acho isto completamente flagrante?! A sério,
não há uma lei?! Não há nada que possa impedir isto?! Andamos a vender o
país aos pedaços pela oferta mais alta. No final não vai sobrar nada para
os portugueses.
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