quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nunca pensei estar naquela situação que só tinha visto nos filmes. Eu nunca tive mais que uma constipação, raramente fico doente, compito com os homens no ginásio pelo número de flexões que consigo fazer. E mesmo assim, ali estava eu, sentada naquela cadeira à espera de ouvir palavras de alívio. Mas caramba, o google é quase uma escola de medicina e já sabia que com um indicador daqueles nas análises, coisa boa não podia ser.

Não sou pessoa de fugir a problemas, nunca fui. Mas pela primeira vez vou ignorar isto por completo. Recuso-me a fazer mais análises para detectar algo que, a ser verdade, não há nada a fazer, que pode acordar ou continuar adormecido. É engraçado porque, caso não estivesse a viver isto na pele, diria que quereria saber logo. Mas não, não quero saber de nada, quero saber o que sei, que me sinto bem, que não há historial, que não há motivo. O único sintoma que me aflige nem sequer é sintoma de nada e eu preciso de alguém que trate o que de facto tenho, não de andar à caça de um resultado num teste que, a meu ver, é engano. Só pode ser engano. A vida não pode ser assim tão má, eu nunca nos meus 27 anos tive indicador nenhum de que pudesse vir a ser tão cruel. Não é possível e hei-de repetir isto até que a minha cabeça e o meu corpo não me desobedeçam.


preciso de um bom dermatologista.

Mas mesmo daqueles que resolvem coisas que a maioria não tem ideia do que fazer. Alguém conhece algum que possa recomendar?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tinha um post rascunhado sobre os recomeços e sobre o facto de querer renovar a minha esperança e recomeçar uma nova fase. E, de um momento para o outro descubro que tudo isso pode ser roubado. Todos os outros problemas parecem bem pequenos agora, insignificantes, passo por todos os outros problemas de novo se isto for só um sonho mau. Do qual eu só quero acordar depressa.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O encontro com a penfriend

Já vos estava a dever este relato á muito. Não o escrevi antes porque estive de férias e desliguei um bocado de tudo, e esta semana tem sido caótica e a vontade de escrever não tem andado cá.

Resumindo, correu muito bem. Percebi que se vivêssemos perto seríamos provavelmente boas amigas e percebi também que só duas pessoas com empatia e gostos similares se poderiam escrever durante tanto tempo. Num certo sentido, a escrita requer até mais dedicação do que uma amizade ao vivo, porque se recebe menos em troca, requer paciência, requer vontade de querer continuar a saber daquela pessoa apesar dela não estar presente para ir tomar um café e desabafar as mágoas.


Ela é mais tímida do que eu estava à espera e, inicialmente foi o namorado que fez mais conversa. Levei-os a uma esplanada sobre o Tejo, que adoraram, e a jantar a um restaurante Alentejano. que ficou aquém das expectativas. Falámos das nossas cartas, das nossas confidências, perguntámos pelos pais e irmãos como se fossemos amigas de longa data a actualizar conversa. Falámos das diferenças culturais - eles não se cumprimentam com beijos no rosto e quando os ia para cumprimentar abraçaram-me desajeitadamente e sem saber que lado da cara cumprimentar primeiro -, abordamos estereótipos portugueses e britânicos, demoramo-nos sobre a comida ( pergunta-me: porque é que vocês aqui só bebem um bocadinho de café, não gostam ?!) E eu tenho que lhe explicar o conceito de um bom expresso).

A noite passou a voar e combinámos de nos encontrar em Outubro, se a minha viagem a Londres se concretizar. Os meus receios de não simpatizar com ela ou de não termos tema de conversa dissiparam-se ao fim dos primeiros 5 minutos e senti-me confortável, em casa , e não com alguém que acabei de conhecer.
Combinamos também retomar mais o hábito das cartas, que se perdeu depois da faculdade. E espero termos 60 anos e ainda trocarmos correspondência.


É já amanha!


