segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um eurodeputado ganha 14 mil euros mensais. Em plena crise europeia propõe-se um corte de 200 euros, 200 míseros euros em 14 mil por deputado. Os excelentíssimos senhores aceitaram?! Unhas de fome, apetece exilar esta escória toda. Pode ser que a UE acabe e quero ver depois quem lhes paga os ordenados se este circo for ao ar.

Pequena nota dirigida ao senhor que me saiu em sorte como companheiro de viagem no intercidades de ontem das 19h08 em direcção a Lisboa.

1- Amigo, da próxima vez traz uma revista, um jornal, um PC, o que seja, que te impeça de passar a viagem a suspirar e a dar voltas no assento. Especialmente poupa nos f****-se! A pessoa que vai ao lado escusa de levar com isso. Vais aborrecido aguenta-te!

2 - Eu não tenho interesse no teu telemóvel ou no que escreves nele, por isso escreve normalmente e não com o braço esticado à frente da minha cara. Não sei se era um método para eu apontar o número de telefone, mas não vi e não estou interessada.

3- Por fim e mais importante, aprende a definição de espaço pessoal. Pagas um bilhete que te dá direito a um banco, não um banco e meio. Confina-te ao teu lugar e especialmente não passes a viagem TODA a mexer na merda do cabelo, sobretudo quando te debruças sobre o meu ombro e eu tenho caspa a cair-lhe em cima. Nojo! Ontem vim enojada e enervada, ou não reparaste em como me colava cada vez mais ao vidro, a quantidade de suspiros exasperados e na maneira como te revirei os olhos "n" vezes?!

Podia ter alguém mais normal sentado ao meu lado, tipo o rapaz giro de casaco de cabedal que ia uns bancos mais à frente por exemplo, sossegado a ouvir música. Mas não, a mim calha-me o esquisitóide trintão com hábitos pouco civilizados!

sábado, 22 de outubro de 2011

Olá Outuno

Sei que Verão acabou de vez quando durmo a primeira noite de meias. Esta foi a noite!!

O Horror

O meu português começa a ficar seriamente comprometido. De segunda a sexta feira falo quase sempre em inglês e francês. E muitas vezes saem-me expressões à emigrante, palavras inventadas. Mas o mais grave é quando as palavras se enraízam em nós e já nem damos conta que estamos falar, efectivamente, mal! Foi o caso de ontem:
- Eu: "As instruções são irrevocáveis"
- Chefe: "São o quê?"
- Eu: "Irrevocáveis"
- Chefe: "Não estás a dizer isso bem, ora pensa lá. Em francês irrevocable, em inglês irrevocable, mas em português..."

E eu a pensar, e pensar e juro que não me saía nada!Só quando ele disse irrevogável é que se me fez luz. Queria um buraco, ainda para mais eu que sempre estudei português a vida toda! Pura vergonha!

Kadhafi

Vejo notícias como esta ( num jornal no qual já trabalhei e onde gostei muito de estar, na altura não era tão sensacionalista como é agora), em que se publica sem pudor fotografias que nunca deviam ter saído para o público e penso que já estivemos mais longe de regressar à idade média.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Blast from the past


Esta noite, só isto me pode ajudar. Estou entupida até dizer basta. A febre ainda aqui está, o Outono está à porta mas não foi este tempo maluco que me colocou neste estado. Não! O causador das minhas constipações é o ar condicionado daquele maldito escritório. No ano passado foram duas colegas internadas com um vírus qualquer nos pulmões, reconhecido como sendo um vírus derivado do Ac. Não sei o que é que aquela empresa está à espera para dar uma revisão nos filtros e ajustar melhor as temperaturas. Talvez se amanhã lhes levar a factura da farmácia eles se comecem a tocar...

Clearly...

Há dias que podiam nem existir, não fariam falta nenhuma

Não sei se é agravado por aquela altura do mês, por ter ficado em casa gripada e com a cabeça a latejar, por ter o nariz a pingar e os olhos a chorar, se por tudo junto, ando sensível como o raio. Mas para além do sensível, introspectiva ao ponto de não andar satisfeita com nada do que tenho, fiz ou alcancei. Quero ser alguém que ainda não sou e ainda não cheguei lá e não sei se algum dia chegarei. Não sei qual é o caminho ou como fazer para o encontrar. Pareço uma barata tonta a bater de porta em porta sem ideia nenhuma qual a entrada ou a saída.

