segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

Love and other Drugs

Ora aqui está um filme cuja tradução para Português poderia ser a tradução literal que ficaria bem melhor do que o piroso "O Amor é o melhor remédio". Vi-o ontem à noite enquanto fazia tempo antes de sair para o Bairro. Fui sozinha, e calhei de ficar sentada ao lado de um quarentão desacompanhado que deve ter achado que, se eu estava ali só, a um sábado à noite, devia procurar companhia. Homens do país, não sejam redutores ao ponto de assumirem o cenário mais básico de todos ok? Poupam-se ao ridículo e poupam a desgraçada do lado aos comentários parvos de quem só quer estar sossegada. Ainda para mais o filme tem um monte de cenas de sexo e lá estava aquela figura do lado, com ar rançoso e a querer manter conversa à força toda.

Gostei do filme, mas foi a vez que saí mais rápido da sala de cinema, nem esperei sequer pelo início dos créditos, não fosse a figura seguir-me. É divertido, os actores têm química e são um colírio para os olhos - Jake para as meninas, Anne pros meninos - vê-se muito bem e faz-nos pensar. No final fica a verdade da frase que a personagem masculina diz a fechar o filme: qualquer coisa como "existem milhões de pessoas no mundo com quem nos cruzamos e que não nos dizem muito ou quase nada mas depois aparece uma, uma pessoa apenas que é capaz de mudar o nosso mundo inteiro"

E, na verdade eu nunca estive sozinha na sala de cinema porque àquela hora , a um oceano de distância, estava essa pessoa única a ver o exacto mesmo filme.

A melhor casa de Lisboa

Quais as probabilidades de numa mesma noite ter um cromo no cinema a dizer-me que Deus é mulher e que não é coincidência eu estar ali sentada do lado dele, incomodando-me a cada 15 minutos de filme e, horas mais tarde ter o tipo dos Pastéis de Nata a fazer-me um arranjinho com um amigo dele?! E eu, que na minha boa fé achava que a expressão do título deste post foi dita com referência ao bar em questão. Mas, da mesma maneira que em Lisboa a palavra " esgalhar" - que eu utilizo com frequência quando está a chover muito e que lá em cima é normalíssima, aqui tem uma conotação bem diferente - parece que também a frase acima citada tem um teor mais sexual...só gente depravada a malta lisboeta pá!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Rescaldo da semana


Foi uma semana de m****. Na segunda-feira já estava desejosa que fosse sexta e, 5 dias depois já sei que vão sobrar problemas para a semana que vem. Enervei-me, dormi mal, tive alturas em que apetecia bater com a porta e sair dali na hora, tive ataques de choro quando finalmente chego a casa e posso descambar depois de 8 horas em que tenho de manter a pose.

Lembrei-me de como é fazer algo que gostamos, ter prazer em acordar de manhã, ter prazer com o trabalho que executamos. Já não me lembro da última vez que isso aconteceu. Sinto falta de quando trabalhava no jornal e os leitores telefonavam para a redacção a perguntar por mim, sinto falta de saber que todos os dias seriam diferentes, de chegar lá, ter a estória, escrevê-la na redacção e saber que era um trabalho bem feito. De poder interpretar. Esta semana fui repreendida duas vezes porque, segundo a minha chefe, interpretei o conteúdo de um e-mail, ó pecado mortal! Sinto falta de ser mais eu, de não sentir que me prendem ao chão e me transformo numa pessoa que cada vez mais não reconheço. E tenho medo, porque a verdade é que não sei como escapar disto.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

And the Oscar goes to...


