segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Minha língua, minha pátria



Um poema tão bonito, uns acordes de guitarra, uma voz doce. E assim se constrói uma grande grande Música! Obrigada Mar, Obrigada Miss Lee! Estou rendida!

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim.
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
O sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

Postcrossing de Natal

Já me inscrevi! A ver quem me calha em sorte :)

Auto-elogio sem qualquer espécie de pudor

Acabei de fazer um risotto de cogumelos com gambas, polvilhado com parmesão que estava divinal! Era para tirar foto e aguçar os apetites daqui, mas estava com tanta fome que despachei o prato antes de me lembrar da foto!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O aumento de meia hora por dia no horário de trabalho "é de facto trabalho obrigatório não remunerado, coisa que na nossa civilização não existe há vários séculos", disse hoje o economista João Ferreira do Amaral.

Confesso que não entendo o que meia hora de trabalho muda no panorama da produtividade, especialmente quando essa meia hora é imposta e não remunerada. Não vai haver motivação dos trabalhadores que vão estar a contar os minutos para sair e, na maior parte dos casos, todos nós damos meia hora à casa sempre que há trabalho a despachar. Agora, para piorar fala-se em cortar o número de dias de férias e feriados. Estamos a passar de uma sociedade desenvolvida para uma sociedade oitocentista em que imperava as longas jornadas de trabalho e as más condições de vida. Não entendo como um retrocesso pode melhorar o que quer que seja.

Sweet November