terça-feira, 15 de novembro de 2011

Antes de falar, pensa. E não fales sem conhecimento de causa

O problema destas declarações é que não reflectem o que se passa. Generaliza , mete todos no mesmo saco de maus profissionais, preguiçosos e aproveitadores do sistema. São declarações de quem não faz a mínima ideia da realidade dos serviços que tutela e que só mostra que não se informou bem nem deve estar interessada em informar-se.
Porque basta ter o mínimo de conhecimento - como eu tenho uma vez que tenho pessoas na minha família que trabalham como guardas prisionais - para saber que raramente as horas extra são pagas. Entram muitas vezes ás 8h da manhã e saem ás 19h, de segunda a sexta feira. No fim do mês não há uma única hora reflectida na ficha do salário.

Da mesma maneira que, de entre estes profissionais sabem quem usufrui de subsídio de risco? As secretárias e o pessoal administrativo das prisões, os mesmos que ficam dentro dos seus escritórios sem contacto directo com os reclusos. Os guardas propriamente ditos não têm subsídio de risco. Curioso não é?! Da próxima vez, cara Paula, informe-se antes de falar. Dá um mau aspecto terrível!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Querido Pai Natal


Este ano era este menino no sapatinho, se faz favor!!Nem precisa de vir embrulhado, está perfeito como está!
O filme achei mediano, aquilo a que os críticos americanos chamariam de filme europeu, com muitos cortes estranhos, música à Sofia Coppola (Angelo Badalamenti, desta vez não gostei mesmo nada!!) sangue a mais e aquele casaco dourado que a personagem não despe nunca. Qualquer outro actor e provavelmente não teria visto o filme até ao fim. Mesmo estando em silêncio a maior parte do filme, há qualquer coisa na presença dele no ecrã que basta. E vem aí mais filmes que o terão como protagonista. O próximo é este.

11.11.2011

Tirei o dia de férias, refugiei-me em casa dos meus pais - que há-de sempre, sempre ser as minha casa principal também - e era para sair e passar a tarde nas compras, aproveitar a cidade onde já não venho tanto quanto gostaria. Mas está a chover a potes desde as 10h da manhã e isto começa-me a parecer o cenário perfeito para ficar no sofá, de lareira acesa, a ver um filme. E, quando me perguntarem o que estava a fazer num dia que só se repete daqui a 100 anos, eu direi que foi um dia bem passado!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Recebo uma mensagem a meio do trabalho a pedir o meu aquecedor emprestado. Penso, deve estar com frio, claro! Chego a casa e está aquilo ligado para secar a roupa...a minha roupa que coloquei ontem no estendal e que, pelos vistos, não pode lá ficar até estar seca, especialmente quando vou de fim de semana hoje e ela fica com a casa toda para ela e para a roupa que lhe apetecer...ando eu de um lado para o outro com pressa para sair de casa e ela no corredor a perguntar se eu acho que aquilo está seco. Não, para mim, quando a roupa passa menos de 24 horas num estendal, num dia de Outono húmido, não está seca...nenhuma das peças! Pachorra para isto. Tanta vida lá fora e aqui fechada a secar roupa com o termo-ventilador. É ou não de quem não tem que fazer?!

One day


I will meet a talk dark stranger and he will sweep me off my feet.
And I will never have to think of you, ever again.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

True!

Roubado à Miss Glitering..
Começar a praticar a arte de só deixar aproximar quem vale a pena. E quem vale a pena é quem nos quer tanto como nos sentimos querer de volta, com igual entrega, com iguais gestos, com retribuições na mesma medida. Mas há gente que não entende que quando se dá um beijo se vai esperando outro de volta, e se o sentimento for verdadeiro nunca vai haver pouco tempo ou cansaço, ou qualquer outra desculpa plausível. Porque queremos dar na mesma medida que recebemos, precisamos de dar tal como recebemos. Pena é que hajam pessoas que já estiveram nessa posição e agora devem estar amnésicas ou em negação se acham que continuam a dar-se como um dia. Gente que antes sabiam tratar-se de uma desculpa mas que agora se escudam nela e acreditam nela com o fervor de quem se engana porque não quer ver.

Armando Vara

Uma caixa de robalos e um pão de ló. Yeah, right!
Conta-me estórias...

O pior é que vai sair tudo em liberdade, quando de certeza é culpado.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Em compensação 200 euros

é quanto custa uma raquítica e simplória peça de borracha que teve de ser substituída no autoclismo. Casas novas, xpto, em que até uma simples sanita tinha de ter um sistema de descarga diferente dos restantes. Este, quando avaria, não vai lá com pancadas nem com reajustamentos porque não há caixa à mostra para abrir. Tem que se desaparafusar a laje na parede e substituir a tal borracha. Para tão hercúlea tarefa vieram 3 homens. Três!! Trocar a tal borracha. O resultado foi esta bela factura - e factura propriamente dita nem vê-la que os 200 euros só paravam ali se fosse sem IVA - paga pelo senhorio felizmente mas que, ainda assim, é caso para afirmar que estamos perante uma bela roubalheira.

Vamos gastar 530 euros no Natal?!

Oh Delloite, diz-me uma coisa, quem é o universo que incluis nos teus estudos? Ou isso é tudo aldrabado ou só entrevistam gente bem endinheirada. Em nenhum ano antes gastei eu 530 euros no Natal e este ano também não vou gastar, nem julgo que a maioria das pessoas que me são mais próximas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Minha língua, minha pátria



Um poema tão bonito, uns acordes de guitarra, uma voz doce. E assim se constrói uma grande grande Música! Obrigada Mar, Obrigada Miss Lee! Estou rendida!

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.