sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O Verão inteiro
não houve uma única melga cá em casa. As janelas estiveram sempre abertas, as luzes acesas, e nada de nada....ontem, noite fresquita de Outubro, uma p*** de uma melga esperta como o raio, começou a atazanar-me a cabeça desde a hora em que apaguei a luz, seria uma meia noite, até ás 3h da manhã. Foi o tempo que demorei a caça-la. Nessas 3 horas, o inferno. Deitava-me decidida a dormir no matter what, meia hora depois lá vinha ela zunir-me ao ouvido, só para eu me levantar, acender a luz e passar o quarto em revista sem nunca a encontrar. Não me lembro de ter dito tanto palavrão seguido ultimamente.E hoje, claro, andei o dia a arrastar-me.
sábado, 29 de setembro de 2012
Everything will be alright in the end. And if it´s not allright, it´s not the end yet
"There is no past that we can bring back by longing for it. Only a present that builds and creates itself as the past withdraws. "
Bitter-sweet, talvez seja a palavra certa para este filme. Muito bem escrito e com um leque de personagens deliciosas.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
O Outono deixou-me nostálgica
E esta música não me sai da cabeça desde ontem.
Two drifters off to see the worldThere's such a lot of world to seeWe're after the same rainbow's end, Waiting 'round the bendMy huckleberry friend, moon river, and me
Tão doce, tão bem escrita...porque é que já não se fazem músicas com esta inocência e candura?
Two drifters off to see the worldThere's such a lot of world to seeWe're after the same rainbow's end, Waiting 'round the bendMy huckleberry friend, moon river, and me
Tão doce, tão bem escrita...porque é que já não se fazem músicas com esta inocência e candura?
domingo, 23 de setembro de 2012
E o Outono chegou
Os dias já estão mais pequenos e hoje apanhei a primeira molha da estação, ainda de alças nos ombros e sandálias nos pés. Custa-me dizer adeus ao Verão, por mim viveria sempre de chinelo no pé e vestidos. E no dia em que me despedi do Verão foi esta música que vim a ouvir enquanto o sol desaparecia num mar claramente outonal, muito mais revolto e selvagem. Que seja um Outono tão doce como a música.
sábado, 22 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Ao contrário lê-se Amor
Não quero saber se o filme tem tido
más críticas. É a cidade que me apaixonou naquela luz mágica que banha as casas e as ruas, e este filme é para ver
na grande tela, quando mais não seja porque Roma vai encher o ecrã e o meu coração vai-se encher de uma saudade tão doce como a recordação que a cidade deixou em mim.
O Bom Inverno
Há muito se falava deste livro e
por várias vezes tinha ido ás livrarias e estava sempre esgotado. Há pouco
tempo encontrei a versão pocket book a 7.50eur e devorei - o. Atesto que
é tao bom quanto dizem que é, lê-se de um fôlego e foi dos livros mais
entusiasmantes que li nos últimos tempos, um verdadeiro turn pager. Recomendo.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
15 de Setembro
Estava fora de Lisboa e não fui. O que vi pela tv foi uma massa de gente a invadir o país e depois os desacatos frente à Assembleia da República. Gente que foi ali para armar confusão, gente que não quer a mudança, só o confronto. Gente idiota que quer destruir a Asssembleia para quê? De que servia? Além de se destruir património público, somos nós a pagar. Gente ignorante que chamava os polícias de filho da puta por não tirarem a farda e se mudarem para o lado dos manifestantes ( eles estão a trabalhar, se o fizessem teriam emprego hoje para pagar as contas?!) Não pode ser fácil estar ali, quando também eles são impactados por estas medidas, quando muitos deles terão a mesma opinião que mais de um milhão de portugueses e sobretudo quando estão a ser ameaçados, ofendidos, confrontados e a ordem é não reagir. E viam-se garrafas a ser atiradas, petardos que facilmente poderiam instar ao tiroteio, tomates até contra os cães polícia. Se eu lá estivesse acho que me voltava era contra os arruaceiros!
E no meio dessa ignorância e apelo gratuito à violência, estas duas imagens: um cravo e um abraço contra a farda negra dos polícias. O vermelho da flor e o laranja dos cabelos da Adriana, que parece ter saído de um catálogo de propósito para esta foto. Já andam a correr o mundo. E como o mundo precisa de mais imagens assim!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
As últimas semanas não tem sido fáceis e os dias junto ao fim de semana
parecem ser os que trazem piores notícias.
Acabei as últimas férias de verão este ano e agora só no Natal e entrei em Setembro com uma descrença generalizada em tudo. Foi apenas o regressar à vidinha costumeira dos dias que passam. Depois veio esta história de nos cortarem mais no salário e a machadada final na esperança de muita gente. Não tenho grandes luxos, a única renda que pago além da casa é o ginásio e até nisso terei provavelmente que cortar. Fiz as contas e vai ter que ser muito apertado para não acabar o mês a negativo. Perante este cenário, torna-se só evidente que temos de fazer algo, que temos de arriscar, que não se pode ficar quieto à espera que os ladrões apareçam. E nisso, a perspectiva de uma vida no soalheiro Portugal, perto dos meus, também se desvanece.