Dos nomeados aos Oscars deste ano ainda não vi quase nenhum dos filmes. Estou desde que vi o trailer em Setembro em pulgas para ver o Black Swan e o True Grit.
O único que vi foi o Toy Story e o The Social Network. Que, sendo um bom filme, é aborrecido de morte e não vejo o mérito de ter ganho os globos de ouro e muito menos se ganhar o Óscar. Aliás, não entendo este fenómeno do Facebook, que não é mais que fruto de uma boa estratégia de marketing. Antes do Facebook tínhamos o HI5 que era basicamente a mesma coisa, só não se iniciou nos EUA nem teve o génio do Napster por trás a vender a ideia. É tudo uma questão de vendas afinal. Quanto ao Toy story gostei mas também não lhe daria o Óscar. À frente dele está o "How to train your dragon," que achei genial, mas para o qual também existe a categoria "melhor filme de animação"
Não entendo a polémica à volta do financiamento das escolas privadas. É tão simples: escola PRIVADA. Got it?!
Porque raio tem o Estado de financiar uma escola privada. Eu nem fazia ideia que isto acontecia. Que sentido tem nós todos andarmos a pagar o colégio aos pais dos meninos que não querem ir para escolas públicas, essas sim merecedoras de todo o financiamento estatal? País de trafulhas este nossa cantinho.

Amigos amigos, negócios à parte...

Tenho um colega que já não vejo há uns bons anos e com o qual raramente falo, que me pediu para fazer uma tradução de italiano para português. Cerca de 30 páginas, para estarem prontas até ao início de Fevereiro. Que me pagava o trabalho, etc. Pedi-lhe para ver o texto em causa antes, até porque o meu italiano anda bastante enferrujado e, depois de me ter certificado que seria capaz de tomar conta do assunto, disse-lhe então que o faria e questionei quanto estava a pensar pagar. Respondeu-me que não tinha ideia do valor mas mesmo assim disse-lhe para me enviar tudo então e que veríamos o pagamento depois....até hoje...não enviou os ficheiros nem disse mais nada.
Suponho que deve ter achado que eu não iria querer nada pelo trabalho. Mas primeiro foi ele que ofereceu, depois estaria a ocupar o meu tempo para ter aquilo pronto até ao deadline,e, por último, ele é um colega apenas, não um amigo a quem fizesse o favor ou estivesse certa que o favor fosse retribuído caso necessário. Confesso que ainda me senti mal a perguntar pelo valor do pagamento, mas de facto estas coisas pagam-se. Se ele fosse alguém mais próximo, ou até se tivesse pedido com jeitinho, talvez lhe fizesse o valor, mas se quer apenas não dizer mais nada como se nada tivesse ocorrido, fine by me...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Haja qualquer coisa no panorama televisivo para animar o jornalismo pós-eleições

Chego a casa derreada do ginásio, ligo a TV e fico desperta na hora com as notícias do dia:

1) O Bibi afinal foi drogado e coagido pela polícia e a casa Pia foi uma grande mentira que ele foi forçado a corroborar, tadito!

2) A namorada do Euromilhões, descontente com a decisão de senso comum interplanetário decretada pelo tribunal ao fim de não sei quantos anos, decide recorrer da mesma e partir para nova aventura judicial. Bota de pôr os milhões mais uns anos no congelador. Será que ganha mais juros se estiver no meio de uma disputa legal?!


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ainda as eleições...e o meu narcisismo.

Descobri que realmente as sondagens pré-eleitorais têm muito mais peso do que eu julgava. Ontem, no local onde fui votar, ouvi por mais de duas vezes o comentário "Eu até estava inclinado a votar no candidato X, mas as sondagens dizem que nem vai ter 10%, pelo que nem vale a pena". Não sou nada de pensar assim e julgava que a maioria iria votar em quem quisesse independentemente das sondagens. Porque afinal de contas se nos deixarmos influenciar a achar que não vale a pena é já meio caminho andado para cumprir o resultado da sondagem. Este tipo de pensamento é mesmo típico português e não me revejo nada nele. Mas também, em pequena nunca fui de beber coca-cola quando toda a gente bebia porque era fixe. Sempre fui mais do género, gosto/não gosto, concordo/não concordo, pela minha própria cabeça e sem deixar influenciar por ninguém. Confesso que tenho um feitiozinho muito "senhora do meu nariz", mas - e isto agora vai ser muito narcisista - era bem melhor que todos fossem um bocadinho mais assim e já não havia riscos de sondagens "encomendadas" afectarem resultados presidenciais.