terça-feira, 26 de julho de 2011

Amanhã

Vou ver isto aqui. :)
Esta música é objecto de análise nos exames em Cambridge! Fez-me lembrar os exames de português em que tínhamos que tirar todos os significados e figuras de estilos dos sonetos de Camões. Na época sabia aquilo de trás para a frente, sempre fui menina de 18 a português e tinha uma professora que, por preguiça suponho, usava o meu teste como correcção para a turma inteira. Não tivesse eu amigos porreiros lá e teria granjeado muitas simpatias! Adorava interpretação de textos, adorava os Maias a quem a maioria revirava os olhos e que nunca souberam apreciar. Sinto falta de lidar com palavras. Passei uma vida inteira em humanísticas para agora lidar com números. Não é justo e sinto que não pode ser só isto, tenho de encontrar uma forma de regressar às palavras, às significações latentes, às figuras de estilo. Vejam lá a autora e digam lá se não é uma bela letra? E uma bela crónica também! Aqui!


For you I was a flame
Love is a losing game
Five story fire as you came
Love is a losing game

Why do I wish I never played
Oh, what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game

Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand

Self professed... profound
Till the chips were down
...know you're a gambling man
Love is a losing hand

Though I'm rather blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned

Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tinha que ser


Esta era a minha preferida dela, a que deu o nome ao segundo álbum. Este desfecho já era expectável - afinal, há um limite para a quantidade de drogas e álcool que um corpo pode aguentar - , mas cai sempre como uma surpresa na verdade. A voz sobretudo, a voz de uma matrona negra de 50 anos naquele corpo frágil e franzino. Ainda que ela mal conseguisse dar um concerto, tenho pena porque com certeza, tivesse andado cá mais tempo, nos iria brindar com mais canções como esta. E só por isso, perdoava-se-lhe tudo.

Ouvido na rua

"País de pés-de-chinelo. Se soubessem que eu tenho descendência inglesa e italiana, só por isso deviam-se ajoelhar aos meus pés"

Ao ver uma senhora de 60 anos que saía de um autocarro: "Meu Deus, o que é que elas comem?! Olhem-me aquele rabo!"

Duas belas frases ditas pela mesma pessoa - uma senhora de 60 e muitos também- no espaço de 5 minutos. Auto-confiança e presunção não lhe faltavam de facto. Há pessoas a quem a idade nada ensina.

sábado, 23 de julho de 2011

Ontem foi assim...


E ouvir pela primeira vez esta música ao vivo com aquele final triunfante deixou-me com arrepios do início ao fim.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nunca pensei estar naquela situação que só tinha visto nos filmes. Eu nunca tive mais que uma constipação, raramente fico doente, compito com os homens no ginásio pelo número de flexões que consigo fazer. E mesmo assim, ali estava eu, sentada naquela cadeira à espera de ouvir palavras de alívio. Mas caramba, o google é quase uma escola de medicina e já sabia que com um indicador daqueles nas análises, coisa boa não podia ser.

Não sou pessoa de fugir a problemas, nunca fui. Mas pela primeira vez vou ignorar isto por completo. Recuso-me a fazer mais análises para detectar algo que, a ser verdade, não há nada a fazer, que pode acordar ou continuar adormecido. É engraçado porque, caso não estivesse a viver isto na pele, diria que quereria saber logo. Mas não, não quero saber de nada, quero saber o que sei, que me sinto bem, que não há historial, que não há motivo. O único sintoma que me aflige nem sequer é sintoma de nada e eu preciso de alguém que trate o que de facto tenho, não de andar à caça de um resultado num teste que, a meu ver, é engano. Só pode ser engano. A vida não pode ser assim tão má, eu nunca nos meus 27 anos tive indicador nenhum de que pudesse vir a ser tão cruel. Não é possível e hei-de repetir isto até que a minha cabeça e o meu corpo não me desobedeçam.


preciso de um bom dermatologista.

Mas mesmo daqueles que resolvem coisas que a maioria não tem ideia do que fazer. Alguém conhece algum que possa recomendar?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tinha um post rascunhado sobre os recomeços e sobre o facto de querer renovar a minha esperança e recomeçar uma nova fase. E, de um momento para o outro descubro que tudo isso pode ser roubado. Todos os outros problemas parecem bem pequenos agora, insignificantes, passo por todos os outros problemas de novo se isto for só um sonho mau. Do qual eu só quero acordar depressa.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O encontro com a penfriend

Já vos estava a dever este relato á muito. Não o escrevi antes porque estive de férias e desliguei um bocado de tudo, e esta semana tem sido caótica e a vontade de escrever não tem andado cá.

Resumindo, correu muito bem. Percebi que se vivêssemos perto seríamos provavelmente boas amigas e percebi também que só duas pessoas com empatia e gostos similares se poderiam escrever durante tanto tempo. Num certo sentido, a escrita requer até mais dedicação do que uma amizade ao vivo, porque se recebe menos em troca, requer paciência, requer vontade de querer continuar a saber daquela pessoa apesar dela não estar presente para ir tomar um café e desabafar as mágoas.


Ela é mais tímida do que eu estava à espera e, inicialmente foi o namorado que fez mais conversa. Levei-os a uma esplanada sobre o Tejo, que adoraram, e a jantar a um restaurante Alentejano. que ficou aquém das expectativas. Falámos das nossas cartas, das nossas confidências, perguntámos pelos pais e irmãos como se fossemos amigas de longa data a actualizar conversa. Falámos das diferenças culturais - eles não se cumprimentam com beijos no rosto e quando os ia para cumprimentar abraçaram-me desajeitadamente e sem saber que lado da cara cumprimentar primeiro -, abordamos estereótipos portugueses e britânicos, demoramo-nos sobre a comida ( pergunta-me: porque é que vocês aqui só bebem um bocadinho de café, não gostam ?!) E eu tenho que lhe explicar o conceito de um bom expresso).

A noite passou a voar e combinámos de nos encontrar em Outubro, se a minha viagem a Londres se concretizar. Os meus receios de não simpatizar com ela ou de não termos tema de conversa dissiparam-se ao fim dos primeiros 5 minutos e senti-me confortável, em casa , e não com alguém que acabei de conhecer.
Combinamos também retomar mais o hábito das cartas, que se perdeu depois da faculdade. E espero termos 60 anos e ainda trocarmos correspondência.


É já amanha!


Esperei quase 9 meses por este filme! O anterior deixou-me colada à cadeira em antecipação e não li o livro porque quero ver o final no grande ecrã.

A estreia é amanhã e não me importo de ser gozada - como por exemplo hoje no trabalho - por ser geek de Harry Potter e saber as terminologias que são quase uma outra língua. Adoro a saga e tenho pena que amanhã termine. Cresci com este filmes, os quais comecei a ir ver com a minha irmã e mãe ao cinema pelo Natal. Já consegui passar o bichinho a outras pessoas, não é E.?, e já desejei ir à Florida só para visitar os cenários do filme que por lá criaram no parque da Disney. Amanhã vou tentar estar na estreia - a única coisa que me pode impedir é os bilhetes estarem esgotados ou haver um exércitos de crianças e pré-adolescentes na fila do cinema