segunda-feira, 2 de maio de 2011

A última bolacha do pacote

Este fim de semana, em conversa com uma colega comentávamos os espécimes masculinos que se passeiam por aí. A típica conversa de desabafos femininos em que nos queixamos da vida de solteira e da dificuldade em conhecer rapazes interessantes, bem formados, giros, tudo isto num único pacote. Não os há, são tão difíceis de encontrar como os gambuzinos e, acaso encontramos algum, já está ocupado, claro! Há, no entanto uma espécie bastante abundante, a qual ela denominou de "última bolacha do pacote", expressão a que achei imensa piada porque nunca tinha ouvido.
E quem são essas pessoas? Pois bem, são todos os homens que andam aí, normalmente um bocado para o feiotes e sem grande coisa naquelas cabeças, mas dotados de uma grande dose de auto estima e persistência, a acharem que são a última maravilha do mundo. Encontro-os todos os dias, especialmente no trabalho. Há um aliás que me tira do sério: um baixote, careca, de dentes desalinhados, conversa da treta e odor a tabaco, cuja única virtude me parece ser apenas o seu enorme amor-próprio. Com ele não há negas que causem mossa, aliás o rapaz nem se apercebe da nega. Pode perseguir-nos no trabalho, insistir para ser nosso amigo no facebook, e quando recusamos o café na sua companhia a meio da manhã ou não aceitamos os milhentos convites do facebook, a espécie ainda nos confronta, a questionar se recebemos o seu 50º convite de amizade, se não vamos ao facebook, se estamos desligados das tecnologias, se temos namorado e, mesmo dizendo que temos, inventando um rol de namorados, a pessoa ainda nos vem perguntar directamente porque não queremos sair com ele. Amigo, não será óbvio ou é mesmo necessária a frontalidade de te dizer na cara? E como este exemplo está o edifício, e o mundo ao que parece, cheio. Alguém me diz o que aconteceu aos homens normais e, se, toda esta resistência não pode existir num tipo que valha de facto a pena, e que ande ali só com olhos para nós?!

Da notícia do dia

Ninguém acha estranho que o Mr. Bin Laden não tenha sido capturado para interrogatório e julgamento, como devia ter sido?! Não sei quanto à maioria da malta, mas eu gostava de ouvir o que o homem tinha a dizer, para além da versão do Estados Unidos que o pintaram como a encarnação do mal. Aliás, que raio de foto é aquela que publicaram em que mais parece que foi torturado e os olhos arrancados? Não sei mas, para mim, há qualquer coisa de muito estranho quando está o mundo inteiro a comemorar a morte do suposto maior terrorista da história, mas ninguém se questiona sobre uma captura? Especialmente quando há tanta dúvida sobre a veracidade da autoria do 11 de Setembro. Ainda para mais o corpo foi deitado ao mar?! Porquê?! Para quê eliminar provas e ficarmo-nos por um vídeo?
Talvez seja por ter estudado Jornalismo e achar que devemos sempre ter os dois lados da história, mas há aqui qualquer coisa nisto tudo que não me convence de todo!

domingo, 1 de maio de 2011

Sósia do William

A propósito do casamento real a Easy Jet promoveu um concurso para encontrar o casal mais parecido com o William e a Kate. De Portugal concorreu um rapaz que não acho particularmente parecido e que tem aparecido nos telejornais por estes dias. Qual a probabilidade de ontem estar a ver uma peça sobre ele e hoje dar de caras com o dito cujo no metro? Pois, pelos vistos elevada!.

Gosto tanto do mês de Maio



sexta-feira, 29 de abril de 2011

:)

É pelo vestido que todas queremos um dia destes

Para sermos princesas por um dia! Está linda, quero os dois vestidos!

And they lived happily ever after...

Estive a trabalhar mas passei a manhã a tentar espreitar o casamento real. Digam o que disserem tem qualquer coisa de conto de fadas a rapariga comum - bastante rica, mas comum - que casa com o príncipe depois de quase uma década de namoro. A noiva ia linda, eu pelo menos achei. Dentro do protocolo e de todos os constrangimentos reais escolheu um vestido que lhe assentava bem, de princesa! Ele, tímido e sem poder olhar para trás, sorria com os comentários que o irmão lhe relatava ao ouvido, enquanto ela caminhava rumo ao altar. Sem sequer a ver de alto a baixo não hesitou em dizer-lhe " You´re very beautifull". Parecem apaixonados. As más línguas dizem que ela é interesseira e o casamento é o selar de um longo plano que começou com a escolha da universidade em que soube que ele iria estudar. Que a mãe dela é interesseira e aconselhava a Kate a melhor maneira de o conquistar e depois, de o manter sobre a sua influência.

