segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Porque adoro ir a casa...e este fim-de-semna de 3 dias soube-me tão bem! :)



Apresento-vos o Lord, apanhado numa situação embaraçosa, e o Vadio!

Viajar por imagens


Adoro as paredes do meu quarto em casa dos meus pais. Estão cheias de memórias boas, estrelas cadentes, estantes com livros...é o sítio onde reúno tudo, porque isto de andar sempre a mudar de casa tem muito que se lhe diga. E gosto especialmente da parede dos postais, quase todos de sítios onde já estive, outros de amigos que me enviaram. Dou por mim a parar em frente a esta parede e ficar a olhar, a divagar, a recordar. Os últimos que coloquei foram os de Paris. Espero vir a ter muitos mais para afixar uns aos lados dos outros a encher-me a casa de memórias boas e nostalgia.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Corta-interesse

Ontem, tive de fazer uma viagem de autocarro de quase 4 horas. Na entrada da estação de Sete Rios cruzei-me com um rapaz giro e reparei nele exactamente por ser um daqueles pacotes all inclusive, do cabelo aos pés. Não pensei mais no assunto até entrar no autocarro e me dar conta que ele estava sentado no meu lugar. Lugar 29, junto à janela. Ainda olhei duas vezes a reparar se seria o mesmo rapaz, coisas destas só acontecem nos filmes.: agora é a parte em que ele mete conversa e depois fugimos os dois em direcção ao pôr-do-sol. Pois, ele até que meteu conversa, mas de cada vez que o rapaz abria a boca era um odor a tabaco e a podre - sim, a mim é mesmo isso que me lembra - que só acontece naqueles fumadores inveterados de muitos anos e que fumam dois maços por dia. Aliás, a última vez que fiz uma viagem de avião, calhou-me uma senhora do género, que só pelo facto de respirar me dava enjoo. Com o rapaz ontem foi o mesmo. Por isso, quando ele começou a perguntar se eu ia para Viseu e de que zona da cidade era eu respondi com uma palavra, coloquei os phones, olhei pela janela e fingi dormir. Que tragédia, tão giro mas já tão estragadinho!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Obrigada Mar

Foi graças a ti que descobri esta música. Ainda que já conhecesse Feist, tenho decididamente de aprofundar mais.
Cheguei à história dela através desta notícia É chocante e ao mesmo tempo um exemplo de força e coragem. Fez-me lembrar os livros de Kaled Hosseini, que tão bem descrevia o Afeganistão pós Taliban.
É revoltante, ainda mais para nós mulheres. Eu pelo menos imagino como seria se tivesse tido o azar de ter nascido numa sociedade assim. Imagino que ele deveria ter os sonhos e aspirações de qualquer menina de 12 anos quando foi dada em casamento. E acho inacreditável haver uma raça tão desprezível como esta, que se escuda atrás de um falsa lei religiosa para se sobrepor a outro ser humano em função do sexo. Para mim era fuzilá-los a todos, evitar que ensinassem esta absurdidade nas escolas para se erradicar de vez com a p**** desta mentalidade. É por isto que concordo com o título da revista Time: o ocidente ainda não pode sair do Afeganistão. É um crime contra a humanidade deixar aquele país ás mãos daquela corja desprezível de homens-bicho.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011


Eu quero ver este filme desde que soube que ele estava na calha. Porque é do Danny Boyle, porque tem o James Franco - ainda que tê-lo visto a beijar o Sean Penn em Milk me tenha arruinado um bocado a fantasia erótica - mas sobretudo porque é uma história verídica.
Depois leio notícias destas e penso: isto só acontece nos EUA, mas parece que agora também os espectadores da Austrália caem como tordos a ver a cena da amputação. Se não têm estômago desviem o olhar. Quando o for ver comunico se fui capaz de ver a cena até ao fim ou não. O que tenho a certeza que era incapaz de fazer era amputar o meu braço, acho que se aquilo me tivesse acontecido a mim, teria morrido naquela rocha.

Isto é revoltante. O sobrinho diz que, coitado, lá ia insistindo com o tribunal mas não tinha autorização pra arrombar a porta. Se houvesse alguém realmente interessado em saber o que aconteceu tinham arrombado o que fosse preciso, com ou sem autorização. Mas desde quando eu precisaria de autorização de coisa alguma para entrar dentro de casa de alguém que me fosse importante, acaso estivesse sem saber nada dessa pessoa. Cambada de amorfos, povo sem vontade, do "é pra amanha", do nem lá vou nem lá torno. Quando queremos alguma coisa de facto, fazemos o que for preciso, na hora. Sem justificações. Porque não as há e só tem um nome: desculpas esfarrapadas. Muito mais leal foi aquele cãozinho, um animal, que morreu provavelmente de fome, mas que nem por isso se serviu dos restos da dona. Animais somos nós.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Quando se gosta de alguém – mas a sério, que é disto que falamos – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. (…) Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. (…) Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.

Fernando Alvim

Encontrei este texto ali no cantinho do Alexandre e fez-me ficar a divagar sobre o Amor. Eu sou uma pessoa de extremos, para mim há coisas que são preto ou branco, sem possibilidade de escalas de cinzento ou intermédios. Normalmente sinto muito, com muita força no próprio instante. Sou impulsiva, excessiva, exagerada. Esta maneira de ser chateia muita gente, especialmente quem me é mais próximo e quem é diferente de mim na maneira de ser. Claro que nem toda a gente tem de sentir as coisas na mesma intensidade que eu. Percebo isso. Mas há um tema no qual não dou margem nenhuma de manobra. O Amor. Eu só concebo o amor sem condicionalismos, sem mas, sem se´s, sem nada que lhe seja maior ou superior. É o preto ou branco por excelência, o ama-me ou deixa-me. Eu só sei amar assim, e se não for assim é porque não gosto de verdade. O problema é que depois só aceito ser amada de volta na mesma medida. Sem nada no caminho, sem reticências, sem nenhum problema maior. Ou, se houverem problemas, com a coragem e prontidão de enfrentar todas as consequências.
Até há bem pouco tempo era feliz no meu amor, na minha certeza que viesse quem viesse nada nunca iria ser maior. A minha certeza de que era amada na exacta mesma moeda porque até ali talvez a vida ainda não tivesse desafiado para lá do razoável. O problema é quando essas certezas descambam, quando descubro que afinal há um monte de coisas que a outra pessoa vai sempre colocar à frente, que essa pessoa vai sempre andar em pézinhos de lá ao invés de se jogar do penhasco, como eu, ou junto comigo. O pior é saber que bastava sentir-me amada na mesma medida para saltar, sem hesitações, apenas saltar no vazio. É triste chegar a este ponto e, independentemente de todo o carinho e atenção que subsistem, estar a deixar-me ir porque dou conta de que há demasiadas escalas cinzentas. Há muitos recuos, muitos medos, muitos dias em que não dá jeito, muitos inconvenientes, muitos atrasos, muita falta de oportunidade. O amor é urgente e inadiável. E é corajoso. Arrojado, egoísta na sua própria preservação. Quer tudo ao mesmo tempo e de uma vez só. Não consigo admitir escalas de cinzentos na minha ideia do amor. Porque posso abdicar de muita coisa, mas nunca da maneira como acho que o amor deve ser. Porque se não for tudo isto, tudo o resto é uma imitação. E nada vale realmente a pena.

When music says it better


When the tears come streaming down your face,´cause you loose something you can´t replace
When you love someone but it goes to waste...what could be worse?!