sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O Verão inteiro
não houve uma única melga cá em casa. As janelas estiveram sempre abertas, as luzes acesas, e nada de nada....ontem, noite fresquita de Outubro, uma p*** de uma melga esperta como o raio, começou a atazanar-me a cabeça desde a hora em que apaguei a luz, seria uma meia noite, até ás 3h da manhã. Foi o tempo que demorei a caça-la. Nessas 3 horas, o inferno. Deitava-me decidida a dormir no matter what, meia hora depois lá vinha ela zunir-me ao ouvido, só para eu me levantar, acender a luz e passar o quarto em revista sem nunca a encontrar. Não me lembro de ter dito tanto palavrão seguido ultimamente.E hoje, claro, andei o dia a arrastar-me.
sábado, 29 de setembro de 2012
Everything will be alright in the end. And if it´s not allright, it´s not the end yet
"There is no past that we can bring back by longing for it. Only a present that builds and creates itself as the past withdraws. "
Bitter-sweet, talvez seja a palavra certa para este filme. Muito bem escrito e com um leque de personagens deliciosas.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
O Outono deixou-me nostálgica
E esta música não me sai da cabeça desde ontem.
Two drifters off to see the worldThere's such a lot of world to seeWe're after the same rainbow's end, Waiting 'round the bendMy huckleberry friend, moon river, and me
Tão doce, tão bem escrita...porque é que já não se fazem músicas com esta inocência e candura?
Two drifters off to see the worldThere's such a lot of world to seeWe're after the same rainbow's end, Waiting 'round the bendMy huckleberry friend, moon river, and me
Tão doce, tão bem escrita...porque é que já não se fazem músicas com esta inocência e candura?
domingo, 23 de setembro de 2012
E o Outono chegou
Os dias já estão mais pequenos e hoje apanhei a primeira molha da estação, ainda de alças nos ombros e sandálias nos pés. Custa-me dizer adeus ao Verão, por mim viveria sempre de chinelo no pé e vestidos. E no dia em que me despedi do Verão foi esta música que vim a ouvir enquanto o sol desaparecia num mar claramente outonal, muito mais revolto e selvagem. Que seja um Outono tão doce como a música.
sábado, 22 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Ao contrário lê-se Amor
Não quero saber se o filme tem tido
más críticas. É a cidade que me apaixonou naquela luz mágica que banha as casas e as ruas, e este filme é para ver
na grande tela, quando mais não seja porque Roma vai encher o ecrã e o meu coração vai-se encher de uma saudade tão doce como a recordação que a cidade deixou em mim.
O Bom Inverno
Há muito se falava deste livro e
por várias vezes tinha ido ás livrarias e estava sempre esgotado. Há pouco
tempo encontrei a versão pocket book a 7.50eur e devorei - o. Atesto que
é tao bom quanto dizem que é, lê-se de um fôlego e foi dos livros mais
entusiasmantes que li nos últimos tempos, um verdadeiro turn pager. Recomendo.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
15 de Setembro
Estava fora de Lisboa e não fui. O que vi pela tv foi uma massa de gente a invadir o país e depois os desacatos frente à Assembleia da República. Gente que foi ali para armar confusão, gente que não quer a mudança, só o confronto. Gente idiota que quer destruir a Asssembleia para quê? De que servia? Além de se destruir património público, somos nós a pagar. Gente ignorante que chamava os polícias de filho da puta por não tirarem a farda e se mudarem para o lado dos manifestantes ( eles estão a trabalhar, se o fizessem teriam emprego hoje para pagar as contas?!) Não pode ser fácil estar ali, quando também eles são impactados por estas medidas, quando muitos deles terão a mesma opinião que mais de um milhão de portugueses e sobretudo quando estão a ser ameaçados, ofendidos, confrontados e a ordem é não reagir. E viam-se garrafas a ser atiradas, petardos que facilmente poderiam instar ao tiroteio, tomates até contra os cães polícia. Se eu lá estivesse acho que me voltava era contra os arruaceiros!
