"IN HAPPIER days before the euro crisis, one government
in Lisbon rebranded the Algarve as the Allgarve, hoping to appeal to English-speaking
tourists. Now a Portuguese wit suggests rebranding the whole country as
Poortugal."
By the Economist
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Tenho andada alheada das notícias. Em
casa, à hora de jantar deixei de sintonizar o telejornal porque perdia
sempre o apetite.
Não impede no entanto a falência deste
escapismo, e hoje quando abri os jornais juro que me doeu o peito e a preocupação
que anda por cá de maneira constante foi agravada com esta noticia!
Foi no Jornal de Notícias que aprendi
a ser jornalista, foi aqui que me apaixonei pela profissão, foi aqui que
me dei conta também que a objectividade e imparcialidade na sala de redacção
têm interpretações diferentes das que damos na faculdade. Os interesses
estavam lá: houve histórias que quis perseguir e não me deixaram, houve
palavras ou frases que era sugestionada a alterar, fui gentilmente convencida
a tomar café ou almoçar com acessores de imprensa de câmaras municipais
para a boa manutenção dos contactos ( recusei das duas primeiras vezes
que o acessor me convidou porque achava aquilo tremendamente despropositado
em termos de objectividade, à terceira foi o meu editor que me veio ensinar
os meandros do jornalismo real e os cafés lá passaram a fazer parte do
trabalho, junto com o pedido de ter atenção ás palavras escritas.
Isto para explicar que é claro que o
jornalismo português sempre sofreu de influências, mas penso que ainda
era capaz de prestar um serviço razoável ao país em termos de jornalismo..
Mas com isto agora, como diz a peça
títulos históricos como o DN, que fazem parte da história de Portugal desde o século
XIX, agora vendido a Angolanos. E quem fala em Angolanos fala de ingleses,
chineses, suecos....não há uma lei que impeça a venda de media a capiatis
estrangeiros?! Sou só eu que acho isto completamente flagrante?! A sério,
não há uma lei?! Não há nada que possa impedir isto?! Andamos a vender o
país aos pedaços pela oferta mais alta. No final não vai sobrar nada para
os portugueses.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Dois currais = a duas garagens
É este o estado do nosso desgoverno
e da caça a tudo o que possam sacar às pessoas. Neste caso ninguém me contou,
são os meus avós que foram intimados com um agravamento de IMI em 200 euros.
De 60 euros anuais a humilde casa deles
irá passar a custar 200 euros anuais (são pessoas que sempre viveram
da terra, o meu avó em obras de calçada, trabalho duro a vida toda e reformas
de 70 euros por mês).
Na última avaliação imobiliária consideraram que a casa deles tem 3 garagens: uma garagem efectivamente, mais os dois currais, um de ovelhas, outros dos porcos. Podemos portanto considerar que os currais são agora equiparados a garagens de animais?! E os animais, também vão passar a contar como se fossem Ferraris?!
Hoje pela primeira vez tomei a coragem de fazer os cálculos ao que vou passar a receber em Janeiro e apetecia-me chorar, bater pé, fazer birra, ou apenas sair-me a sorte grande num dos cvs que tenho enviado e ver aparecer-me um bilhete de saída para londe daqui. Vou ganhar o suficiente para sobreviver, fazer casa-trabalho, sem gastos adicionais nem nada daquilo que faz valer a pena viver, na verdadeira acepção da palavra. Há gente que possivelmente irá passar fome. E em todo o lado, nem vislumbre de uma alternativa! Onde vamos parár? Não sei, mas estou seriamente preocupada com este cantinho da Europa.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Por mais longe, por mais tempo que passe, por mais que repita para mim que tudo vai correr bem a dada altura e que a vida se irá recompor, a tristeza colou-se-me à alma e habita-a como uma segunda pele. Pergunto-me como posso ainda sentir tanta falta de quem me fez tão mal, como é que ainda se pode gostar tanto de quem gostou tão pouco de nós. Como é que alguém que só nos magoa causa esta dor abissal derivada da falta.
Gostava de ser mais desapegada, de conseguir fechar as coisas em gavetas que não voltasse a abrir, de seguir em frente sem olhar para trás, de não sentir falta, de não sentir saudades. A minha mãe diz que quando nos desapegamos facilmente é porque não era amor, que o amor é um farol, constante. Ora eu acho que o amor é uma bela merda capaz de nos dar cabo da vida. Porque no final, por mais musiquinhas românticas que façam sobre o tanto que é aquela pessoa na qual se pode confiar e depender totalmente, isso so é verdade até ao dia em que deixa de o ser, até haver algo mais importante, até já não dar jeito, até sermos dispensáveis. E de meu grande amor passa-se a alguém insuportável que se despreza.
Sim, tornei-me incrivelmente amarga e desiludida. Nunca pensei ser tão magoada. E a ferida foi/é tão grande que acho que não tem cura.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Não deve demorar muito a vir nas revistas
Ontem fui jantar ao Pharmacia. Apesar
do espaço ser muito giro e o restaurante valer por isso, a comida não me
causou um wow, como à maior parte dos meus colegas de jantar. O conceito
é baseado em petiscos, os quais estavam medianos a meu ver. Isto porque
há um restaurnate de petiscos em Viseu que ficam muito á frente do Pharmacia,
então o meu padrão é elevado. Além disso, no momento em que me dei conta
que os camarões com molho de queijo não tinham sido limpos e que estava
inclusive a comer casca a minha impressão fico condicionada ao medíocre/mau
em termos de comida. O leite creme por seu lado estava delicioso.
Nisto, quem vi por lá em clima romântico? Maya Booth e Albano Jerónimo, par na ficção da novela da SIC. Véspera de feriado, velas na mesa, muitos sorrisos e clima de flirt, mãos dadas, não acho que estivessem ali para treinar as falas. Sendo que o senhor em questão é casado e teve um filho recentemente, não fiquei com muito boa impressão da cena. Se bem que se diz por aí que ele tem um relação aberta e vai andando com umas e com outras. Artistas?!
Nisto, quem vi por lá em clima romântico? Maya Booth e Albano Jerónimo, par na ficção da novela da SIC. Véspera de feriado, velas na mesa, muitos sorrisos e clima de flirt, mãos dadas, não acho que estivessem ali para treinar as falas. Sendo que o senhor em questão é casado e teve um filho recentemente, não fiquei com muito boa impressão da cena. Se bem que se diz por aí que ele tem um relação aberta e vai andando com umas e com outras. Artistas?!
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O Verão inteiro
não houve uma única melga cá em casa. As janelas estiveram sempre abertas, as luzes acesas, e nada de nada....ontem, noite fresquita de Outubro, uma p*** de uma melga esperta como o raio, começou a atazanar-me a cabeça desde a hora em que apaguei a luz, seria uma meia noite, até ás 3h da manhã. Foi o tempo que demorei a caça-la. Nessas 3 horas, o inferno. Deitava-me decidida a dormir no matter what, meia hora depois lá vinha ela zunir-me ao ouvido, só para eu me levantar, acender a luz e passar o quarto em revista sem nunca a encontrar. Não me lembro de ter dito tanto palavrão seguido ultimamente.E hoje, claro, andei o dia a arrastar-me.
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