Então a Comissão Europeia agora vem dizer que Portugal, de modo a combater a crise, tem de rever os despedimentos por justa causa e baixar as indemnizações pagas nesses casos. Pois, está certo, a crise deve-se totalmente aos pagamentos derivados dos despedimentos por justa causa, faz todo o sentido. Não sei onde a velha Europa - a do Estado Social - vai parar com políticas destas.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Um dia destes
acho que me passo da marmita com a minha colega de casa.
Além de implicante, na sexta-feira irrompeu-me pela casa de banho adentro depois de um "posso entrar?" ao qual ainda não tinha tido tempo de dar resposta de tão súbita que foi a entrada.
Depois, além de querer tudo à maneira dela - inclusive perguntou-me hoje quando estávamos na cozinha, se queria a água para lavar a loiça "assim quente". Ora pois, se a estou a usar assim é porque é exactamente assim, e porque raio é que ela tem que se meter?
Dividimos os líquidos de limpeza da casa. Da última vez comprei eu, desta comprou ela. Quando foi a minha vez faltou de me dar uns 60 cêntimos, ao qual não me importei. Desta vez, colocou-me o talão e sublinhou que faltavam 30 cêntimos. Não lhos dei como é óbvio!
Dividimos os líquidos de limpeza da casa. Da última vez comprei eu, desta comprou ela. Quando foi a minha vez faltou de me dar uns 60 cêntimos, ao qual não me importei. Desta vez, colocou-me o talão e sublinhou que faltavam 30 cêntimos. Não lhos dei como é óbvio!
Além disso agora, encharca-me o ar da casa inteiro com incenso. Incenso desde que chega até que se deita e se espalha por todo o lado! Ela até me perguntou se me importava, mas quando me perguntou o que estava a usar era fraquinho, e a minha resposta consistiu em dizer "desde que não tenha um odor muito forte". E esta semana vai e muda para um super forte. Ora, se não é para me encher a paciência não sei porque será.
domingo, 28 de novembro de 2010
Ajuda-me a esquecer-te
Hoje andei a passear aqui.Que apesar de já ter terminado, ainda me faz voltar lá a rever textos. Mais um texto despudorado, verdadeiro. Que me assenta hoje e agora, porque é o que eu quero também e ele não deixa. Se continuar do outro lado a apelar ao impossível, ao irreal, ao optimismo ingénuo da criança que ainda parece ser. É uma ingenuidade cruel até, ser deixada sozinha perante a crueza e a loucura de tudo. Enquanto que ele ali está, como se vivesse num outro mundo, a dizer que tudo é possível. Não é. E sim, é tarde de mais.
"Preciso que me ajudes a esquecer-te, que ponhas mãos à obra, que faças qualquer coisa que se veja. Preciso que pegues no batente, que te esforces um bocadinho, que dês à manivela, que carregues no botão, porque é imperioso esquecer-te. Diz-me que sou feia, que estou velha, que sou tola; diz-me que é ridículo, este amor enganado, impossível, desnecessário, incómodo, que já dura muito para lá do que é aceitável. Atira-me com todo o desprezo que tens à cara, toma balanço, como se uma tarte de natas num filme mudo; deita-me a língua de fora, vira-me as costas, escarnece. Por favor, escarnece. Diz-me que sou absurda, desmesurada, desregulada, que não tens paciência, que estou doida. Encolhe os ombros com enfado, isso, assim. Repete que não me queres ver, ri-te, com pena, encharca-me de pena, olha-me como se eu um cachorro abandonado, que é o que sou. Enxota-me, repete, paternalmente, com asquerosa condescendência, que já não tenho idade, que são coisas de miúda, que devia ter juízo, que não tens tempo nem condições para atentares nos meus desejos vãos de louca varrida. Manda-me passear, bugiar, dar uma volta ao bilhar grande, ver se estás na esquina, que me dás um tiro. Diz-me que te maço, que não me queres por perto, que talvez uma providência cautelar. Manda-me correr para a esquina, que eu irei. Manda-me, que eu irei. Ajuda-me a esquecer-te, que não estou de todo preparada para te amar até ao fim dos meus dias, que grande chatice me foste arranjar, agora, resolve-a, faz qualquer coisa, ajuda-me a esquecer-te."