E no meio dessa ignorância e apelo gratuito à violência, estas duas imagens: um cravo e um abraço contra a farda negra dos polícias. O vermelho da flor e o laranja dos cabelos da Adriana, que parece ter saído de um catálogo de propósito para esta foto. Já andam a correr o mundo. E como o mundo precisa de mais imagens assim!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
As últimas semanas não tem sido fáceis e os dias junto ao fim de semana
parecem ser os que trazem piores notícias.
Acabei as últimas férias de verão este ano e agora só no Natal e entrei em Setembro com uma descrença generalizada em tudo. Foi apenas o regressar à vidinha costumeira dos dias que passam. Depois veio esta história de nos cortarem mais no salário e a machadada final na esperança de muita gente. Não tenho grandes luxos, a única renda que pago além da casa é o ginásio e até nisso terei provavelmente que cortar. Fiz as contas e vai ter que ser muito apertado para não acabar o mês a negativo. Perante este cenário, torna-se só evidente que temos de fazer algo, que temos de arriscar, que não se pode ficar quieto à espera que os ladrões apareçam. E nisso, a perspectiva de uma vida no soalheiro Portugal, perto dos meus, também se desvanece.
No entretanto descubro que a minha candidatura a Paris nem sequer saiu da mesa das assinaturas, apesar de cumprir todos os requisitos, e que no entretanto há outra pessoa que conseguiu uma vaga que queria, porque foi "convidada". Estou farta de cunhas e de tramas de bastidores e estou cansada que quem faça as coisas dentro dos trâmites, nunca seja avaliado pelo mérito. Estou zangada comigo por ser esta besta que acha que fazendo as coisas como deve ser e sem tramar ninguém, que um dia sou recompensada porque "what goes around comes around". És tão ridícula garota, tão burra e nunca mais aprendes!
Ontem novo baque: a vida está determinada a arrancar-me todas as pessoas que me dizem algo. Vou perder mais um amigo para o mundo, mais um que vai embora, atrás da vida que o país lhe nega. Fico feliz por ele, mas confesso que só me apetecia chorar ao telefone ao ouvir aquilo. Apetece-me gritar com o universo a dizer-lhe que eu não consigo mais, não consigo mais perder mais ninguém. Não tenho mais coração. Olho para trás, os últimos dois anos e conto as pessoas que restam. O Mundo e a vida já me roubaram tanta gente ao longo destes dois anos, roubaram mais do que aquilo que deram de volta. E quando a noite cai, quando os contactos no telemóvel começam a ter mais números estrangeiros que portugueses, quando queremos fazer algo e sabemos que a pessoa que ia adorar fazer aquilo já não está ali, é quando dói mais e damos conta que à medida que o tempo passa, vamos ficando mais e mais sozinhos.
Esta crise não veio só roubar dinheiro, veio roubar pessoas, vidas. Estou muito mais pobre agora, muito mais amargurada. Porque todos os dias me dói a ausência de quem não está, da vida que era suposto ser, as relações que era suposto ter e todas elas me têm sido estripadas. E depois esta percepção: todos vão seguindo a sua vida, mais cedo ou mais tarde, arriscando...está tudo espalhado pelo mundo e eu sei que lhes dói todos os dias também, sei que não é fácil terem que recomeçar. E quando se está num lugar em que cada vez há menos motivos para ficar, o que nos prende? Um homem sem esperança é um homem perigoso porque já muito pouco tem a perder. E porque a falta de esperança nos faz trilhar outros caminhos que não julgáramos ser capazes. Chegou nesse ponto para mim.
