Hoje é o dia europeu sem carros. Diz que Lisboa também aderiu.
Eu não dei por nada, continuam centenas de carros a passar aqui ao lado.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Ando numa de citações
«É um erro o luto por aquilo que não foi. Melhor é chorar o que poderia ter sido. Temos de viver já.»
Miguel Esteves Cardoso, no Público
Este tipo parece meio palhaço mas bem que percebe da coisa
Não percebo porque é que "amo-te" se escreve desta forma: amo-te! Quando deveria ser desta: amote. Amo-te não deveria ter hífen ou tracinho, como se costuma dizer. O amote de que falo, este, não deveria ter espaço, para que nenhuma letra respirasse, para que ficassem ali as letras apertadinhas de forma a não caber mais nenhuma. Porque a verdade é que, quando se ama alguém, não cabe mais ninguém ali. Porque não há espaço. Porque as letras estão literalmente sufocadas por essa palavra que se deveria escrever apenas e só assim: Amote. Daqui!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Odeio morar em apartamentos
Especialmente em dias como este, 22h20 e uma vontade gritante de poder escutar a minha música no volume que me satisfaça. E as restrições deste espaço de caixote em cima de caixote não mo permite fazê-lo à hora que eu quiser. Nem o volume da música nem da minha própria voz. Eu canto. Canto muito. Posso ter algum jeito com as melodias, mas canto só para mim. Canto sobretudo em noites como as de hoje, em que estou zangada e triste, não sei qual dos dois sentimentos o maior. Canto a plenos pulmões e ajuda-me, é terapêutico. Muitas vezes dizem-me "andas muito bem disposta", só de ouvirem cantar. Pode ser. Mas na maior parte das vezes é de tristeza, para espantar a tristeza a bom ver, as dores do crescimento, os desapontamentos de tanta vida mal vivida ou que apenas não corre como o esperado.
Vivi a maior parte da minha vida em casas, sem vizinhos do lado, mesmo em Coimbra enquanto estudante. Nisso fui uma privilegiada. E nunca, por mais que viva assim, me hei-de habituar a gaiolas.
Vivi a maior parte da minha vida em casas, sem vizinhos do lado, mesmo em Coimbra enquanto estudante. Nisso fui uma privilegiada. E nunca, por mais que viva assim, me hei-de habituar a gaiolas.
Nunca falha
-não queres que seja feliz?
só não te queria perder.
-mas eu sou feliz contigo.
-o mundo não me vai separar de ti.
mas também não te irias separar do mundo.
-competir com o mundo é ingrato, sabes.
gostar de ti era ingrato, acabavas de me dizer. querer demais era ingrato. e não havia nada a fazer. o mundo é grande demais para mim. o amor faz-te pensar que o consegues segurar nos ombros, mas depois as lombalgias acabam por chegar. e o mundo vence-te - quase - sempre. o problema é quando não consegues vencê-lo nem te queres juntar a ele. o problema é exactamente.esse.
De Mais uma Bola de Sabão. Não fossem textos escritos por pessoas diferentes e diria que há alguém por aí com exactamente com a mesma história que eu. Mas afinal, um coração partido ou um amor destruído é igual em todas as línguas.
só não te queria perder.
-mas eu sou feliz contigo.
-o mundo não me vai separar de ti.
mas também não te irias separar do mundo.
-competir com o mundo é ingrato, sabes.
gostar de ti era ingrato, acabavas de me dizer. querer demais era ingrato. e não havia nada a fazer. o mundo é grande demais para mim. o amor faz-te pensar que o consegues segurar nos ombros, mas depois as lombalgias acabam por chegar. e o mundo vence-te - quase - sempre. o problema é quando não consegues vencê-lo nem te queres juntar a ele. o problema é exactamente.esse.
De Mais uma Bola de Sabão. Não fossem textos escritos por pessoas diferentes e diria que há alguém por aí com exactamente com a mesma história que eu. Mas afinal, um coração partido ou um amor destruído é igual em todas as línguas.
Esta música é deliciosa, não acham?
De uma simplicidade desarmante, um pouco saloia até, mas é tão, tão bonita! Não me canso de a ouvir. Parabéns à música portuguesa que ainda me surpreende sempre.
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Os Azeitonas Anda Comigo Ver Os Avioes
“Começamos a entrar na idade em que as coisas se vão perdendo”
Esta frase é do Jorge Vaz Nande, neste post aqui. Leio-o e penso, mais uma vez, depois destes anos todos, "acertas de novo".