Eu gosto de acreditar na versão que diz que se conheceram como qualquer outro casal e se apaixonaram de facto, porque não vejo como alguém pode ser tão calculista durante tanto tempo e como William passaria 9 anos completamente vendado. A verdade é que é preciso gostar muito, mesmo muito, para aguentar os media, o protocolo, a cerimónia rígida e cronometrada ao minuto, os constantes julgamentos públicos. É preciso ter a certeza que quer aquele homem como nunca mais vai querer outro, porque senão não tem força para suportar tudo aquilo. E também, é claro, preciso gostar um bocadinho da ribalta, do olhar público, do glamour real. Amor ou interesse, eu gosto de achar que esta história vai ser como nos contos de fada em que o casamento dura a vida inteira e no fim foram felizes para sempre. Mas isso sou eu que sou romântica! Oh well, a girl can dream...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Como te explicar melhor?...

especialmente quando já entendeste? Que nome dar a quem nos tenta impedir de ser feliz?

Sabes os corações apertados demais? Quero tanto deixar o meu ir. Quero tanto. Deixar de tentar plantar flores em canteiros por ordem de cor, tamanho e beleza interior. Quero tanto parar de fazer contas. Deixar o dia correr e anoitecer e amanhecer e continuar a ser feliz. Quero tanto esquecer-me do que quero. Pôr de parte os planos feitos quando ainda não sabia nada sobre corações, nem sobre esse combustível que me percorre quando passas. Quero tanto deixar de ser e ao mesmo tempo sê-lo. Arrancar-me aos bocados e construir-me de novo, reorganizar o puzzle interior de emoções. Quero tanto parar o tempo e ao mesmo tempo deixá-lo voar. Entrar numa bola de sabão e não deixar bisturis de incerteza me tocarem sequer. Ser leve como uma bola de sabão e não querer saber de mais nada. Quero tanto ser feliz. Mas ser feliz só porque sim
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DAQUI!

Sócrates

Ontem o PM dava uma entrevista na TVI perante uma Judite de Sousa com muitas perguntas a fazer. O PM, como de costume, era rápido na resposta, não deixando, na maioria das vezes, a entrevistadora acabar sequer a pergunta. O que achei chocante foi a facilidade com que o senhor ex futuro ministro encarava as perguntas sobre os seus ministros demissionários: Jaime Gama e Luís Amado. Quando a Judite lhe pergunta quais os motivos das demissões, Sócrates mete-se à defensiva e refere várias vezes, como ele e os citados ministros são amigos. E aquela palavra, "meus amigos" foi ali empregada tanta vez, que me fez começar a falar sozinha frente à televisão. Não lhe passou pela moina, senhor PM, que o problema do país, deve-se ao facto de o senhor ter, na verdade, demasiados amigos? Que, mais importante que os ministros serem seus amigos, ou não se terem demitido por estarem contra a sua (des)governação, está o factor profissionalismo, isenção, vocação. Muito mais importante do que a amizade senhor PM.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Eu sou daquelas pessoas que, dependendo das alturas, tem imensas dificuldades em adormecer. Normalmente demoro mais de meia hora a cair no sono, tenho períodos de insónia ou acordo a todo e qualquer ruído ou luz que se acenda. No entanto, ao longo do tempo fui adquirindo a capacidade de conseguir dormir em viagens de autocarro ou avião. Uma grande evolução na minha espécie, sem dúvida. Porém, quando o dormir duas horas na viagem de autocarro me impede de dormir na noite anterior a regressar ao trabalho fresca como uma alface, a evolução da espécie passa a burrice. Ontem eram 2h da manhã e eu sem sono nenhum. Hoje, para mal dos meus pecados, tive uma apresentação de 1h30 e tive de fazer um esforço sobre-humano para não fechar os olhos. Esta noite, cama cedo!