Acabei as últimas férias de verão este ano e agora só no Natal e entrei em Setembro com uma descrença generalizada em tudo. Foi apenas o regressar à vidinha costumeira dos dias que passam. Depois veio esta história de nos cortarem mais no salário e a machadada final na esperança de muita gente. Não tenho grandes luxos, a única renda que pago além da casa é o ginásio e até nisso terei provavelmente que cortar. Fiz as contas e vai ter que ser muito apertado para não acabar o mês a negativo. Perante este cenário, torna-se só evidente que temos de fazer algo, que temos de arriscar, que não se pode ficar quieto à espera que os ladrões apareçam. E nisso, a perspectiva de uma vida no soalheiro Portugal, perto dos meus, também se desvanece.
No entretanto descubro que a minha candidatura a Paris nem sequer saiu da mesa das assinaturas, apesar de cumprir todos os requisitos, e que no entretanto há outra pessoa que conseguiu uma vaga que queria, porque foi "convidada". Estou farta de cunhas e de tramas de bastidores e estou cansada que quem faça as coisas dentro dos trâmites, nunca seja avaliado pelo mérito. Estou zangada comigo por ser esta besta que acha que fazendo as coisas como deve ser e sem tramar ninguém, que um dia sou recompensada porque "what goes around comes around". És tão ridícula garota, tão burra e nunca mais aprendes!
Ontem novo baque: a vida está determinada a arrancar-me todas as pessoas que me dizem algo. Vou perder mais um amigo para o mundo, mais um que vai embora, atrás da vida que o país lhe nega. Fico feliz por ele, mas confesso que só me apetecia chorar ao telefone ao ouvir aquilo. Apetece-me gritar com o universo a dizer-lhe que eu não consigo mais, não consigo mais perder mais ninguém. Não tenho mais coração. Olho para trás, os últimos dois anos e conto as pessoas que restam. O Mundo e a vida já me roubaram tanta gente ao longo destes dois anos, roubaram mais do que aquilo que deram de volta. E quando a noite cai, quando os contactos no telemóvel começam a ter mais números estrangeiros que portugueses, quando queremos fazer algo e sabemos que a pessoa que ia adorar fazer aquilo já não está ali, é quando dói mais e damos conta que à medida que o tempo passa, vamos ficando mais e mais sozinhos.
Esta crise não veio só roubar dinheiro, veio roubar pessoas, vidas. Estou muito mais pobre agora, muito mais amargurada. Porque todos os dias me dói a ausência de quem não está, da vida que era suposto ser, as relações que era suposto ter e todas elas me têm sido estripadas. E depois esta percepção: todos vão seguindo a sua vida, mais cedo ou mais tarde, arriscando...está tudo espalhado pelo mundo e eu sei que lhes dói todos os dias também, sei que não é fácil terem que recomeçar. E quando se está num lugar em que cada vez há menos motivos para ficar, o que nos prende? Um homem sem esperança é um homem perigoso porque já muito pouco tem a perder. E porque a falta de esperança nos faz trilhar outros caminhos que não julgáramos ser capazes. Chegou nesse ponto para mim.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Mãos ao alto! Isto é um assalto.
Teria sido mais honesto!
Desde 2007 que não tenho (ou terei, daqui a 4 meses pelo menos) um salário tão baixo. E nessa altura estava a fazer um estágio no Luxemburgo e, mesmo assim, a bolsa conseguia ser maior do que aquilo que irei ganhar a partir de Janeiro.
Desde 2007 que não tenho (ou terei, daqui a 4 meses pelo menos) um salário tão baixo. E nessa altura estava a fazer um estágio no Luxemburgo e, mesmo assim, a bolsa conseguia ser maior do que aquilo que irei ganhar a partir de Janeiro.
Se hoje em dia já não tenho grandes luxos nem deslizes, a partir de Janeiro vou passar a trabalhar para sobreviver. Não consigo poupar dinheiro, não posso pagar uma casa só para mim, o meu salário não me permite manter um carro, se num mês tiver uma despesa adicional que ultrapasse os 100 euros deixo de ter controle orçamental. Fazer uma viagem por ano também é um ideal. E agora vou ganhar ainda menos do que quando tinha 24 anos e estava em início de carreira! Perante a comunicação do PM na sexta feira tive um vislumbre da minha vida daqui a 10 anos: se nada fizer, vou ter a mesma exacta vidinha de agora, de tostões contados.
