Qual a necessidade irresistível e premente de irem na rua, de mão dada com a namorada e terem de lhe passar a mão no rabo?! Vão muito bem a caminhar, a conversar ou em silêncio e, volta e meia lá vai, uma palmadinha no rabiosque da parceira. E não adianta serem discretos no gesto porque quem vai a caminhar atrás tem que ver a cena toda. Porque não uma palmada nas costas, no ombro, uma carícia no braço, sei lá! Agora no rabo, sempre achei que fica tão mal...
domingo, 25 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Os meses irão passar e não hei-de ter escrito uma única carta de amor. As palavras gastam-se e é difícil usá-las quando se perde o enamoramento, quando deixa de haver encanto ou quando deixámos de saber as razões porque ainda estamos ali. Quando já não se consegue escrever, há palavras que já estão vedadas, gastas. As palavras para mim são tudo. Começou com e pelas palavras, é justo que acabe pela ausência delas, pela sua falta de significação. Não há mais ecos na casa de Alba.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Este Blogue
Não aderiu nem vai aderir ao acordo ortográfico. Ler o Jornal Expresso agora é ver um monte de erros a cada frase. Para mim não faz sentido nenhum nem se enquadra numa evolução natural da língua portuguesa, como a justificam os seus defensores. Economicista sim. E implementada contra a vontade da maior parte dos portugueses, que era quem deveria decidir da sua utilização.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
I`m you`re man
Adoro esta música, na versão deste senhor a quem vou ver em Novembro. O senhor Cohen escrevia letras excelentes - e esta é das minhas preferidas, um amor assim submisso e forte em simultâneo, quem desdenha? Eu não, era dizerem-me algo parecido e eu derretia-me no «instante, mas toda a gente sabe que eu sou uma sucker por palavras bem escritas.
If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you
If you want a partner
Take my hand
Or if you want to strike me down in anger
Here I stand
I'm your man
If you want a boxer
I will step into the ring for you
And if you want a doctor
I'll examine every inch of you
If you want a driver
Climb inside
Or if you want to take me for a ride
You know you can
I'm your man
Ah, the moon's too bright
The chain's too tight
The beast won't go to sleep
I've been running through these promises to you
That I made and I could not keep
Ah but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or I'd crawl to you baby
And I'd fall at your feet
And I'd howl at your beauty
Like a dog in heat
And I'd claw at your heart
And I'd tear at your sheet
I'd say please, please
I'm your man
And if you've got to sleep
A moment on the road
I will steer for you
And if you want to work the street alone
I'll disappear for you
If you want a father for your child
Or only want to walk with me a while
Across the sand
I'm your man
Insólitos
Policía inglesa apanha gatuno de estendais depois de meses de procura. Quem era o ladrão? Um gato, pois então!
Por outro lado, não consigo achar piadinha nenhuma a isto...não havia imaginação para mais?! Meia hora de agonia daquele animal. Era tão bem feito se as mentes brilhantes que se lembraram disto fossem dentro e cumprissem os dois anos de pena!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Uma das grandes desvantagens de estar longe é que a vida das pessoas que deixamos para trás continua e nós quase não damos por ela. Quando vamos a ver já houve nascimentos, mortes, divórcios na família ou conhecidos, e a nós tudo chega como uma novidade súbita, sem tempo de ajustamento a tanta mudança. Quando regressamos perdemos uma data de coisas e já as pessoas se distanciaram de nós. Tanta amizade que já ficou pela metade desde que ando a entrar e a sair do país, tanta gente a quem perdi o contacto, família a quem não vejo os anos passar.
