"A receita do governo para flexibilizar o mercado do trabalho é notável. À falta de melhor explicação, eis o que se passa: um trabalhador por conta de outrem que assine um contrato de trabalho, após a nova medida entrar em vigor, vai ter um salário mais baixo. Porquê? Porque a empresa que o contratar vai reflectir o novo custo - a contribuição para o fundo das compensações em caso de despedimento - na remuneração mensal do colaborador. Isto significa, na prática, que os cidadãos financiam uma espécie de imposto, disfarçado pelo nome "contribuição patronal", para cobrir parte dos custos do seu eventual despedimento. O "desconto", como a ministra Helena André disse, sai da massa salarial. Se os trabalhadores se reformarem, ou mudarem de emprego, a dita "contribuição patronal" - repercutida no salário - regressa à empresa. Genial, não é? "
por Carlos Ferreira Madeira, Publicado no I de hoje
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
The Definitive Depp

A Vanity Fair deste mês vem com um artigo bem quente para aquecer este Inverno. Johnny Depp em retrospectiva. Folheie-o na pausa do café e alegrou-me logo o dia chatérrimo que tive. Não é por acaso que este senhor é um consenso entre as mulheres!
Odeio falar de trabalho durante a hora de almoço . Odeio colegas que adoram fazer intrigas, falar mal deste e daquele e comentar tudo com uma segunda intenção. As alarmistas, as exageradas. As chatas. As maldosas. E onde eu trabalho só há gente desse género: 4 belas espécimes femininas no seu pior. Não podia estar mais ansiosa por Março!
Já irritam
As notícias e os alertas vermelhos e amarelos por causa do frio. Os termómetros vão baixar até aos 3 graus?! Uau! Não será normal visto estarmos em Dezembro!? Ode às hipérboles!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Work
Eu entrei no meu trabalho actual um bocado por acidente. Concorri para uma vaga em comunicação, fiquei feliz da vida quando passei os testes todos mas, no final da avaliação, de facto, na última entrevista de todas quando me fizeram a típica pergunta de "onde se vê daqui a 5 anos"? - como eu odeio essa pergunta, mas por ser esperada já tenho uma resposta-tipo - e eu comecei a debitar previsões foi-me informado que a vaga para a qual eu pensava que estava a concorrer até ali já não estava disponível. Assim. E logo de seguida, sem dar tempo para pensar sequer perguntam " ainda está interessada?" pois, já que estou na entrevista final e passei a enormidade de provas que me fizeram, pois que remédio, estou interessada porque não tenho mais nada em vista, mas que rude golpe não ser na minha área! Bem vistas as coisas não tudo é mau claro! Pela primeira vez na vida tenho um contrato de trabalho, com seguro de saúde, subsídio de Natal, férias e ainda ganhei mais uma experiência internacional, o que é sempre bom para quem pretende voltar a trabalhar no estrangeiro. Mas isto não é, de todo, aquilo que quero fazer a vida inteira. Não sou uma pessoa de números, de detalhe e pormenor, de procedimentos. As minhas colegas dizem que vivo no mundo da lua, o que é verdade, porque o que gosto de fazer é criar, não seguir procedimentos e olhar aos mínimos detalhes que me passam ao lado.
Por isso vou esperar para completar um ano de trabalho - em Março - para começar a enviar Cvs, e entretanto tentar investir em mais formação relacionada com o que de facto gosto. Jornalismo é cada vez mais um sonho distante, especialmente da maneira como o experimentei no JN, onde fazia reportagem diária e os dias nunca eram iguais. Foi há tanto tempo já, mas sei que era boa no que fazia e era algo que me deixava feliz, e não posso dizer isso dos últimos trabalhos que tive. A verdade é que é muito difícil viver do Jornalismo, ainda para mais de imprensa, que é o que me faz vibrar. Mas se deixar cair este quase impossível sinto que perco por completo a minha identidade. And I can´t have that.
sábado, 11 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Como uma semana pode passar a voar

Cafés e conversas com amigos, caras conhecidas e afáveis que não via há demasiado tempo. Poder ter, finalmente, mais do que conversas de circunstância. A cidade fria a chamar o Natal. A lareira todas as noites, o sofá da sala. O alpendre. O meu quarto tão grande e tão cheio de mim, todos os meus livros, cd`s, roupas reunidas...a minha parede de postais de todos os sítios onde já passei. Sentir-me bem, em paz, sentir-me em casa. Ver filmes com tempo, não usar relógio. Deitar tarde, dormir até tarde. Afagar o meu gato, cozinhar com gosto porque não sou a única pessoa que vem para jantar. Ler. Ter tempo para escrever. Abrir baús com calma para me perder nas minhas recordações. Relembrar quem sou e o que quero. Ter tempo. Tempo para mim, para descobrir novas músicas e filmes, para me pensar, para me recuperar. Ouvir música. Cantar a plenos pulmões sem medo dos vizinhos. Comer uma tablete de chocolate inteira sozinha e sem remorso, só porque estou de férias e mereço e porque estou no sofá enrolada numa manta e desde Abril que não passo tempo num sofá. Dançar descalça no chão de madeira. Conduzir. Cantar junto com o rádio do carro enquanto carrego no acelerador. Fazer a árvore e lembrar-me que gosto desta época e não tenho porque não gostar este ano. Porque ainda sou eu aqui, inteira, plena e com todas aquelas coisas essenciais que me compõem. Lembrar-me de quem era e que não mudou assim tanto. Entrar de novo na minha própria rota e fazer as coisas apenas por mim. A partir de agora serei eu mais egoísta e individualista. Até estar forte como dantes. Forte como ninguém, ninguém, vai conseguir alterar.
Porque não senti falta do meu trabalho nem tenho a mínima vontade de regressar
Passei a semana inteira a receber sms e e-mails de uma colega a relatar as peripécias de trabalho durante esta semana. Muito zelosa a minha colega, certo? Mas primeiro que tudo, eu não perguntei nada quem quero saber das intrigas que por lá continuam, segundo não gosto de abrir a minha caixa de email e deparar-me com um mail diário a descrever as invejas, bocas e ataques pessoais daquela equipa. Não fosse por essas intromissões nem o trabalho nem as colegas me teriam passado uma única vez pela cabeça durante esta semana. Se saísse de lá hoje não olhava para trás. Ainda tenho esperança de um dia tirar prazer do meu ganha pão e, mais e igualmente importante, sentir falta das pessoas.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Finalmente cheira a Natal cá em casa





Este ano ando sem grande espírito natalício, que costume ser a minha época preferida do ano. Ainda não comprei um único presente, não tenho ideias nem vontade de ir atrás de presentes e para fazer a árvore este ano demorou mais do que o normal. Mas aqui está ela finalmente. E como sabe bem estar em casa!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
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