domingo, 15 de agosto de 2010

Rain drops keep falling on my head...

e não me consigo conformar com o tempo que faz em Paris, em Agosto. Ainda não houve uma semana de verão seguido e a minha pele, o meu corpo, o meu espírito soretudo, tudo pede verão, sol, praia...Tenho o armário cheio de vestidinhos que ainda não usei.

Hoje esteve um temporal o dia inteiro, o dia perfeito para ficar em casa. Conseguisse eu ficar um dia inteiro fechada no meu quartinho de hotel. Saí de casa durante umas 3 horas e cheguei encharcada. Ai, as saudades de coisas tão simples como um sofá, uma estante com os meus livros, uma sala...

Versailles












Não tenho palavras para adjectivar Versailles. Talvez baste dizer que tirei para cima de 500 fotos em cerca de 7 horas. É fenomenal e grandioso em todos os aspectos, dos jardins aos palácios, à aldeia da Marie-Antoinette. Tive a sorte de apanhar um dia (maioritariamente) de sol, deu para passear, bronzear, andar de barco a remos no grande canal e ver as coisas mais significativas. Ainda que precisasse de mais uns 2 ou 3 dias para ver tudo com calma e a vontade seja regressar. A parte que mais gostei foi talvez o domínio de Marie-Antoinette, o ela ter conseguido criar um local tão acolhedor e rural para escapar aos formalismo da vida na corte. E a fonte de Apolo. É poderosa! Depois de a ter visto em tantas imagens e no cinema, nada se compara a estar defronte a ela e sentir toda aquela imponência.
Domingo, 15 de Agosto. O que fazer em Paris num dia de chuva em que mais parece Outono já?!

sábado, 14 de agosto de 2010

Encontro de Bloggers

Esta menina é uma simpatia na vida real! Tal como no blogue, what you read is what you get! Eu já sigo o blogue dela há uns 3 anos, bem antes de pensar sequer em começar um meu. Quando vim para Paris pensei a quem poderia perguntar coisas de teor práticao sobre a vida cá e, não conhecendo ninguém que tivesse morado na cidade, lembrei-me de lhe enviar um e-mail com várias perguntas. Recebi resposta quase imediata e um monte de dicas. Achei-a muito acessível e ficamos de nos encontrarmos por cá. Trocamos e-mails a combinar um cafézinho na Bastille et voilá. A Elite de gabardine branca e écharpe verde, alta como a imaginei e bem disposta!

Falámos da vida no geral, de Paris, de Portugal Do que nos faz ler outros blogues, a capacidade de eles nos fazerem sonhar, pensar ou transportar para outro sítio. Ou apenas de apreciar ideias e palavras. A Elite perguntou-me porque leio o blogue dela. Porque gosto de como escreve, da polivalência nos assuntos que aborda, tanto pode falar de moda, como de filmes - termos gostos parecidos em matéria de cinema também ajuda a seguir - ou assuntos mais profundos, sem receio e sem falsos moralismos. Por isto vou continuar a lê-la. E, quando se pensa nisso, é fantástico como a blogosfera pode propiciar encontros destes na vida "real", que de outra forma nunca teriam sonhado existir.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Amanhã ...



Apesar do mau tempo que em Agosto se faz sentir por estas bandas. Querido S. Pedro, dá uma ajudinha, ok?!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Lost In Translation...

Um dos meus filmes.

sábado, 7 de agosto de 2010

My mother told me they `ll be times likes these...

Há uns meses atrás ouvia, surpresa, como o namorado de uma das colegas de trabalho, um mês e meio depois dela ter vindo para Paris, a deixou por telefone, sem mais explicações do que que um "estou bem sozinho". O que mais me chocou foi a indiferença. Namoravam há 3 anos, viviam juntos há um, e ela não se apercebeu de onde veio toda aquela súbita necessidade de "estar sozinho". Ela tinha estado bastante doente essa semana e ele nem uma mensagem lhe enviou. Ela diz que ele passou do namorado amoroso e inseguro com relação a perdê-la, para o desprezo total.