Pela primeira vez não me apeteceu insurgir ou apelar a este povo manso e morno que tudo acata apesar de toda a gente estar contra. Este novo imposto é um roubo dissimulado de contribuição para a Segurança Social ( alguém acredita que vamos ver os valores reflectidos na reforma!?) A ideia de sair do país nunca me abandonou, mas este fim de semana foi cair na real, na consciência de que se eu nada fizer por mim agora vou viver de mãos atadas a vida inteira. Adoro o sol, adoro os meus amigos e a minha família são o que me mantem sã, o que me dá força. Mas na verdade, podemos sempre recomeçar em qualquer lugar e eu não tenho nada de verdadeiramente importante que me prenda aqui. A partir de hoje, segunda feira, a minha busca por emprego lá fora vai passar a ser activa e diária. E acabaram-se os limites geográficos! Não há escolha.
Especialmente depois que na sexta feira soube também, que o meu processo de candidatura de uma vaga em Paris, para a qual até tinha boas hipóteses, está a aguardar a assinatura do big boss da empresa em Portugal. A aguardar assinatura quando o processo de envios de cv ficou concluído a 31 de Agosto em Paris e entreguei a minha candidatura aqui bem antes. Muito obrigada a toda a burocracia da treta e as falinhas mansas desta empresa que tenta a todo o custo prender o pessoal aqui. Quando lhes disse que queria concorrer à vaga em Paris ainda me perguntaram porque queria ir para fora e que tinha que escrever uma carta a justificar o pedido de mobilidade internacional. Não é óbvio?! Tanto tentam travar a saída que as pessoas acabam por os deixar na mesma, da pior maneira. Eu, honestamente, espero já não demorar muito a ser uma das que os deixa.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Modern couples
No outro dia a TVI passou uma reportagem
sobre as relações contemporâneas. Mostrava um grupo de mulheres de bem
com a vida, na casa dos 40 anos, a assumirem-se como solteiras convictas
e contentes. Os homens idem aspas. Ainda que uma minoria destes homens
e mulheres possam ser assim felizes como a reportagem mostra, ao
dormirem com uma pessoa diferente todas as noites, não acho que esse seja
o desejo da maior parte do mundo.
Pelo contrário. E noto que a partir
de uma determinada idade as pessoas têm tanta pressa em apenas "ter
alguém" que qualquer pessoa serve, cumpra ou não os requisitos.
Não me entra na cabeça como pode alguém preferir aguentar a presença constante de alguém que não se ama para se fugir a estar sozinho. E mete-me uma certa confusão um caso recente em que começaram um namoro com cerca de mês e meio ( ele andava à caça de qualquer mulher, literalmente qualquer uma que o quisesse, só de o ouvir um par de horas uma noite fiquei a saber do rol de desiludões e do grau de desespero. E ela, a tentar superar um amor não correspondido, acabou com um tipo que não tem nenhum dos predicados que ela dizia querer) Comunicou o namoro como quem diz que vai jantar fora, de forma tão banal e corriqueira que nada faz lembrar as borboletas no estômago ao mês e meio. E também que estavam a pensar morar juntos. Com um mês e meio.
