O destino marca a hora / Pela vida fora / Que havemos de fazer / (…) O passado nunca volta, podes crer / O futuro não tem dono / Toda a flor por mais bonita há-de morrer / Quando chega o seu Outono / Temos hoje p’ra viver toda uma vida / O amanhã, que longe vem! / A saudade está escondida / Num destino por medida / P’ra nós dois e mais ninguém / O relógio marca o tempo de viver.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Quando é que me vou sentir em casa de novo?!
Gosto desta senhora desde o episódio de Grey´s Anatomy em que a Christina tentar tirar o vestido de noiva depois do falhanço do casamento, Keep breathing. Tem o condão de ter esta voz doce e escrever letras tão simples mas com tanto significado.
Tudo o que está no post abaixo foi agravado desde sexta feira passada em que encontrei o meu "mentor" dos tempos em que trabalhava numa companhia de dança contemporânea. Comboio Lisboa - Guarda e o meu nome dito no meio do corredor. Curioso que não o reconheci logo ainda que esteja igual. Ficou genuinamente feliz de me ver e, em Coimbra, aproveitei que a senhora que ia sentada do lado dele saiu para me sentar eu e irmos à conversa até Mangualde.
Tenho umas saudades absurdas dos tempos em que lá trabalhei. Sentia-me envolvida por aquela atmosfera de criatividade borbulhantes, de pessoas sensíveis e interessantes, de movimentos inspirados em poesia ou em filmes de Tarkovsky. Parece presunçoso, mas é realmente assim, é diferente, informal, sentido. Fiquei com o bichinho dos bastidores. Ainda hoje quando vou a um teatro é onde sempre quero estar, não na plateia, não na assistência, lá trás.
Saí da companhia quando me iam oferecer um contrato de trabalho, e saí por iniciativa própria. Saí porque me chamava outro sonho antigo : União Europeia, seis meses no centro de tudo. Depois disso tive experiências das quais não me arrependi, viajei, cresci, aprendi. Mas agora chega de números e finanças, pessoas insípidas ( eu e a economia nunca nos demos demos bem - aguentei um mês na faculdade de economia em Relações Internacionais - depois decidi mudar para jornalismo na segunda fase só porque gostei do ambiente da faculdade de letras!!) , cinzentos maçudos. Está na altura de mudar de cenário de novo e isso está mais presente ainda na minha alma desde sexta feira. Mas sem ilusões. Foi também na conversa desse dia que confirmei o que já sabia: voltar a essa área, no nosso país, este ano ou nos próximos, só se for pro bono. Por isso, há 3 hipóteses: ou ganho o euromilhões e faço o que gosto, ou caso com um gajo rico que me sustente e faço o que gosto, ou emigro. Não é difícil saber qual a mais provável...
Amanhã começo a frequentar os locais mais chic da capital! A ver se me sai um relativamente novo :P
Tenho umas saudades absurdas dos tempos em que lá trabalhei. Sentia-me envolvida por aquela atmosfera de criatividade borbulhantes, de pessoas sensíveis e interessantes, de movimentos inspirados em poesia ou em filmes de Tarkovsky. Parece presunçoso, mas é realmente assim, é diferente, informal, sentido. Fiquei com o bichinho dos bastidores. Ainda hoje quando vou a um teatro é onde sempre quero estar, não na plateia, não na assistência, lá trás.
Saí da companhia quando me iam oferecer um contrato de trabalho, e saí por iniciativa própria. Saí porque me chamava outro sonho antigo : União Europeia, seis meses no centro de tudo. Depois disso tive experiências das quais não me arrependi, viajei, cresci, aprendi. Mas agora chega de números e finanças, pessoas insípidas ( eu e a economia nunca nos demos demos bem - aguentei um mês na faculdade de economia em Relações Internacionais - depois decidi mudar para jornalismo na segunda fase só porque gostei do ambiente da faculdade de letras!!) , cinzentos maçudos. Está na altura de mudar de cenário de novo e isso está mais presente ainda na minha alma desde sexta feira. Mas sem ilusões. Foi também na conversa desse dia que confirmei o que já sabia: voltar a essa área, no nosso país, este ano ou nos próximos, só se for pro bono. Por isso, há 3 hipóteses: ou ganho o euromilhões e faço o que gosto, ou caso com um gajo rico que me sustente e faço o que gosto, ou emigro. Não é difícil saber qual a mais provável...