O tempo é cruel e o passar do tempo vai esbatendo acontecimentos e afastanto quem antes nos era próximo. E nos dias em que só queremos casa, colo, olha-se à volta e não há ninguém. Nos dias em que o telefone não chega, aliás há dias em que se odeia o telefone, o ritual de falar, de procurar palavras, de derrubar saudades. Saudades das coisas banais. Fastio deste dia-a-dia a quem já tão bem conheço as rotinas. É impossível escapar a elas durante a semana. Fastio das mesmas conversas dia após dia, das pessoas que vejo todos os dias, que são as mesmas pessoas com quem trabalho, com quem vivo e com quem saio. É como um big brother em maior escala. Tantas saudades, tanta saudade de trabalhar em algo que me dê prazer. Já não me lembro da última vez que isso aconteceu. De gostar realmente do que faço, de me levantar de manhã e não ser um sacrifício ou apenas mais um dia. Saudades de mim quando ainda achava que tudo era possível.
sábado, 17 de julho de 2010
Um mau pressentimento engasgado na garganta. A sensação de que algo mau está para acontecer. Afinal de contas estamos a chegar a Agosto. O meu mês. O mês dos meus anos, mas também o mês que, de há uns anos para cá, me tem corrido tão mal. O do ano passado então foi para esquecer. Demasiado mau para lembrar.
A avaliação no trabalho não me correu da melhor das formas e tenho medo de vir para casa não tarda nada. Depois de toda a formação que estão a investir em nós supunha-se que não fossem rápidos a despedir as pessoas, certo? Pois, nem por isso. Têm estado a despedir alguns e a pressionar muitos para serem eles a despedirem-se de modo a ganharem a indemnização. E a mim a coisa não me está a correr muito bem, infelizmente. Tenho tudo pendurado, as férias, os voos por marcar. Não dá para investir ou programar nada até saber o que me acontece no final do mês. E entretanto a minha vida vai entrando num limbo, em que não vivo mas espero, em que suspendo tudo até ver... suspendo tudo como tantas outras vezes, demasiadas vezes.
A avaliação no trabalho não me correu da melhor das formas e tenho medo de vir para casa não tarda nada. Depois de toda a formação que estão a investir em nós supunha-se que não fossem rápidos a despedir as pessoas, certo? Pois, nem por isso. Têm estado a despedir alguns e a pressionar muitos para serem eles a despedirem-se de modo a ganharem a indemnização. E a mim a coisa não me está a correr muito bem, infelizmente. Tenho tudo pendurado, as férias, os voos por marcar. Não dá para investir ou programar nada até saber o que me acontece no final do mês. E entretanto a minha vida vai entrando num limbo, em que não vivo mas espero, em que suspendo tudo até ver... suspendo tudo como tantas outras vezes, demasiadas vezes.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
The Straight Story

Quando comecei a ver este filme fiquei aborrecida e pensei em apagá-lo ainda antes dos primeiros 10 minutos terem decorrido. Ainda bem que não o fiz. É maravilhoso, desde as interpretações, à realização (David Linch), à banda sonora (angelo Badalamenti, o compositor fetiche de Lynch, que também compôs a ost da Mulholand Drive) . E melhor, baseado numa estória verídica.
Um homem no final da vida, meio cego e com dificuldades de locomoção, decide-se a ir visitar o irmão doente, com o qual não fala há mais de 10 anos, atravessando o estado do Wisconsin e Iowa num cortador de relva. Sim, um cortador de Relva!
Tenho uma queda por filmes que retratam viagens como metáforas de vida, mas este é delicioso e tocante, especialmente por ter sido uma estória real. E o actor principal, como é possível que não tenha ouvido falar dele!!Richard Farnsworth, de uns olhos azuis que puxam através do ecrã e uma interpretação de deixar lágrimas no canto do olho. Este vai para a minha lista de filmes de sempre.
Um homem no final da vida, meio cego e com dificuldades de locomoção, decide-se a ir visitar o irmão doente, com o qual não fala há mais de 10 anos, atravessando o estado do Wisconsin e Iowa num cortador de relva. Sim, um cortador de Relva!
Tenho uma queda por filmes que retratam viagens como metáforas de vida, mas este é delicioso e tocante, especialmente por ter sido uma estória real. E o actor principal, como é possível que não tenha ouvido falar dele!!Richard Farnsworth, de uns olhos azuis que puxam através do ecrã e uma interpretação de deixar lágrimas no canto do olho. Este vai para a minha lista de filmes de sempre.
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