Não entendo esta forma de fazer as coisas. Tudo tem um tempo, tal como a paixão tem um tempo para crescer, florescer e chegar ao ponto em que faz sentido ir morar com a outra pessoa. Não é o primeiro caso á minha volta, não será o último. Em busca de um grande amor que não chega, as pessoas contentam-se com o que há, o que aparece, e depois correm para aquilo em toda a velocidade, com medo que acabe antes de eles terem tempo de viver como acham que deveriam viver perante a idade que tem e perante a sociedade. E estes casos entristecem-me. Entristece-me a banalidade com que falam do namorado de um mês, quase com um encolher de ombros, sem sorriso, sem brilho no olhar. Entristece-me que ande tanta gente á procura da metade da laranja sem nunca encontrar. E entristece-me mais que, havendo quem encontre, deite fora mesmo sabendo que aquilo não aparece todos os dias. Também acontece e é mil vezes pior.
Não me esqueço da frase do Mystic River, em que o namorado desolado pelo assassinato da namorada, é reconfortado pelo polícia que lhe diz que ele é novo, que vai voltar a ser feliz. E ele, muito sério e seguro do que diz, olha-o nos olhos e pergunta" Um amor destes não acontece à maioria das pessoas uma única vez durante a sua vida, quanto mais duas vezes". O polícia cala-se.
Espero nunca me tornar nisto, na pessoa que um dia aceita um namorado como quem vai ali jantar fora e já volta. Espero nunca deixar de ter brilho no olhar e sorriso rasgado se tiver um namorado de um mês. Prefiro mil vezes estar sozinha, no meu canto, a tolerar ou aceitar a presença de outra pessoa só porque sim.
Não me entra na cabeça como pode alguém preferir aguentar a presença constante de alguém que não se ama para se fugir a estar sozinho. E mete-me uma certa confusão um caso recente em que começaram um namoro com cerca de mês e meio ( ele andava à caça de qualquer mulher, literalmente qualquer uma que o quisesse, só de o ouvir um par de horas uma noite fiquei a saber do rol de desiludões e do grau de desespero. E ela, a tentar superar um amor não correspondido, acabou com um tipo que não tem nenhum dos predicados que ela dizia querer) Comunicou o namoro como quem diz que vai jantar fora, de forma tão banal e corriqueira que nada faz lembrar as borboletas no estômago ao mês e meio. E também que estavam a pensar morar juntos. Com um mês e meio.
Não entendo esta forma de fazer as coisas. Tudo tem um tempo, tal como a paixão tem um tempo para crescer, florescer e chegar ao ponto em que faz sentido ir morar com a outra pessoa. Não é o primeiro caso á minha volta, não será o último. Em busca de um grande amor que não chega, as pessoas contentam-se com o que há, o que aparece, e depois correm para aquilo em toda a velocidade, com medo que acabe antes de eles terem tempo de viver como acham que deveriam viver perante a idade que tem e perante a sociedade. E estes casos entristecem-me. Entristece-me a banalidade com que falam do namorado de um mês, quase com um encolher de ombros, sem sorriso, sem brilho no olhar. Entristece-me que ande tanta gente á procura da metade da laranja sem nunca encontrar. E entristece-me mais que, havendo quem encontre, deite fora mesmo sabendo que aquilo não aparece todos os dias. Também acontece e é mil vezes pior.
Não me esqueço da frase do Mystic River, em que o namorado desolado pelo assassinato da namorada, é reconfortado pelo polícia que lhe diz que ele é novo, que vai voltar a ser feliz. E ele, muito sério e seguro do que diz, olha-o nos olhos e pergunta" Um amor destes não acontece à maioria das pessoas uma única vez durante a sua vida, quanto mais duas vezes". O polícia cala-se.
