terça-feira, 3 de agosto de 2010

Na mesa de cabeceira...


Acabei na semana passada este clássico de Aldous Huxley, que eu sempre gostei ainda antes de ler alguma coisa que fosse dele por causa da música da Sheryl Crow, "Run baby run", " she was born in November, 1963, the day Aldous Huxley died". A música é das minhas preferidas dela e este Aldous parecia-me importante só pelo facto de ser nela mencionado. Há várias coisas que gosto assim, só pelo nome, pela música, sem ter qualquer conhecimento de causa mais aprofundado. A escrita dele é bastante neutra, mas surpreendeu-me a capacidade de projectar um futuro tão real. Tão assuatador a meu ver, mas não muito longe do caminho por onde estamos a ir.

Agora ando perdida em campos de trigo, lidos na versão original, e estou a adorar este americanismo de Salinger. Dou por mim a ler a sua narração a alta voz, a tentar criar um sotaque deste míudo de 16 anos que nos prende às páginas.

Paris by night



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Your Heart Is As Black As Night

Esta senhora faz-me lembrar os clássicos dos anos 50. Uma voz doce, fatal e noir como aqueles anos. DEscobria-a na banda sonora do filme "An Education", tudo de bom este filme!

domingo, 1 de agosto de 2010

Lá se foi mais um batelão de dinheiro...






Em Kandinskys. Aproveitei que ao primeiro domingo do mês não se paga nos museus e passei o dia no Pompidou. As exposições de arte moderna, contemporânea, não me seduzem por aí além. Ter um ponto preto numa tela branca não me diz nada, tal como um filme de uma casa a arder em replay também não me causa grande emoção. (Ou o filme de uma mulher nua com uma galinha na zona genital - oh lord!!) Mas os Kandinskys, Miró, Matisse e Modigliani já fazem mais o meu estilo e com esses perco o tempo devido. O problema maior é sair da loja sem as reproduções das obras. Apetecem-me todas. Levá-las de volta para Portugal, junto com os calhamaços que vou comprando é que me começa a querer parecer bem complicado!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Esta actriz




Está no rol das minhas preferidas. Depois de Piaf, Public Enemies e Nine, agora foi a vez de Inception, onde está fabulosa mais uma vez. E além disso é linda, linda. Apaixonava-me por ela se não fosse uma mulher.

Este filme...


fez-me sair da sala de cinema como há muito nenhum filme fazia. A pensar, com um mundo novo de ideias para explorar. Já alguém o comparou ao Matrix em termos de revolução na percepção da realidade. Eu não iria tão longe, mas é muito bom mesmo. Dizem que o argumento levou 10 anos a ser escrito! Pudera, quem se terá lembrado duma premissa tão intrincada?! E ainda que o final tenha sido tão criticado por um certo crítico pretensioso do jornal Público ( mas que filmes, além dos do Manuel Oliveira e os supostamente menos mainstreamé que aquela malta acha ser de qualidade?!), eu achei que era o melhor desfecho possível. Ou deixar uma sala de cinema inteira suspensa numa pião e a suspirar um "Oh" conjunto, não será coisa de um bom realizador?!

Lembrem-me...

de não voltar a apanhar o comboio á sexta-feira depois do trabalho. Ou sigo do boulot directamente para a maison, ou saio até de manhã, ou volto de táxi...Toda a santa sexta-feira alguém se decide atirar à linha do RER E e ficam-se horas à espera sem alternativa possível. Em três semanas é a segunda sexta-feira que acontece. Mas porquê é que alguém se decide matar a uma sexta feira?! Se ainda fosse a uma segunda entendia melhor!E acabar com a vida numa linha de comboio, porquê?! Por ser rápido? Também deve ser doloroso e despedaçante, literalmente. As estatísticas do suícidio português estão muito aquém das francesas realmente, e ainda bem! Pelo menos não se atrasam os planos inteiros do fim-de-semana auma montanha de gente que fica sem transportes.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sabem aquelas colegas de trabalho que implicam com os outros até à exaustão, só para arranjar conflitos? Pois bem, eu tenho uma dessas lá do lado. A bitch andava desde segunda-feira a ver se me tirava do sério. Sempre a mandar bitaites, a atirar bocas....eu caladinha, nem sim nem sopas. O que a devia estar a deixar louca, porque hoje foi um bombardeamento desde manhã. Ao fim de almoço deve ter ficado feliz porque me tirou do sério e ouviu o que não queria. Pelo menos calou-se e nem ousou responder de volta. Deve acalmá-la uns tempos!

A piorar o dia soubemos quem volta connosco para Portugal. Posso dizer que os colegas que ficam em Paris esboçaram um sorriso quando ouviram o seu nome, e nós ficamos com uma sombra de preocupação. Era a pessoa que ninguém gostava de viesse. Além disso o regresso vai ser antecipado um dia. Sexta-feira, dia 1 de Outubro, depois do trabalho. Ou seja, carregar malas com seis meses de vida para o escritório, ir trabalhar a sexta-feira inteira e voltar a Lisboa - onde não tenho casa- já de noite. Não há mais nada para correr mal, mais nenhuma má notícia aí à espera?!Lei de Murphy mesmo. Putain....

So true


Melhor acabar quando se vai a tempo de só restarem pedacinhos, certo? Não consigo estar numa relação que é tão menos do que aquilo que já foi, tão notoriamante menor...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Começa por um vazio ténue e indecifrável. Por vezes não se dá por nada. A rotina dos dias que passa camufla a falta de palavras, a indiferença que mal se nota ainda. Ela chega a casa e pousa as chaves e não pensa nele. Aquele abraço que quase se institucionalizou como um dos hábitos quotidianos. Á falta de vontade atribiu-se o cansaço, amanhã será melhor. Nem ela nem ele caminham mais sobre o ar e são pessoas diferentes. O tempo muda, mas a falta de amor muda mais. A distância aguça tudo. Deixa a descoberto sob a luz mais crua todas as falhas, toda a infelicidade que pensavam escapar. Da sua perspectiva olham para trás, pesam tudo, o que passou e onde pensavam vir a chegar, onde queriam estar naquele momento. Insatisfação. Crescente. Um cansaço gigantesco. Começam a falar línguas diferentes. Depois vêm as acusações, as recriminações, aquilo que ele raramente diz mas que pensa. Inimigos de cada um dos lados da linha de fogo. Não sobra muito mais. O que está para trás é valioso e guarda-se possessivamente. Cada um com as suas memórias. Aqueles dois são agora personagens de uma estória sem dono. Cada um com os seus problemas, as suas vidas distintas. Até que se torna inescapável. Quando a estrada se divide não dá para ir e ficar em simultâneo. Fica-se com um coração partido e um ponto zero para começar. Para recomeçar quando se puder.