terça-feira, 31 de maio de 2011

Curtas sobre as eleições

1) Porque é que as televisões apresentam as notícias dos partidos por ordem de importância nas sondagens? Porque é que não pode ser o BE, por exemplo, a abrir o bloco de notícias sobre a campanha, e em de ser, invariavelmente, o PS ou PSD? E, nas televisões também, o silêncio sobre o facto de não terem dado espaço a debate aos partido minoritários e agora poderem vir a ser multados por isso. Um bocadinho mais de isenção senhores, por favor! Fazem-me sentir bem de já não fazer parte do meio.

2) O Passos Coelho anda a ganhar os mesmos tiques do Sócrates no que toca aos discursos. As mesmas pausas, as mesmas entoações. Ou então contrataram o mesmo coach. Lembre-se caro Passos, que muitas vezes é a diferença que faz ela própria a diferença.

3) Os candidatados devem andar todos chá de camomila com mel para acalmar a voz. Tudo afónico até ao final da semana seria bonito!

4) O Portas é o único que não se mostra embaraçado com o assédio público. Todos os outros, independentemente da experiência que tenham, não conseguem disfarçar o sorriso amarelo, o desconforto.

5) Alguém me explica o fascínio das velhotas que tem sempre que ir dar o seu beijinho? Será falta de beijos, será para aparecer na televisão?...é que tenho a certeza que quem quer que seja o político, elas vão a todos com o mesmo entusiasmo e apoio.

O poder de uma vírgula

Encontrei isto hoje no blog da ilustre Helena Sacadura Cabral, que é realmente uma das últimas grandes senhoras de Portugal. Adorei o texto e agora deixo aqui, leiam e façam vocês a última frase, a ver como caímos todos no mesmo resultado!

A Associação Brasileira de Imprensa faz uma bela campanha a propósito dos 100 anos da vírgula. Leiam com atenção:


Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Detalhes Adicionais:
COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...
Já aqui falei deste senhor, que foi meu antigo professor e que agora anda por aí alarmado e a alarmar sobre o caso da prisão preventiva da menina - que deve ser uma flor - que espancou cheia de vontade a colega mais nova. Vem o Dr. Marinho Pinto falar de danos psicológicos para a adolescente. Mas a adolescente já deve sofrer de danos psicológicos bem graves para partir para aquela violência toda e se calhar é um acto destes que lhe vai fazer pensar na vidinha e mudar de atitude no futuro. Já chega de país de brandos costumes em que a malta nova não tem respeitinho nenhum por nada nem ninguém. Não se pode prender os meninos porque são menores e ficam traumatizados, da mesma maneira que não se pode chumbar os meninos porque ficam traumatizados...oh, haja lá pachorra! Mas isto é só facilidades agora? Muito aplaudida a atitude deste juiz que a colocou em prisão preventiva. Tivessem todos tomates como ele na justiça e o sistema funcionaria muito melhor.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Safa-se a música

Apesar de ser protagonizado por dois actores que gosto bastante,não vale nada a perda de tempo. Aproveita-se a banda sonora!
Assistir ao resumo do dia da campanha eleitoral no telejornal é como ver uma novela. Tem drama, tem diálogos exacerbados, tem comédia e tem "bulhas", para usar a expressão de Passos Coelho. Que mais se pode desejar!?

I couldn't´have said it better

Quase preferia ser um pastel de nata sem graça, como as outras.

O que uma noite mal dormida tem que ver com o contrato social

As segundas feiras são sempre os dias em que durmo pior. Porque me deito mais tarde no fim de semana e acordo mais tarde também, ao domingo à noite nunca tenho sono à hora que devo. Consequentemente adormeço tarde e a más horas. Mas hoje, com esta chuva, era excelente dia para ficar na cama, quando acordei e ouvi a chuva a cair lá fora só apetecia inventar uma desculpa e não vir trabalhar.
Agora percebo porque - na universidade- ouvia sempre repetida a frase cliché de aproveita enquanto podes. Hoje seria um daqueles dias em que com certeza, faltaria ás aulas de manhã.Tive que tomar um café, que não me fez nada, seguido de chá preto que, aí sim, me despertou. A coisa está tão mal que já é a segunda vez esta manhã que vou ao WC só para me espreguiçar e tentar derrubar o sono! Todo o teu corpo te pode pedir por mais descanso, pouco importa, somos escravos do nosso dia a dia, do nosso trabalho, inventámos uma sociedade de nos oprime e torna para sempre obrigados a fazer o que não queremos. Ainda para mais, o contrato social tal como conhecemos de John Locke, praticamente não existe mais.

A ideia faz sentido: a sociedade trabalha para se manter coesa e proporcionar bens e serviços uns aos outros, para criar progresso e desenvolvimento, em troca o governo protege os cidadãos e proporciona-lhes benesses comuns em troca dessa organização. Segundo Locke, um governo que não dá nada em troca aos seus cidadão, coloca-se numa posição de anarquismo, de revoltas, o regresso ás trevas em que cada um faz o que lhe apetece porque nada tem a lucrar com o bem comum. No fundo, o sistema funcionava bem porque era um sistema de troca por troca. Mas quando não há nada para regatear de volta, porquê obedecer a regras que só nos prejudicam? Porque hei-de eu levantar cedo todas as manhãs e aguentar um trabalho que pouco prazer me vai dando para no final do mês me ver descontado tanto dinheiro do salário final? Dinheiro que é meu por direito, fruto da minha obrigação e que nunca mais vai reverter para meu benefício?! Dou tanto dinheiro a cada mês e em troca o que é que ganho? Transportes mais caros, um sistema de saúde moroso, dispendioso e pouco eficiente e uma reforma inexistente. Tanto dinheiro a sair, que mal sobra para o resto do mês e ainda tenho de pensar em começar um PPR, se quero ter um pé de meia para mais tarde. E um pé de meia tem de se começar cedo!
Isto faz algum sentido? Contribuir para o bem de outrem sem nada em troca a não ser a degradação da minha qualidade de vida? Não sou a Madre Teresa de Calcutá nem tão boa samaritana assim e acho que para isto funcionar como deve, como o verdadeiro contrato social, cada um de nós devia começar a recusar-se a pagar. Se todos o fizéssemos ele iriam fazer o quê? Colocar toda a gente atrás de grades? Caramba termos tanto poder e não haver ninguém que organize este poder todo de modo a obter resultados!

domingo, 29 de maio de 2011

Alimente esta ideia.

Eu já contribuí!

O que mais gostei foi a maneira como acaba

Aquela expressão deles os dois. O final em aberto que te deixa a pensar. E a Keira, que está realmente entre as minhas actrizes preferidas. Gosto de filmes assim, tão possíveis como a vida. Os diálogos são bons, os actores conseguem transparecer emoção e mostrar que o amor não é tão simples e linear assim.

sábado, 28 de maio de 2011

Eu e o São Pedro estamos de relações cortadas.

Da próxima vez que houver 85% de probabilidade de chover e, mais do que as previsões meteorológicas, veres as nuvens escuras no horizonte, não saias de vestidinho e sandália no pé, sim amiga?! E o mais ridículo? Tinha o biquini vestido por baixo, protector solar e o pareo para a toalha caso fosse ser o caso de a chuva não se concretizar. Aposto que durante a semana, quando tiver de passar 9 horas diárias dentro daquele escritório vai fazer um sol e um calor radiantes. Quando nem os santos são justos o mundo deve andar perdido mesmo....