Amanhã começo a frequentar os locais mais chic da capital! A ver se me sai um relativamente novo :P
When your work just doesn't flow
O meu trabalho é de picos, de época alta e baixa, mas Janeiro é, sem dúvida, o mês mais parado do ano. Mesmo tendo "o" cliente para gerir, tenho duas a 3 tarefas por dia ( hoje por exemplo não tive nenhuma). Odeio estes dias, dias em que me levanto de manhã e sei que me vou arrastar para o escritório, ligar o pc, fazer todos os logins, abrir o email e voilá. C´est fait! Não tenho mais nada a fazer o resto do dia. Noto que já faço as coisas maquinalmente, mas nestes dias sou uma espécie de carro telecomandado.
Março está à porta, o tão esperado Março de 2012. A partir daqui posso sair sem pagar uma fortuna à empresa. Está pago o meu período de formação em Paris. E talvez por estar a chegar esse limite ando numa ânsia incontida, gritante, a enviar cvs para tudo o que preencha metade dos requisitos, se me responderem depois logo vejo. Porém, não é só a data psicológica a aproximar-se. Estou há quase dois anos aqui e sinto o meu cérebro a morrer, a estagnar. Ando a desejar por criatividade, por algo que me faça sentir alguma coisa. Estou adormecida faz tempo demais. Estagnei e sei que atingi o meu limite quando começo a pensar em deixar tudo apenas para trás sem pensar no resto. Sem emprego de salvaguarda, sem bóia ou colete salva vidas, apenas largar e saltar em queda livre. Apetece-me apenas. É irracional e imediato. Depois penso, respiro, sei que a paciência é uma virtude, elaborar um plano de back up uma mais valia. Mas cada vez mais presente no meu coração está somente isto, a latejar : a vida é demasiado curta para estar infeliz. Arrisca!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Palavras assim acendem cá dentro
"Havia dias em que se cansava das ausências. Outros havia em que se inquiria dos sonhos, dos objectivos, acerca da solidão, da distância. Devaneios, completos e infundados. Concluía isso vezes sem conta, sem grandes pensamentos e esforços internos. Corpos que se pertencem, peles que se conhecem como se da própria se tratasse, bocas que se unem mesmo em fuga, olhos que entram para dentro do corpo e o desvendam, devagarinho, junto ao toque dos dedos, não são a perfeição, mas está lá muito perto. A ter o resto que falta era mesmo perfeito. E a perfeição é coisa para nunca existir."
Tão bem escrito! Daqui!
Tão bem escrito! Daqui!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Pablo, you say it best
" Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se."
Pablo Neruda
Pendentes:
3 livros: 1 Isabel Allende, 1 Saramago, 1 Irvin D. Yalon.
Todos emprestados...vou tirar à sorte para ver qual começo. E não, eu não sou daquelas que nunca mais devolve os livros emprestados. Eu cumpro as minhas dívidas. Por isso, D. os teus empréstimos serão devolvidos em bom estado, prometo, ainda pode demorar uns meses é verdade, mas desde a época dos cds de informática que sabes que cumpro :)
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
A mentalidade de trabalho portuguesa não deixa de me surpreender.
Hoje, uma colega de trabalho foi "aconselhada" a fazer horas extra para mostrar serviço. Quando replicou que o trabalho diário que tem, na maior parte das vezes termina bem antes do horário de expediente, o chefe garantiu-lhe que então iria arranjar mais tarefas. Ou seja, em Portugal só és bom trabalhador se saíres tarde do escritório. Mesmo que passes o dia ás voltas na internet, a fazer que se trabalhar para inglês ver. Não me admira que com ideias destas o país ande pelas ruas da amargura e a produtividade nacional esteja de facto na cauda da Europa.
Ricardo Pereira
E pronto. Está instalada a polémica! Ainda que ache que há certas coisas que não se devem confessar, percebo o que o moço quer dizer. Os dois tipos de amor não são comparáveis porque são necessariamente diferentes. O de um filho deve ser instantâneo e incondicional, o de um amor é construído e difícil de encontrar. Além disso, imagino uma situação limite, em que a vida da mãe pudesse estar em risco aquando da gravidez e tivesse que se escolher, eu sou a favor de um companheiro que , se tivesse que escolher, escolhesse a mulher sem hesitar.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A vida devia ser como nos filmes
Devia haver um botão de fade out em que a luz esmorece devagarinho, como um sono que cai, e de repente podermos acordar 3 meses depois, 1 ano depois ou 2 anos depois ...o tempo que fosse preciso até estar tudo resolvido. E de preferência, sem uma ruga a mais!
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