Ontem em conversa com uma colega de trabalho notei que ela tinha um panfleto da campanha do Fernando Nobre às eleições e perguntei-lhe se estava a pensar votar nele. A resposta surpreendeu-me..."ah, não sei, mas talvez porque a senhora que me deu isto foi muito simpática". Essa minha colega tem a minha idade, é uma pessoa formada e não esperava esta resposta, porque julgo sempre que pessoas com um bocadinho de cabeça não se deixam influenciar por simpatias ou marketing descarado. Mas talvez esteja redondamente errada e daí o motivo porque se gasta tanto dinheiro em marketing político.
No entanto não tenho nada a dizer do Fernando Nobre, é o único que me parece diferente de todos os outros, políticos de profissão e viciados no jogo de influências. Há 5 anos atrás votei Manuel Alegre por julgar que o poeta se confundia com o homem, que seria de princípios e força. Mas quando ele se recusou formar o próprio partido, apesar do apoio popular, decepcionei-me com a imagem que tinha do senhor. E nestas eleições ele está igual a todos os outros: acusação atrás de acusação, sem nenhuma ideia benéfica ao país. A meu ver não vem bem nenhum de andar a dizer que o Cavaco é isto ou aquilo. Isso é o que fazemos na escola primária quando não gostamos da colega do lado. E Fernando Nobre foi o único até agora que ainda não entrou nesse jogo e que disse o que penso " não estou aqui para acusar ninguém, estou aqui para discutir como podemos melhorar o país" . O que, na figura principal de estado é tudo o que se espera.






