quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Odeio morar em apartamentos

Especialmente em dias como este, 22h20 e uma vontade gritante de poder escutar a minha música no volume que me satisfaça. E as restrições deste espaço de caixote em cima de caixote não mo permite fazê-lo à hora que eu quiser. Nem o volume da música nem da minha própria voz. Eu canto. Canto muito. Posso ter algum jeito com as melodias, mas canto só para mim. Canto sobretudo em noites como as de hoje, em que estou zangada e triste, não sei qual dos dois sentimentos o maior. Canto a plenos pulmões e ajuda-me, é terapêutico. Muitas vezes dizem-me "andas muito bem disposta", só de ouvirem cantar. Pode ser. Mas na maior parte das vezes é de tristeza, para espantar a tristeza a bom ver, as dores do crescimento, os desapontamentos de tanta vida mal vivida ou que apenas não corre como o esperado.

Vivi a maior parte da minha vida em casas, sem vizinhos do lado, mesmo em Coimbra enquanto estudante. Nisso fui uma privilegiada. E nunca, por mais que viva assim, me hei-de habituar a gaiolas.

Nunca falha

-não queres que seja feliz?
só não te queria perder.
-mas eu sou feliz contigo.
-o mundo não me vai separar de ti.
mas também não te irias separar do mundo.
-competir com o mundo é ingrato, sabes.


gostar de ti era ingrato, acabavas de me dizer. querer demais era ingrato. e não havia nada a fazer. o mundo é grande demais para mim. o amor faz-te pensar que o consegues segurar nos ombros, mas depois as lombalgias acabam por chegar. e o mundo vence-te - quase - sempre. o problema é quando não consegues vencê-lo nem te queres juntar a ele. o problema é exactamente.esse.


De Mais uma Bola de Sabão. Não fossem textos escritos por pessoas diferentes e diria que há alguém por aí com exactamente com a mesma história que eu. Mas afinal, um coração partido ou um amor destruído é igual em todas as línguas.

Esta música é deliciosa, não acham?


De uma simplicidade desarmante, um pouco saloia até, mas é tão, tão bonita! Não me canso de a ouvir. Parabéns à música portuguesa que ainda me surpreende sempre.

“Começamos a entrar na idade em que as coisas se vão perdendo”

Esta frase é do Jorge Vaz Nande, neste post aqui. Leio-o e penso, mais uma vez, depois destes anos todos, "acertas de novo".

Reencontrei-o através do facebook e conheci-lhe o nome antes do rosto, diferente do que me lembrava.
Guardo os recortes daquela "A estrada Curva", a crónica da última página da Cabra, lado esquerdo do layout. Era a primeira coisa que lia naquele jornal universitário. Sentada nas cadeiras verdes do Tropical, a regatear trocos com o sr. Madeira. Sabia-o a cursar direito e tinha uma secreta inveja de um estudante de direito poder escrever assim. Eu, a cursar jornalismo, não escrevia assim. Parecia-me contra-natura. Na verdade, um jornalista tem que ser factual, objectivo, claro, curto, conciso, os três preciosos c´s. E eu gosto desse tipo de escrita, mas para "trabalhar". Para mim mesma, para me emocionar ou fazer pensar gosto de pessoas que escrevem assim.

Como disse, guardei os recortes daquela crónica que mais me tocaram, e soube que foi editado um livro com o mesmo nome da rubrica. Mas com o tempo perdi-lhe o fio à meada. Por isso foi bom reencontrar de novo esta escrita sensível e sarcástica. Tal como foi bom de ver que o estudante de direito largou a jurisprudência para se dedicar ás artes e é hoje guionista de uma empresa de produção cinematográfica em São Paulo, no Brasil.

Nunca o conheci pessoalmente, só de vista, mas agrada-me ver vidas que se cruzaram brevemente com a minha tomarem rumos inimagináveis ( ou não, porque na verdade nunca o imaginei como advogado). Quantas vezes faço este exercício de imaginar o que será a vida daquela pessoa dali a x tempo?! E quantas vezes esses cenários imaginados correspondem às expectativas?! Quase nunca não é? Por isso é que é bom de saber...porque, em última análise, faz acreditar a nós mesmos, que tudo o que um dia imaginamos, na inocência daqueles 18 anos, ainda é possível de ser alcançado.