No entretanto descubro que a minha candidatura a Paris nem sequer saiu da mesa das assinaturas, apesar de cumprir todos os requisitos, e que no entretanto há outra pessoa que conseguiu uma vaga que queria, porque foi "convidada". Estou farta de cunhas e de tramas de bastidores e estou cansada que quem faça as coisas dentro dos trâmites, nunca seja avaliado pelo mérito. Estou zangada comigo por ser esta besta que acha que fazendo as coisas como deve ser e sem tramar ninguém, que um dia sou recompensada porque "what goes around comes around". És tão ridícula garota, tão burra e nunca mais aprendes!
Ontem novo baque: a vida está determinada a arrancar-me todas as pessoas que me dizem algo. Vou perder mais um amigo para o mundo, mais um que vai embora, atrás da vida que o país lhe nega. Fico feliz por ele, mas confesso que só me apetecia chorar ao telefone ao ouvir aquilo. Apetece-me gritar com o universo a dizer-lhe que eu não consigo mais, não consigo mais perder mais ninguém. Não tenho mais coração. Olho para trás, os últimos dois anos e conto as pessoas que restam. O Mundo e a vida já me roubaram tanta gente ao longo destes dois anos, roubaram mais do que aquilo que deram de volta. E quando a noite cai, quando os contactos no telemóvel começam a ter mais números estrangeiros que portugueses, quando queremos fazer algo e sabemos que a pessoa que ia adorar fazer aquilo já não está ali, é quando dói mais e damos conta que à medida que o tempo passa, vamos ficando mais e mais sozinhos.
Esta crise não veio só roubar dinheiro, veio roubar pessoas, vidas. Estou muito mais pobre agora, muito mais amargurada. Porque todos os dias me dói a ausência de quem não está, da vida que era suposto ser, as relações que era suposto ter e todas elas me têm sido estripadas. E depois esta percepção: todos vão seguindo a sua vida, mais cedo ou mais tarde, arriscando...está tudo espalhado pelo mundo e eu sei que lhes dói todos os dias também, sei que não é fácil terem que recomeçar. E quando se está num lugar em que cada vez há menos motivos para ficar, o que nos prende? Um homem sem esperança é um homem perigoso porque já muito pouco tem a perder. E porque a falta de esperança nos faz trilhar outros caminhos que não julgáramos ser capazes. Chegou nesse ponto para mim.
Acabei as últimas férias de verão este ano e agora só no Natal e entrei em Setembro com uma descrença generalizada em tudo. Foi apenas o regressar à vidinha costumeira dos dias que passam. Depois veio esta história de nos cortarem mais no salário e a machadada final na esperança de muita gente. Não tenho grandes luxos, a única renda que pago além da casa é o ginásio e até nisso terei provavelmente que cortar. Fiz as contas e vai ter que ser muito apertado para não acabar o mês a negativo. Perante este cenário, torna-se só evidente que temos de fazer algo, que temos de arriscar, que não se pode ficar quieto à espera que os ladrões apareçam. E nisso, a perspectiva de uma vida no soalheiro Portugal, perto dos meus, também se desvanece.
No entretanto descubro que a minha candidatura a Paris nem sequer saiu da mesa das assinaturas, apesar de cumprir todos os requisitos, e que no entretanto há outra pessoa que conseguiu uma vaga que queria, porque foi "convidada". Estou farta de cunhas e de tramas de bastidores e estou cansada que quem faça as coisas dentro dos trâmites, nunca seja avaliado pelo mérito. Estou zangada comigo por ser esta besta que acha que fazendo as coisas como deve ser e sem tramar ninguém, que um dia sou recompensada porque "what goes around comes around". És tão ridícula garota, tão burra e nunca mais aprendes!
Ontem novo baque: a vida está determinada a arrancar-me todas as pessoas que me dizem algo. Vou perder mais um amigo para o mundo, mais um que vai embora, atrás da vida que o país lhe nega. Fico feliz por ele, mas confesso que só me apetecia chorar ao telefone ao ouvir aquilo. Apetece-me gritar com o universo a dizer-lhe que eu não consigo mais, não consigo mais perder mais ninguém. Não tenho mais coração. Olho para trás, os últimos dois anos e conto as pessoas que restam. O Mundo e a vida já me roubaram tanta gente ao longo destes dois anos, roubaram mais do que aquilo que deram de volta. E quando a noite cai, quando os contactos no telemóvel começam a ter mais números estrangeiros que portugueses, quando queremos fazer algo e sabemos que a pessoa que ia adorar fazer aquilo já não está ali, é quando dói mais e damos conta que à medida que o tempo passa, vamos ficando mais e mais sozinhos.
Esta crise não veio só roubar dinheiro, veio roubar pessoas, vidas. Estou muito mais pobre agora, muito mais amargurada. Porque todos os dias me dói a ausência de quem não está, da vida que era suposto ser, as relações que era suposto ter e todas elas me têm sido estripadas. E depois esta percepção: todos vão seguindo a sua vida, mais cedo ou mais tarde, arriscando...está tudo espalhado pelo mundo e eu sei que lhes dói todos os dias também, sei que não é fácil terem que recomeçar. E quando se está num lugar em que cada vez há menos motivos para ficar, o que nos prende? Um homem sem esperança é um homem perigoso porque já muito pouco tem a perder. E porque a falta de esperança nos faz trilhar outros caminhos que não julgáramos ser capazes. Chegou nesse ponto para mim.
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