Espero nunca me tornar nisto, na pessoa que um dia aceita um namorado como quem vai ali jantar fora e já volta. Espero nunca deixar de ter brilho no olhar e sorriso rasgado se tiver um namorado de um mês. Prefiro mil vezes estar sozinha, no meu canto, a tolerar ou aceitar a presença de outra pessoa só porque sim.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Mimos e mais mimos :)
Este aniversário foi em beleza: dois bolos, 2 celebrações, dois jantares deliciosos em na melhor companhia do mundo, prendinhas dos meus amigos. Nos próximos tempos parece que vou andar bem cheirosa, hidratada e colorida. E a minha orquídea?! Linda, linda! :)
Tão bom ser assim mimada. Obrigada aos meus :)
Tão bom ser assim mimada. Obrigada aos meus :)
Domingo, fim de férias, regresso de Viseu a Lisboa. Distância: 289 km. Duração: 13horas
Já havia passado uma noite no aeroporto,
mas nada se comparou a isto. Os incêndios que queimam o país começaram
no domingo. E ainda que a CP não tenha culpa do motivo que levou à interrupção
das vias, tem culpa em tudo o resto: falta de informação, falta de reacção,
falta de alternativas, desconsideração total com as mais de 700 pessoas
que passaram a noite inteira em vagões de comboios, ao relento ás 4h da
manhã em Pombal e em autocarros de transbordo depois.
A saga com o meu comboio começou
em Mangualde onde este chegou já com uma hora de atraso devido ao fogo
em Nelas que entretanto foi controlado. Já era mau q.b. chegar a Lisboa com
uma hora de atraso, mas ok. Quando o revisor passa e diz que há um grande
incêndio em Caxarias e que possivelmente íamos ficar retidos, a minha reação
foi perguntar-lhe porque não foramos avisados disso. É que meter-me num
comboio quando o mais certo era ficar retida dali a duas horas talvez não
fosse opção a tomar e eu gostaria de ter tido a escolha. A retenção acabou
por acontecer logo em Coimbra, onde parámos sem mais explicação e ali ficámos
até ás 3h da manhã. Das 21h ás 3h da manhã!! Seis comboios parados na estação:
idosos, crianças, 3 funcionários da CP que levaram com todo o coro de reclamações
e que sabiam tanto como nós, de telefone na mão que não era atendido. Sem
soluções, ou alternativas.
E caramba, incompetência pura! Podíamos
ter voltado para trás - talvez fosse o que a maioria das pessoas queria,
para não passar ali a noite - podiam ter providenciado autocarros...não
fizeram nada disto em tempo útil e, mais grave, não informaram de nada.
Silêncio total, só a porra da sirene na estação que ecoou a noite inteira.
Ás 3h da manhã finalmente alguém fala
pelo intercomunicador e diz que seguiremos de comboio até Pombal onde teremos
autocarros de transbordo à espera para fazer o troço Pombal-Entrocamento,
onde aí apaharemos outro comboio para Lisboa finalmente.
Ás 4h da manhã em Pombal, com a grande
maioria das pessoas vestidas com t-shirt ( ninguém esperava passar a noite
ali) mandaram-nos sair do comboio e esperámos 1 hora ao frio na estação
até que os autocarros chegassem. Autocarros para 700 pessoas. Imaginem
a confusão que foi assim que eles chegaram, com centenas ao frio, cheios
de malas e atropelos. Foi tipo uma cena de filme catástrofe de Holiwood
mas sem os militares e os responsáveis para organizar.
Das 4h ás 5h mais uma hora em autocarro
até ao Entroncamento onde há um Alfa à espera. Das 5h ás 6h aguardar que
todos os autocarros chegassem com os passageiros. Somatório de horas perdidas! Entretanto são umas 6h30 quando o Alfa
arranca, é-nos dito que dali a uma hora estaremos finalmente em Lisboa.
Como é um Alfa a malta acredita. Mas como também entretanto havia recomeçado
o fluxo normal de comboios e para não atrasar os outros,
mete-se o Alfa em modo caracol e deixa-se passar todos à frente, porque
quem esperou uma noite inteira sem dormir, sem comer e com frio, pode com certeza
esperar mais um bocado, certo?!
