Não tão bom como pensei que fosse. Tem uns 3 números musicais mais marcantes mas esperava mais dança e coreografias mais fortes. Valeu pela interpretação do Daniel Day Lewis, excelente naquele sotaque italiano e atormentado de realizador perdido na sua própria vida, e pela da Marion Cottillard, linda e tocante naqueles olhos enormes. A Fergie, curiosamente também me surpreendeu pela positiva com o número mais forte em termos vocais. Ah, e valeu pela (parcas) imagens de Roma, a cidade que escrita ao contrário se diz Amor e cujas recordações me doem cá dentro de saudade.
domingo, 31 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
WTF?!!
“"Desempregados deviam fazer limpeza de matas".
António Saraiva, presidente da CP, "Jornal de Notícias", 29-01-2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Preciso de aconselhamento!
Então é assim: Estou aqui numa encruzilhada e não sei o que fazer.
Neste momento tenho um trabalho chato mas que me paga as contas no fim do mês. Não é nada que eu ambicione e vejo-o apenas como algo temporário até encontrar algo melhor.
No entretanto apareceu a possibilidade de fazer um estágio de 3 meses numa produtora de cinema do Paulo Branco, que é conhecido pelo seu feitio irascível! Eram para pagar 150 euros de ajudas de custos e consegui que a esse valor adicionassem mais 100. Para meu espanto concordaram porque parece que a assistente dele simpatizou comigo (não sei bem porquê porque a entrevista foi muito curta, mas acho que se baseou na minha cara para formar uma opinião, o que me deixa um bocadinho de pé atrás).
Supostamente, se a pessoa se adaptar, será para ficarem com a pessoa na empresa. Mas não sei se a contrato, se a recibo verde, não sei nada porque está tudo muito indefinido.
A área acho que deve ser muito gira, já trabalhei numa companhia de dança e adorei. Mas não conheço nada da empresa a não ser a fama do patrão, seria 3 meses a trabalhar praticamente de borla sem saber o que virá depois, e demoraria 1h e 30m a chegar até lá. 3 horas de transportes públicos por dia!! Este "piqueno" detalhe para mim é muito importante, porque em nada se coaduna com o mínimo de qualidade de vida.
Bottom line: devo eu dar um autêntico leap of faith e anular toda e qualquer vida social/económica e saúde mental em prol de algo que não me dá qualquer garantia, mas que também poderá ser algo de muito bom?!
Enfim, entendidos ou não na matéria manifestem-se. O que fariam se estivessem na mesma situação? Se alguém conhecer o Paulo Branco também dava mesmo muito jeito uma opinião !!
Este senhor...
Na edição online do jornal Público de hoje vem um adiantamento da entrevista que o Belmiro de Azevedo dá à revista Visão.
Eis algumas das declarações:
"Cavaco é um ditador. Mandou quatro amigos meus, dos melhores ministros, para a rua, assim de mão directa", afirma Belmiro de Azevedo sobre a primeira figura do Estado.Sobre o Governo, o empresário diz desconhecer " metade dos que estão lá" .
Ou seja, o Sr. não gosta de Cavaco porque ele mandou os amigos pro olho da rua e desaprova o Governo porque não conhece os que lá estão. Não se poderia dizer as coisas mais abertamente, de facto. Para quê esconder que este é um país de cunhas?! Mas que lata, hein? Além disso vir acrescentar que é um mau Governo ou governante porque não tem lá amigos dele! Haja pachorra sr. Belmiro.
É por causa de gente desta que o país está conhecido como a geração dos 500 euros, com patrões que pagam mal e exploram e cuja semana de trabalho ideal teria 60 horas. Patrões como o Sr. Belmiro e o Sr. Zeinal Bava da Pt, que aqui à uns meses atrás teve uma afirmação que foi outra pérola, qualquer coisa como um call center ser uma boa opção de carreira para um licenciado. Senhor, um call center?!! Onde se ganha mal, se trabalha com tarefas rotineiras e do mais aborrecido que há e onde não há progressão de carreira nem desafio intelectual algum?! Opção de carreira?!! Deviam ser todos fuzilados!