"Preciso que me ajudes a esquecer-te, que ponhas mãos à obra, que faças qualquer coisa que se veja. Preciso que pegues no batente, que te esforces um bocadinho, que dês à manivela, que carregues no botão, porque é imperioso esquecer-te. Diz-me que sou feia, que estou velha, que sou tola; diz-me que é ridículo, este amor enganado, impossível, desnecessário, incómodo, que já dura muito para lá do que é aceitável. Atira-me com todo o desprezo que tens à cara, toma balanço, como se uma tarte de natas num filme mudo; deita-me a língua de fora, vira-me as costas, escarnece. Por favor, escarnece. Diz-me que sou absurda, desmesurada, desregulada, que não tens paciência, que estou doida. Encolhe os ombros com enfado, isso, assim. Repete que não me queres ver, ri-te, com pena, encharca-me de pena, olha-me como se eu um cachorro abandonado, que é o que sou. Enxota-me, repete, paternalmente, com asquerosa condescendência, que já não tenho idade, que são coisas de miúda, que devia ter juízo, que não tens tempo nem condições para atentares nos meus desejos vãos de louca varrida. Manda-me passear, bugiar, dar uma volta ao bilhar grande, ver se estás na esquina, que me dás um tiro. Diz-me que te maço, que não me queres por perto, que talvez uma providência cautelar. Manda-me correr para a esquina, que eu irei. Manda-me, que eu irei. Ajuda-me a esquecer-te, que não estou de todo preparada para te amar até ao fim dos meus dias, que grande chatice me foste arranjar, agora, resolve-a, faz qualquer coisa, ajuda-me a esquecer-te."
Tu já me arrumaste no armário dos restos
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo
tu és ainda o meu relógio de vento
a minha máquina aceleradora de sangue
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?
- Isabel Meyrelles -
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo
tu és ainda o meu relógio de vento
a minha máquina aceleradora de sangue
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?
- Isabel Meyrelles -
sábado, 27 de novembro de 2010
Não pensei vir a gostar tanto deste livro e rever-me nele
"I can see where cultivating a measure of intelligent detachment in your life can be a valuable instrument of peace. I got to thinking about how much time I spend in my life crashing around like a great gasping fish, either squirming away from some uncomfortable distress or flopping hungrily toward ever more pleasure. And I wondered whether it might serve me - and those who are burdened with the task of loving me - if I could learn to stay still and endure a bit more without always getting dragged along on the potholed road of circumstance"
In Eat, Pray, Love
In Eat, Pray, Love
Exausta
É como me sinto depois de 3 semanas com um só dia de descanso. Hoje acabei a formação que estava a fazer e estou feliz por voltar a ter os fins-de-semana completos para dormir até tarde, passear e fazer nada, basicamente. Agora só tenho que aguentar mais uma semana de trabalho e depois...férias :) uma pequena semana de férias de toda esta rotina.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio da noite vazia
Numa boémia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você.
Vinícius de Moraes
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio da noite vazia
Numa boémia sem razão de ser
Na rotina dos bares,que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você.
Vinícius de Moraes
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Harry Potter

Não acredito que vou ter de esperar 8 meses para saber o final! Não li o livro para poder ficar neste suspense masoquista. Este filme é negro, pesado, mas está muito bem conseguido e, mais uma vez a fotografia de Eduardo Serra consegue fazer milagres e transportar-nos ainda mais para dentro daquele universo mágico.
E os miúdos, como cresceram! Nem acredito que já se passaram 10 anos!
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