
Não li o livro. Desconfio sempre muito quando há uma febre enorme á volta de certos fenómenos e depois de ver o livro anuncio na Oprah mais de 20mil vezes, Fui ver pela curiosidade de ser uma estória real, baseada na experiência de uma mulher em busca de si mesma. Não gostei por aí além do filme. A parte italiana é uma das melhores do filme, rica visualmente e a fazer salivar os espectadores. Mas o resto podia ser melhor explorado, sobretudo na parte inicial em que vemos uma Liz Gilbert insatisfeita com a sua vida, mas sem que a narrativa se detivesse demasiado a explorar essa insatisfação. Ela parece encetar a ideia da viagem quase por um capricho, após o novo namorado dar sinais de que começava a estar cansado dela. Mas a verdade é que, não lendo o livro, não posso criticar o filme aí por diante.
Também eu adoraria tirar um ano sabático de descoberta de mim mesma, de reavaliação. Infelizmente não sou uma americana bem sucedida que se pode dar ao luxo de gastar todas as poupanças quem tem para viajar e meditar durante um ano. Aliás, quem se pode dar a esse luxo?
O mais pungente no entanto, são as coincidências e acasos de uma estória real, em que a busca pelo amor, ou o encontro do amor como ponto de equilíbrio, está no centro de tudo e movimenta tudo.
A vida é afinal as pessoas que encontramos, que cruzam o nosso caminho. E o que dá sentido á vida é ter alguém com quem a dividir, é ter algo que nos faça suportar a rotina incansável dos dias e das semanas que, na sua maioria, passam iguais, uneventful.













