Este fim de semana, em conversa com uma colega comentávamos os espécimes masculinos que se passeiam por aí. A típica conversa de desabafos femininos em que nos queixamos da vida de solteira e da dificuldade em conhecer rapazes interessantes, bem formados, giros, tudo isto num único pacote. Não os há, são tão difíceis de encontrar como os gambuzinos e, acaso encontramos algum, já está ocupado, claro! Há, no entanto uma espécie bastante abundante, a qual ela denominou de "última bolacha do pacote", expressão a que achei imensa piada porque nunca tinha ouvido.
E quem são essas pessoas? Pois bem, são todos os homens que andam aí, normalmente um bocado para o feiotes e sem grande coisa naquelas cabeças, mas dotados de uma grande dose de auto estima e persistência, a acharem que são a última maravilha do mundo. Encontro-os todos os dias, especialmente no trabalho. Há um aliás que me tira do sério: um baixote, careca, de dentes desalinhados, conversa da treta e odor a tabaco, cuja única virtude me parece ser apenas o seu enorme amor-próprio. Com ele não há negas que causem mossa, aliás o rapaz nem se apercebe da nega. Pode perseguir-nos no trabalho, insistir para ser nosso amigo no facebook, e quando recusamos o café na sua companhia a meio da manhã ou não aceitamos os milhentos convites do facebook, a espécie ainda nos confronta, a questionar se recebemos o seu 50º convite de amizade, se não vamos ao facebook, se estamos desligados das tecnologias, se temos namorado e, mesmo dizendo que temos, inventando um rol de namorados, a pessoa ainda nos vem perguntar directamente porque não queremos sair com ele. Amigo, não será óbvio ou é mesmo necessária a frontalidade de te dizer na cara? E como este exemplo está o edifício, e o mundo ao que parece, cheio. Alguém me diz o que aconteceu aos homens normais e, se, toda esta resistência não pode existir num tipo que valha de facto a pena, e que ande ali só com olhos para nós?!