Desrespeito total, falta de organização
e eficiência. Nos media nem uma palavra sobre isto. Just in case
já seguiu um email para alguns órgãos a ver se os jornalistas têm algum
interesse em ir perguntar a quem de direito que tipo de apoio presta a
CP nestes casos e porquê tanto tempo de reacção quando já sabiam o que
estava a acontecer desde as 5h da tarde de domingo. Deixarem 700 ou mais
pessoas uma noite inteira num comboio não me parece aceitável, de forma
nenhuma, especialmente quando descartam qualquer responsabilidade ou reembolso
do dinheiro.
Ser daqui que vem milhões de prejuízos
anuais também não me surpreende. E nós? Andamos a dormir?! Enquanto houver palhaços o circo rola...
Foi um final de férias para esquecer.
E no entretanto, terça-feira, Portugal ainda arde. Triste, triste país.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Duas considerações sobre o caso Julian Assange
1)Mais uma vez a Inglaterra se revela
o cão de estimação dos EUA.
2)Direito internacional, diplomacia e direitos humanos são apenas palavras num papel sem qualquer valor quando se trata de fazer valer o poder.
2)Direito internacional, diplomacia e direitos humanos são apenas palavras num papel sem qualquer valor quando se trata de fazer valer o poder.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Choca-me o crime de Queluz pela volência do acto, o sofrimento que se quis
infligir áquelas 3 pessoas. Morrer queimado deve ser das piores mortes
que há.
E choca-me também que num prédio
habitado, com vizinhos porta a porta, se tenham ouvido gritos ( que não
devem ter sido poucos) mas não se tenha saído porta fora para ver o que
se passava.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Esta história da CP, Metro e Carris
andarem sempre a fazer greve em tudo o que é feriado, já acabava não?! Lixam-me
sempre as idas à praia...quem não tem carro em Lisboa tem que viver totalmente
condicionado por estas greves que se andam a tornar instituídas. E as excelentíssimas empresas fazerem algo para acabar com isto também não?! Cambada....
domingo, 12 de agosto de 2012
Há uns tempos deparei-me com este texto e identifiquei-me com ele de imediato. Hoje, a 10 dias de fazer anos, tropecei nele de novo. Estamos em Agosto. Passaram 8 meses desde o início de mais um ano, um ano que prometi a mim mesma que iria ser diferente. Em alguns pontos tem sido, mas não correu para onde eu esperava que a vida fosse. Por mais que eu a empurasse. Acho que foi o ano que comecei com mais fé, com mais energia positiva, naquela senda de que energia boa chama coisas boas.
Eu apaixonei-me aos 22 anos e achei que fosse para sempre. A coisa correu muito bem até aos 27, de tal forma que quando um dia, em Paris, uma colega que tinha ido de férias ao Brasil trouxe aquelas pulseirinhas do senhor do Bonfim eu, sendo uma das últimas a escolher e uma vez que havia uma maioria de pulseiras vermelhas sobre a mesa, escolhi no entanto a branca ( que nem sei o que significa mais). E ela me perguntou se ninguém mais quer amor. A minha resposta foi de que já tinha, já tinha encontrado, não precisava de mais. Bastaram 3 meses para essa ideia me ser arrancada de mim.
Agora, quase à porta dos 29 olho para as nódoas negras emocionais e para aquilo que me mudou. A tal bagagem. E mudou muito. Sinto-me quebrada, como se algo tivesse avariado e deixado de funcionar. Nestes dois anos zanguei-me mais com a vida e com o mundo do que alguma vez antes. Só para dar conta que não tenho que me zangar com a vida, que a vida dá limões se soubermos o que fazer deles e talvez no meu caso o problema maior é que a outra pessoa não quis, ou não soube. Não sei. A verdade é que passado todo este tempo, ao olhar para trás, fico sem resposta quando me perguntam se a vida pode separar duas pessoas que gostam uma da outra. Eu continuo a achar que não pode, continuo a achar que basta os dois quererem muito e nada trava. Talvez eu esperasse um homem de coragem e de recursos vários, um homem sem medo, sem tanta complicação, mais capaz de se atirar, mais capaz de fazer valer o sentimento. Ou talvez esperasse alguém que afinal me amasse na mesma medida, capaz das mesmas coisas que eu me achava capaz. Na altura poria a mão no fogo a achar que sim. E olha, queimei-me e as cicatrizes continuam a doer.