Reencontrei-o através do facebook e conheci-lhe o nome antes do rosto, diferente do que me lembrava. Guardo os recortes daquela "A estrada Curva", a crónica da última página da Cabra, lado esquerdo do layout. Era a primeira coisa que lia naquele jornal universitário. Sentada nas cadeiras verdes do Tropical, a regatear trocos com o sr. Madeira. Sabia-o a cursar direito e tinha uma secreta inveja de um estudante de direito poder escrever assim. Eu, a cursar jornalismo, não escrevia assim. Parecia-me contra-natura. Na verdade, um jornalista tem que ser factual, objectivo, claro, curto, conciso, os três preciosos c´s. E eu gosto desse tipo de escrita, mas para "trabalhar". Para mim mesma, para me emocionar ou fazer pensar gosto de pessoas que escrevem assim.
Reencontrei-o através do facebook e conheci-lhe o nome antes do rosto, diferente do que me lembrava. Guardo os recortes daquela "A estrada Curva", a crónica da última página da Cabra, lado esquerdo do layout. Era a primeira coisa que lia naquele jornal universitário. Sentada nas cadeiras verdes do Tropical, a regatear trocos com o sr. Madeira. Sabia-o a cursar direito e tinha uma secreta inveja de um estudante de direito poder escrever assim. Eu, a cursar jornalismo, não escrevia assim. Parecia-me contra-natura. Na verdade, um jornalista tem que ser factual, objectivo, claro, curto, conciso, os três preciosos c´s. E eu gosto desse tipo de escrita, mas para "trabalhar". Para mim mesma, para me emocionar ou fazer pensar gosto de pessoas que escrevem assim.
Como disse, guardei os recortes daquela crónica que mais me tocaram, e soube que foi editado um livro com o mesmo nome da rubrica. Mas com o tempo perdi-lhe o fio à meada. Por isso foi bom reencontrar de novo esta escrita sensível e sarcástica. Tal como foi bom de ver que o estudante de direito largou a jurisprudência para se dedicar ás artes e é hoje guionista de uma empresa de produção cinematográfica em São Paulo, no Brasil.
Nunca o conheci pessoalmente, só de vista, mas agrada-me ver vidas que se cruzaram brevemente com a minha tomarem rumos inimagináveis ( ou não, porque na verdade nunca o imaginei como advogado). Quantas vezes faço este exercício de imaginar o que será a vida daquela pessoa dali a x tempo?! E quantas vezes esses cenários imaginados correspondem às expectativas?! Quase nunca não é? Por isso é que é bom de saber...porque, em última análise, faz acreditar a nós mesmos, que tudo o que um dia imaginamos, na inocência daqueles 18 anos, ainda é possível de ser alcançado.
Nunca o conheci pessoalmente, só de vista, mas agrada-me ver vidas que se cruzaram brevemente com a minha tomarem rumos inimagináveis ( ou não, porque na verdade nunca o imaginei como advogado). Quantas vezes faço este exercício de imaginar o que será a vida daquela pessoa dali a x tempo?! E quantas vezes esses cenários imaginados correspondem às expectativas?! Quase nunca não é? Por isso é que é bom de saber...porque, em última análise, faz acreditar a nós mesmos, que tudo o que um dia imaginamos, na inocência daqueles 18 anos, ainda é possível de ser alcançado.
Já não meto os pés no ginásio vai para quase um mês e meio. Com as férias em Agosto suspendi a coisa até Setembro mas agora estou acometida de uma crise aguda de preguicite e o meu prazo já se alargou para Outubro. Não sou pessoa de ir ao ginásio nem de manhã cedo, nem à hora de almoço que desfaleço com a fome, vou sempre ao final da tarde. E, com este verão tardio que tem estado, depois de 9 horas num escritório, apetece é ir passear ao sol e não voltar-me a enfiar numa sala. Ontem calcei as sapatilhas e fui para uma corrida/caminhada à beira rio. E que bem que se esteve! Até o tempo o permitir, gostava de conciliar as duas coisas, porque a verdade é que o ginásio me oferece outros exercícios que não ganho só da corrida, nomeadamente reforço de costas e alívio das potenciais tendinites por causa do computador. Foi esse o motivo que me levou a entrar em primeiro lugar e depois desta pausa vejo que é mesmo essencial continuar, senão todos os dias ganho dores musculares da má postura e de passar muitas horas sentada. Se eu soubesse aos 18 anos que ia ter um emprego assim sedentário não teria acreditado.
P.S. A vantagem de se ir correr à beira rio é que acaba por se encontrar uns belos espécimens do sexo oposto, de um género que ainda não tinha visto no ginásio. E que bem sabe aliviar a vista depois de tantas horas em frente ao computador!
P.S. A vantagem de se ir correr à beira rio é que acaba por se encontrar uns belos espécimens do sexo oposto, de um género que ainda não tinha visto no ginásio. E que bem sabe aliviar a vista depois de tantas horas em frente ao computador!
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