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Estupidificação
Sabem aquelas linhas de montagem dos anos de 1920, estandardizadas e homogéneas em que as pessoas repetiam a mesma tarefa até à exaustão?! É o meu trabalho! Coisa mais estupidificante, não se pensa, não se varia. Podemvariar as tarefas mas são sempre rotineiras. Felizmente descobri como posso usar a net aqui do trabalho! É a maneira de me manter sã neste buraco.
Entretanto fui a uma entrevista para uma coisa muito muito porreira na minha área. Desvantagem? Só pagam ajudas de custo durante 3 meses, 150 míseros euros. A boa notícia? Telefonaram-me hoje a dizer que gostaram de mim e gostariam que colaborasse com eles. A má notícia? Ou eles sobem a parada mais uns 100 euros para que eu possa pelo menos pagar a renda, ou nada feito. Infelizmente não vivo do ar. Quase, mas não ainda. Ai vida!
As if I wrote it myself
Não fui eu que escrevi mas poderia bem ter sido. A Analog Girl não o poderia descrever melhor!
"Agora isto é que me parece mesmo mauzinho... Acordar de manhã e a primeira coisa em que penso é "odeio a minha vida". Já vai na segunda semana seguida em que é este, sem excepção, o meu primeiro pensamento do dia. É um bocadito assustador não é?
Porque no fundo, o que me frustra neste momento não é a minha vida, mas a minha rotina inabalável, de acordar a arrastar-me de sono, de não conseguir fisicamente levantar-me à hora prevista (ou como me aconteceu aí umas poucas vezes, acordar antes do despertador e mesmo assim sentir-me imóvel de cansaço), de congelar para tomar banho, de preparar over and over again a marmita, de enfrentar longas viagens de transportes públicos, de chegar aqui e sentir o peso do (mau) ambiente que se vive, encarar a minha falta de motivação como um obstáculo demasiado pesado para o conseguir demover... e depois chegar a casa à noite sem tempo para me coçar porque tenho de jantar cedo, para não me deitar demasiado tarde, mas há sempre algo que atrapalha e acabo por me deitar tardíssimo porque ando o dia todo contrariada e mereço aquela horinha extra a ver tv, ou então há mais comida a preparar. (...) A vida tem sido um combate diário, uma luta interna, uma busca por um lugar estável que ainda não encontrou caminho. E agora as coisas têm ganho uma dimensão um pouco mais dramática, e já sei que seguramente aqui não fico. E isso é extremamente libertador. E já ando a fazer o forcing para que a mudança aconteça.
Agora é esperar. E continuar nesta luta inglória."
"Agora isto é que me parece mesmo mauzinho... Acordar de manhã e a primeira coisa em que penso é "odeio a minha vida". Já vai na segunda semana seguida em que é este, sem excepção, o meu primeiro pensamento do dia. É um bocadito assustador não é?
Porque no fundo, o que me frustra neste momento não é a minha vida, mas a minha rotina inabalável, de acordar a arrastar-me de sono, de não conseguir fisicamente levantar-me à hora prevista (ou como me aconteceu aí umas poucas vezes, acordar antes do despertador e mesmo assim sentir-me imóvel de cansaço), de congelar para tomar banho, de preparar over and over again a marmita, de enfrentar longas viagens de transportes públicos, de chegar aqui e sentir o peso do (mau) ambiente que se vive, encarar a minha falta de motivação como um obstáculo demasiado pesado para o conseguir demover... e depois chegar a casa à noite sem tempo para me coçar porque tenho de jantar cedo, para não me deitar demasiado tarde, mas há sempre algo que atrapalha e acabo por me deitar tardíssimo porque ando o dia todo contrariada e mereço aquela horinha extra a ver tv, ou então há mais comida a preparar. (...) A vida tem sido um combate diário, uma luta interna, uma busca por um lugar estável que ainda não encontrou caminho. E agora as coisas têm ganho uma dimensão um pouco mais dramática, e já sei que seguramente aqui não fico. E isso é extremamente libertador. E já ando a fazer o forcing para que a mudança aconteça.
Agora é esperar. E continuar nesta luta inglória."