Mas primeiro que tudo, tenho noção que tenho de conseguir ser feliz sózinha ou nunca mais vou conseguir ser feliz ao lado de ninguém. Há alturas em que pareço curada de tudo, que todas as feridas fecharam e as cicatrizes mal se vêm. Mas há outros dias - menos agora mas ainda assim existem - em que descamba tudo de novo e sinto como se nunca me fosse conseguir recompor do meu próprio acidente de viação. Há uma raiva aqui dentro, uma sede de vingança, uma vitimização que não quero sentir mas não consigo fugir. Eu não tenho nada porque me vitimizar. Sou uma pessoa forte que sempre lutou pelo que quis e que não ganhou nada nunca ás custas de ninguém. Que posso não ter isto ou aquilo, que desejo mais, mas o que tenho não foi à custa do sofrimento de ninguém, derivado a apoios ou cunhas de alguém. E no entanto sinto-me tão zangada com quem me magoou desta maneira, com quem me modificou para a vida. Quão fácil deve ser um mundo em que não temos que nos mexer sequer muito para que as coisas nos venham parár ás mãos. Podemos ficar a um canto quietos, deprimidos, mas passa um rio que apenas nos leva naquela direcção e lá vamos nós. E depois dizer que não fizemos nada, que as coisas vieram sentar-se ao nosso colo, que não tivemos escolha. Como eu odeio pessoas que não assumem as suas escolhas e decisões, como eu odeio gente inerte, que se deixa vir abaixo e espera, em silêncio, sem se mexer, que a vida componha tudo.

Por mais que tente encaixar cá dentro, apenas não sou pessoa de conseguir, algum dia, passar por cima de tudo. Não há segundas oportunidades. Quem não me amou bem à primeira não o vai fazer bem à segunda. E pode ainda demorar mais um pouco, mas eu vou sair disto ainda mais altiva e erguida do que antes. Nunca, mas nunca mais vou deixar que me façam sentir como uma opção de vida. Para mim, nada mais do que a suprema prioridade. E é só com isso que me contento.

E para as minhas amigas que querem o melhor para mim, bem sei, mas que abanam a cabeça em desaprovação de cada vez que recuso o que elas consideram uma oportunidade, que dizem que acabo sózinha se continuar tão exigente, minhas queridas, vocês estão erradas. Senão formos exigentes, senão quisermos o melhor de tudo para nós, acabamos infelizes. Eu, pelo menos, nunca fui alguém que viva pela metade, muito menos as paixões. Ou é fogo ou não é nada. Então que venham muitos mais encontros frustrados, vazios. Porque um dia acontece, um dia volta a acontecer. E isto, quem me ensinou, foi a pessoa que me abandonou.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Açores


O governo dos Açores está a fazer uma promoção e, nas próxima 3 semanas promove viagens para as ilhas a 88 Eur, ida e volta. Ainda tenho alguns dias de férias mas ninguém que eu conheça tem férias nesta altura. Alguém quer servir de companheiro de viagem? Se nos dermos mal, temos sempre a vantagem das ilhas serem bem espaçosas e arejadas!

Caro PM, leres "O Princípe" não te fazia mal

Passos, amigo, um conselho: rouba os subsídios de Natal e de férias, aumenta o IVA, inclusive o da água engarrafada ( devo ter a p*** da mania eu, por só beber água engarrafada, que beba água da torneira com sabor a cloro e mais milhentos químicos lá dentro para apanhar um cancro mais cedo, não é?!) põe a malta a trabalhar mais meia hora por dia ( numa Europa onde a média de horas de trabalho diárias é de 7h30 e não 8h30h), mas não lhes tires o futebol. Já dizia Maquiavel, o povo pode ser reprimido e condicionado desde que lhe sejam dadas distracções. Sobe o IVA dos ingressos, e vais ver como tens as claques e os adeptos a fazerem-te uma revolução à porta de casa! Não digas que não te avisei.