Já não meto os pés no ginásio vai para quase um mês e meio. Com as férias em Agosto suspendi a coisa até Setembro mas agora estou acometida de uma crise aguda de preguicite e o meu prazo já se alargou para Outubro. Não sou pessoa de ir ao ginásio nem de manhã cedo, nem à hora de almoço que desfaleço com a fome, vou sempre ao final da tarde. E, com este verão tardio que tem estado, depois de 9 horas num escritório, apetece é ir passear ao sol e não voltar-me a enfiar numa sala. Ontem calcei as sapatilhas e fui para uma corrida/caminhada à beira rio. E que bem que se esteve! Até o tempo o permitir, gostava de conciliar as duas coisas, porque a verdade é que o ginásio me oferece outros exercícios que não ganho só da corrida, nomeadamente reforço de costas e alívio das potenciais tendinites por causa do computador. Foi esse o motivo que me levou a entrar em primeiro lugar e depois desta pausa vejo que é mesmo essencial continuar, senão todos os dias ganho dores musculares da má postura e de passar muitas horas sentada. Se eu soubesse aos 18 anos que ia ter um emprego assim sedentário não teria acreditado.

P.S. A vantagem de se ir correr à beira rio é que acaba por se encontrar uns belos espécimens do sexo oposto, de um género que ainda não tinha visto no ginásio. E que bem sabe aliviar a vista depois de tantas horas em frente ao computador!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Tinha férias em Outubro, estavam a meros 15 dias de distância e, com o feriado de dia 5 pelo meio, ainda ganhava um dia extra. Era bom, não era?!

Era! Estavam marcadas desde Março mas foram canceladas pela minha "gerência" porque estes me resolveram dar um novo cliente - sem me perguntarem nada que nisto não tenho voto - e, sensível e indefeso como é, não podia ficar sem a account logo nos primeiros dias da mudança. Foram-se as minhas férias e tenho a certeza que se me irá a paciência em breve, este é o cliente dos infernos que todos mimam porque rende milhões à casa. Já eu, que o vou aturar, atender os telefones, levar com os gritos, as milhentas perguntas, que tenho as férias canceladas , aufiro um parco, magro salário. Há coisas tão injustas nesta vida não é?!

Micocas - Homemade Emotions

Para quem gosta de artesãos, de pessoas com ideias criativas, que arriscam um conceito, um passo em frente e que cozinham bem! :) Numa época em que cada vez mais se regressa ao orgânico, ao essencial e ao único por oposição ao modelo ford de série, visitem. Vão gostar!

Mar, andei desaparecida uns tempos, a tentar encontrar-me. Mas estou de volta, mais eu mesma. Um beijinho.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Coincidências

No quem quer Ser Milionário de hoje está a dar um senhor - que é arquitecto - com a mulher - também arquitecta - com quem eu passo a vida a cruzar-me em Lisboa, nomeadamente num dos dias do Festival ao Largo, em São Carlos e no concerto da Joss Stone, ( sim, no meio daquela montanha de gente) além de num outro dia na baixa, em plena rua. Se o rapaz fosse solteiro e o meu tipo ainda diria que queria dizer alguma coisa, mas assim....
Fui agora mesmo meter o lixo fora, mini-short e t-shirt de alças, a cantarolar o imagine do John Lennon que estava a passar na rádio. Normalmente não apanho ninguém no caminho, hoje, do nada esbarrei num vizinho que me causou um tremendo susto porque não ouvi ruído algum e não estava à espera quando me voltasse estar ali alguém. Dou um salto tão grande que ele me olha com um ar espantadiço mas lá diz "Boa noite" e eu só balbuciei um "Desculpe" e virei costas envergonhada a pensar porque que é que quando me atrapalho sou tão desastrada.

Foste de boa a magra

Foi esta a boca que ouvi hoje de um menino lá do trabalho, assim, sem pudor! Eu sou mais para o petite mesmo, mas acho que fico bem com 52 kgs. Ora, as últimas semanas ( meses) têm sido de stress e problemas a dobrar. E se eu já pesava 50 kgs, este semana perdi mais 2, assim sem me dar conta. Portanto, contabilizo uns 48 kgs ( há uns 4 anos atrás pesei 46kgs e o meu pai, que não é nada de se preocupar, andava sempre em cima de mim porque achava que andava anoréctica). Como vêem eu não preciso de dieta para nada, basta darem-se assim uns stressizitos que posso comer tudo o que quiser e emagreço!! Oba não? Not! Entre magra e boa, como ele disse, prefiro estar boa mesmo. Portanto bora lá voltar às aulas de Tai chi e pilates para relaxar, que eu gosto mais de receber elogios e de me sentir com curvas ao invés de ossos.