Também há uns 2 anos atrás, quando fiz um estágio na Comissão europeia com mais uns 30 colegas, era comum ver casais desintegrarem-se da noite para o dia. Na altura ainda achava que comigo isso não iria acontecer. Não que não achasse que a minha relação podia acabar por motivos vários, mas nunca por uma indiferença súbita, uma mudança de comportamento. Achava que conhecia demasiado bem a pessoa com quem estava para acreditar que pudesse mudar tanto e agir como se fosse outra pessoa. Claro que aceitava a hipótese de acabar por nos chatearmos, por algum de nós vir a conhecer outras pessoas, etc...mas não por esse motivo.

Ontem a S. contava-me como o casamento dela quase acabou numa fase em que o P. mudou completamente. Ela dizia que ele estava diferente nos pequenos gestos, sentia que havia ali alguma coisa de errado na maneira como ele a tratava, mudanças pequenas no início, gigantes depois. Ele afirmava que estava tudo igual, que gostava dela da exacta mesma maneira. Começaram a discutir porque ele a acusava de extrapolar, ela queria perceber porquê tanta mudança e sentia-se enlouquecer de cada vez que ele negava tudo. "Era uma conversa de loucos," dizia-me ela. "Tudo nele estava diferente comigo e no entanto ali estava ele à minha frente a dizer-me que estava tudo como sempre esteve quando era tão claro para mim que não. Era como estar com uma pessoa que eu não reconhecia. Tinha o mesmo rosto mas tudo, desde a maneira de falar, de ser, de me olhar, se tinha alterado comigo."

Ela saiu de casa. Ele teve um caso mais tarde. Breve. Arrependeu-se e foi pedir perdão como um cão perante o dono. Ela decidiu aceitá-lo de volta e estão juntos ainda. Mas o medo dela de cada vez que ele não dá notícias ou a paranóia quando fica desconfiada de alguma coisa são angustiantes. Eu não seria capaz.

O que me choca é estar tanto tempo com uma pessoa, conheçe-la tão bem e, de repente, não mais do que de repente, ter um estranho á frente, que nos leva a pessoa que já amamos e que já gostou tanto de nós de volta, com a qual já se partilhou tanto, à qual se deve , no mínimo honestidade, e levar com o desprezo, as palavras rudes, os comportamentos que nos deixam à toa por não reconhecemos quem os faz. O passarem a ser comportamentos tão naturais para eles, acreditarem que sempre foram assim. Não conseguirem reconhecer coisas que, noutras alturas, iriam saber no imediato. Assusta-me acontecer a tanta gente e decepciona-me estar a acontecer-me a mim. É como uma estalada que te diz "cresce, ninguém é imune". Apesar do quão bem acharmos conhecer alguém. Não percebo esta capacidade masculina de mudar da noite para o dia, mudar de personalidade e destratar quando já não importa, quando não interessa. É uma estalada e um murro no estômago em simultâneo. Acho que esta é a parte a partir da qual nunca mais nos entregamos. Muralhas a toda a volta. E sombras, sombras negras.

Je veux

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Há coisas que, por mais que se tente remar no sentido contrário, são inevitáveis. Quantas vezes lutamos para manter algo, apenas para não ter que começar do zero e nos vermos despidos na nossa solidão e desorientação mais absoluta? Até se tornar incontornável. Inescapável. E já não haver mais nada a fazer a não ser cair e levantarmo-nos em seguida, quando conseguirmos...e eu, por agora, vou ficar no chão.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Desabafo

Paris. 4 de Agosto. Hoje cheguei a casa das compras COMPLETAMENTE encharcada, até à ponta dos fios de cabelo. Chove a potes. Está frio. Tenho de andar sempre de casaco atrás. Que é feito do verão?