Esperei quase 9 meses por este filme! O anterior deixou-me colada à cadeira em antecipação e não li o livro porque quero ver o final no grande ecrã.

A estreia é amanhã e não me importo de ser gozada - como por exemplo hoje no trabalho - por ser geek de Harry Potter e saber as terminologias que são quase uma outra língua. Adoro a saga e tenho pena que amanhã termine. Cresci com este filmes, os quais comecei a ir ver com a minha irmã e mãe ao cinema pelo Natal. Já consegui passar o bichinho a outras pessoas, não é E.?, e já desejei ir à Florida só para visitar os cenários do filme que por lá criaram no parque da Disney. Amanhã vou tentar estar na estreia - a única coisa que me pode impedir é os bilhetes estarem esgotados ou haver um exércitos de crianças e pré-adolescentes na fila do cinema

terça-feira, 12 de julho de 2011

A Câmara da Nazaré anda a vender Bambis

Bambis! Leram bem. Com aqueles olhos humanos que eles tem! Está o senhor a dizer na TV que são muito meigos e se deixam agarrar facilmente. E logo a seguir é comunicado que a venda está aberta a entidades credenciadas, tais como reservas de caça. WFT?!! Olha já um email de protesto a sair ali para a Câmara da Nazaré. Vender?! Se não tem espaço, que os dêem a parques naturais. Agora a crise é desculpa para tudo?! Malta, toca a mandar vir com esta gente, que isto é uma falta de escrúpulos e de coração.

geral@cm-nazare.pt

A Moody´s voltou a cortar o ating da Irlanda

sugerindo que peçam outro empréstimo ao FMI. Mas alguém ainda duvida que o plano é minar a Europa à base da especulação?! Esquecem-se é que uma crise europeia acabará por afectar também os Estados Unidos. Mas aliás, para que serve uma agência de rating a não ser para criar especulação e servir interesses?
Regressada de férias dei com este pedaço de mau caminho no escritório. Cara chapada deste actor, tanto que quando o vi julguei que tinha mudado de profissão e ingressado na alta finança. Mas depois abriu a boca para falar francês. Infelizmente só vem ao escritório uns dois dias por mês. Infelizmente mesmo, correm rumores de que joga noutra equipa...não tenho nada contra, mas ser gay agora é moda?! Ou uma praga contagiosa?! São cada vez mais!! É que as escolhas das mulheres, que sempre foram parcas, estão cada dia mais reduzidas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mais um lido entre 2 dias de praia e o comboio da linha...


"Pessoas normais. Pessoas normais sonham com a Camila Pitanga todas as noites, vestida de oncinha, mas têm vidas normais: boas escolas, crianças loiras, viagens, máquinas de café, Volvos, suvs, fodem diariamente os colegas que os fodem diariamente, acabam por criar blogues sobre bundas e vão viver num apartamento no Restelo, de onde vêem o Tejo e onde gostam de perguntar: «Vês o Tejo?». O Tejo, o Tejo das vaidades, o Tejo melancólico, o das sombras, o da classe média que gosta de ver o rio ao longe, limpo e azulado"

Aqui!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Eu esperava que, quando a decepção se tornasse maior que tudo o resto, o amor deixasse de existir. Pensava que a desilusão traria raiva e que esta apagaria o amor. Tudo para descobrir que, depois da tempestade, o amor ainda permanece. Ferido, quebrado, esmagado pelo peso de tanta mágoa. E assim aprendi que, o amor, quando é a valer, fica ali, maior que nós próprios, contra a nossa vontade. Sabemos tão bem que merecemos muito mais, muito melhor, sabemos que somos tão burros e tão estúpidos por ainda assim sentir, sabemos que a dor que nos causa vai deixar cicatrizes para a vida. E queremos não continuar a amar, não podemos.

Tudo inútil, o amor quando é a valer não se apaga nem se deixa apagar. Só o tempo, só um outro amor talvez.

A vida, por vezes, é uma professora severa de régua na mão a ensinar.