Quando finalmente percebi isso aceitei que perdera e desde aí há dias melhores e dias piores. Dias em que consigo sair, flirtar e divertir-me, dias em que quase conheço alguém que valha a pena, but not quite...e dias em que me cai no colo o peso dos anos que passaram e do exemplo dos outros. Tenho inveja de quem tem a vida mais arrumada, de quem está apaixonado e sabe onde quer ir e com quem. Tenho inveja de quem tem um passado juntos, de quem tem no amante o melhor amigo, de quem cresceu junto e se conhece como a palma da mão. Inveja de quem tem uma casa para onde ir, com quem enfrentaria o mundo inteiro. Gosto de casais com história porque era esse casal que eu queria ter sido, porque os acho mais cúmplices, mais fortes...mas depois basta olhar para o meu exemplo para ver que uma coisa não implica a outra.
Fujo de homens com filhos ou homens mais velhos (que são os primeiros num bar a meter conversa com aquele olhar de cio, desculpem, mas não é para mim!), homens que colecionam relações, que se acham a última bolacha do pacote, quando na realidade são as mulheres que são fáceis: basta haver um solteiro que elas os rondam tipo enxame, não tem que ter mais predicados do que ser homem e estar livre. Mas eu não sou uma pessoa de paixões fáceis e raramente me encanto. E com o passar do tempo, vejo diminuída a hípotese de encontrar uma pessoa que me complete como um dia já senti. Ainda que essa mesma pessoa que nos faz sentir assim, possa não ser a pessoa certa.
Uma amiga que lê as mãos disse que via um grande amor que me marcou e um casamento. E, conhecendo-me, nunca me casaria senão fosse a valer...por isso olha, é acreditar no Tarot e aprender a não olhar para trás. (Yeah, right, sou mesmo pessoa de esoterismos!!) Aprender a comparar menos, a baixar expectativas como um amigo meu se farta de me repetir e me diz que tenho é que fechar esta história do meu coração de vez e estar aberta a coisas novas. A teoria é tão fácil. E o coração, ainda que fraco, é teimoso como um velho burro.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Sons além Atlântico
Uma das coisas que mais gostei no
Brasil foi a maneira como a música ecoa fácil em qualquer parte da
cidade, noite ou dia. Adoro dançar e quando lá estive aproveitei que lá,
realmente, se dança em qualquer lugar. Dancei no carnaval, um funk em
Copacabana, MBP no jardim do Arpoador, Samba na Lapa e no topo do morro
do Pão de Açucar, dancei um chorinho tocado ao vivo por 3 guitarristas
patrocinados pela Tim, alheia aos turistas que paráram para levar vídeos como souvenir. Gosto da musicalidade do país, da maneira como as
palavras se conjugam melhor. E, ainda que não exactamente para dançar,
recentemente descobri duas pérolas.
A primeira é deliciosa pelo videoclip: imagens de casamentos reais no Brasil ilustram a música e está deliciosa.
A outra não é novidade nenhuma, mas só agora comecei a escutar o cd dela
com mais atenção. Talvez porque quando há um grande sururu à volta da
coisa, eu fuja na direcção oposta não lhe prestei grande atenção quando
surgiu. Agora, fiquei rendida às letras e aos pequenos trejeitos da
voz. Adoro o autêntico poema musicado que é esta, o jogo de palavras e o cheirinho a blues desta, a ironia desta. Não me canso de ouvir o cd de alto a baixo.
Mas para dançar, e aproveitando que fez 70 anos há dois dias atrás, esta aqui, com samba qb :)
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Caetano Veloso,
Marcelo Jeneci,
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