terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Segunda feira


Humor de cão. Vida em pausa, hipotecada. Uma hora de ginásio para nada. Porque vou passar a noite a comer aqui as minhas amigas que já não comia desde Itália. Adoro estas wafers, são as únicas que realmente gosto.

A minha colega de casa...

Isto podia tornar-se uma rubrica frequente aqui do blog. A minha cara colega de casa é motivo de estudo, a sério. Há pessoas que eu não entendo.
A maioria dos fins de semana passa-os em pijama e a ideia de passeio dela é visitar ao domingo o Pingo Doce, seguido do Intermarché.
Desde que moramos juntas ainda só a consegui convencer uma vez a irmos tomar um café. Conversamos mas há pessoas de facto com quem a conversa não flui.
O pior é em casa: vive stressada com as coisas que, na opinião dela, estão fora do sítio.
Exemplos:
- Ainda estou eu a meio do jantar, já anda ela na cozinha a arrumar tachos e panelas e esfregões, os quais ainda vou precisar
- Se tenho molas no estendal - se as tenho lá talvez seja por um motivo - vai a correr tirá-las e arrumá-las no cesto.
- Tem fobia a cheiros, vai daí abre as janelas todas seja inverno ou verão, chova ou faça sol. Cheiros que ela diz que existem, mas eu não consigo detectar..aliás o único cheiro que detecto são os incensos e as carradas de velas perfumadas que ela agora mete no corredor. A janela da cozinha tem uma basculante para deixar entrar o ar. Como sou eu que me levanto sempre mais cedo - sim, a querida levanta-se todos os dias depois das 10h30 e ainda se queixa que dorme pouco - pedi-lhe para não deixar a basculante aberta á noite, porque de manhã apanho com o frio todo quando ainda mal acordei. O meu pedido resultou umas duas semanas..agora eu fecho aquela merda e ela espera que eu vá dormir para a abrir. De manhã a cozinha está gelada, claro. E eu á beira de cometer homicídio, que isto é de dar com uma pessoa em maluca.

Outra das coisa que me espanta é que continua a trancar a porta do quarto a sete chaves de cada vez que saí de casa, seja por 15 minutos ou o dia inteiro. Ontem quase estive para lhe perguntar se ela tem medo que eu lhe assalte o quarto, ou que vá lá cuscar mal ela sai. Ou isso ou esconde um cadáver lá dentro. Tento não levar a coisa a peito, mas não dá para não o fazer. E eu, que deixo o meu sempre destrancado, começo a pensar se não será melhor trancá-lo sempre. Porque se ela fecha o dela por receio que eu vá lá, certamente ela fará o mesmo no meu.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


Hoje fiz uma massagem e uma aula de body balance. Estava relaxadíssima, eu que vivo sempre com a tensão toda nos ombros. Mas depois, parvinha, fui fazer uma aula com murros, pontapés e pesos e estou de novo com os músculos todos contraídos. E dorida...é sexta à noite mas eu vou ficar de molho em água quente e vou cair na cama.

Ainda a propósito do Facebook

Acho que jogar a aplicação das perguntas que os nossos amigos responderam sobre nós pode ser perturbador. Um dos maiores embaraços da minha vida foi ter sido apanhada completamente nua, por acidente, por um rapaz- long embarrassing strory - Rapaz esse com o qual nunca tive muito contacto. Hoje abri a resposta sobre quem tinha sonhado comigo, e dou com o sim dele. Claro que a primeira coisa que me vem à cabeça foi esse já longínquo acontecimento que eu julgava já ter apagado da memória. Espero que o sonho não tenha nada que ver com isso e pergunto-me se não terá de facto sido sobre isso mesmo para o facto de ele se lembrar que sonhou comigo.
Mas antes de desistir de jogar aquilo, estou só à espera de ter créditos suficientes para saber quem disse que não tenho um sorriso bonito, que é das coisas que toda a gente me elogia, e que eu própria acho que tenho mesmo. Depois desisto, promise! Ah, e já agora saber quem disse que o meu traseiro não é jeitoso! Não sem antes dar porrada ao autor/a da resposta. Enfim, definitivamente tanta curiosidade pode ter efeitos nefastos e há coisas que prefiro não saber.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Da paixão e do amor

Hoje, a propósito deste post no blogue da Cate que citava o Fernando Alvim sobre metáforas com cães e gatos sobre a paixão e o amor, deram-m a seguinte resposta:

"Eu quero ser o teu gato com um cão dentro de mim"

E bastou para me deixar a sorrir!

O facebook tem um joguinho parvo em que podemos responder a perguntas sobre os nossos amigos da rede. Perguntas do género: se a pessoa é gira, se tem um rabiosque jeitoso ou se já tivemos alguma paixoneta pela pessoa Y ou Z. Não fazia qualquer intenção de perder tempo com isto. Mas, se quero conseguir ver o que responderam sobre mim - e não conseguindo controlar a curiosidade - sou obrigada a conseguir créditos, como?! Jogando. Ou "como controlar o público e meter a malta toda a jogar este questionário parvo só pela curiosidade em saber o que foi dito sobre eles".
O giro é realmente descobrir quem disse já ter tido uma paixão por nós, pessoas que não fazíamos ideias ou dar conta que este ou aquele estariam interessados em ter um "caso". A verdade é que as respostas são básicas: sim ou não apenas, e muitas vezes responde-se a correr na intenção de conseguir apenas os créditos para desbloquearmos as respostas sobre nós. Mas ainda assim tem o seu interesse ver o que as pessoas admitem sob uma capa de protecção virtual.

Uma boa notícia

Quero lá saber que faça parte da tradição do Japão ou que tenha propriedades medicinais. Sou contra e acho esta notícia muito bem!


Ginásio

Acho que desloquei uma costela na aula de body balance ontem. Saio de lá com todos os músculos alongados mas confesso que quando o professor diz para fazer força apenas e só no músculo abdominal e não na cervical, eu passo o exercício e tentar tirar a pressão da coluna, mas acho que o meu cérebro não sabe usar muito bem os músculos e troca-os todos. E descobri que relaxar, para mim, é um problema. Sobretudo naquela parte em que estamos a fingir ser uma árvore a esticar os ramos e o professor diz estas coisas com a maior seriedade possível, tenho de encontrar toda a força para não desatar a rir. Vai daí, músculos todos contraídos a impedir que me descabele a rir. Ás vezes acho aquilo um bocado parvo porque na verdade prefiro mexer-me mais e dar pontapés em coisas. - afinal não foi ao acaso que já fiz karaté - deve ser energia a mais acumulada...mas reconheço o bem que faz à postura e é por isso que me tenho dedicado a ser uma aluna aplicada...a ver se consigo chegar lá com a prática.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Parva que sou

Incrível onde esta canção já chegou. Eu gosto de Deolinda, mas esta canção em si nem sequer é muito cativante em termos de ritmo ou som...são só as palavras, mais que óbvias e não compreendo o frenesim à volta disto. Não é nada que já não soubéssemos há algum tempo. Mas fico contente com esta vaga de atenção. Vem agora a proposta óbvia de proibir estágios não remunerados. Já muita vez ouvi empregadores dizerem-se contra remunerar um estágio porque no fundo estão a contribuir para a formação daquela pessoa. Verdade, mas não deixamos de dar o nosso tempo e trabalho à empresa, e isso só por si já deve ser remunerado. O problema é que depois de formarem um, formam outro, e outro, mandando sempre o anterior estagiário embora...devem achar que fazem serviço público as empresas. A Ministra diz que a palavra escravatura é um exagero, eu acho que trabalhar sem receber é isso mesmo: escravatura.
Por isso sim, devia ser proibido por lei estágio não remunerados, e mais ainda as empresas que vivem à conta disso, onde toda a mão de obra são jovens não contratados, que ainda têm de pagar a alimentação e os transportes...nem o trabalho voluntário é assim , até este supõe que o trabalho é de borla mas que não deve haver despesas de alimentação e transporte para o voluntário.
Esta proposta vem tarde e a más horas e não vai ser aprovada, porque o Governo tem o apoio e os amigos em muitas destas empresas que lucram ao não pagar aos seus licenciados. Só tenho pena de sermos uma geração caladinha, contida...com a vida que temos no Portugal do século XXI está mais que na hora de saírem à rua e exigirem o que devia ser nosso por direito. Porque andam-nos a fazer passar por parvos mesmo, e nós a deixar.