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Work
Day one!
Simplesmente a-bo-rre-ci-do! Tarefas rotineiras, colegas caladinhos e todos mais velhos e nem a uma tour às instalações tive direito. Ainda nem sei onde é a cantina. Foi do género:
- "Ah és a miúda nova? Ok, vamos começar por isto que é o mais básico. Ok, viste? Agora faz tu".
Simplesmente a-bo-rre-ci-do! Tarefas rotineiras, colegas caladinhos e todos mais velhos e nem a uma tour às instalações tive direito. Ainda nem sei onde é a cantina. Foi do género:
- "Ah és a miúda nova? Ok, vamos começar por isto que é o mais básico. Ok, viste? Agora faz tu".
O resto do dia, a mesma tarefa, over and over again. Vou ali gritar e já volto!
domingo, 24 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A vida é uma engraçadinha...
...que gosta de pregar partidas.
É engraçado como por vezes queremos muito alguma coisa e dedicamos todo o nosso empenho mas não as conseguimos alcançar e noutras ocasiões as coisas parece que vêm cair aos nossos pés sem que por nada tenhamos pedido.
Estou inscrita numa daquelas empresas de recursos humanos, que normalmente arranjam empregos temporários. Já tinha ido a uma ou duas entrevistas através dessa empresa, de lugares aos quais tinha concorrido, mas não fui seleccionada para esses processos. Na semana passada fui contactada pela própria empresa a inquirir se eu estaria interessada em ir a uma entrevista para um lugar assim e assado, e tal e coiso.
Ora, não me interessei muito pela descrição porque a empresa é longe e neste momento preferia estar livre para poder continuar a procurar na minha área. Mas, como não queria dar um não redondo, até porque as funções enquadravam-se naquilo que eu tinha delineado, concordei em ir à entrevista.
Fui e não fiz nenhum brilharete, nem sequer me esforcei, o tempo todo a desejar ir à entrevista mas não ser a escolhida. Deste modo ficava de bem com a agência de recursos humanos que me poderia continuar a seleccionar para outras ofertas, desta vez escolhidas por mim. Fiquei tranquila, até porque no dia em que fui à entrevista tinham lá na sala mais uns 5 candidatos.
E não é que, entre todos foram-me escolher a mim? Eu, que não queria o lugar?! Mas que também não queria recusar porque senão é uma porta que se fecha na agência e tão depressa não me considerariam para mais nenhuma vaga.
Mais, devia ter começado ontem mas, no meu desespero, aleguei indisponibilidade total nesta semana, e sugeri que estava com problemas familiares, que deveriam ter um backup para o lugar, que deveria ir essa pessoa e eu ficar para uma futura vaga. Não é que disseram que esperavam por mim?! O curioso é que, caso fosse um lugar que eu quisesse, de certeza que tudo isto aconteceria! Oh, de certeza!!
Conclusão, começo segunda feira. Num emprego para o qual vou ter de perder duas horas diárias em transportes públicos e cujas funçõpes me parece do mais a-bo-rre-ci-do que há!
Vale-me o facto de ser contrato de um mês, renovável é certo, mas no fim desse mês posso não me adaptar à função ou a empresa a mim e não renovar por mais mês nenhum. E continuar à procura de algo que eu de facto goste de fazer. Essas coisas sim, é que me podiam cair assim no colo!
Estou inscrita numa daquelas empresas de recursos humanos, que normalmente arranjam empregos temporários. Já tinha ido a uma ou duas entrevistas através dessa empresa, de lugares aos quais tinha concorrido, mas não fui seleccionada para esses processos. Na semana passada fui contactada pela própria empresa a inquirir se eu estaria interessada em ir a uma entrevista para um lugar assim e assado, e tal e coiso.
Ora, não me interessei muito pela descrição porque a empresa é longe e neste momento preferia estar livre para poder continuar a procurar na minha área. Mas, como não queria dar um não redondo, até porque as funções enquadravam-se naquilo que eu tinha delineado, concordei em ir à entrevista.
Fui e não fiz nenhum brilharete, nem sequer me esforcei, o tempo todo a desejar ir à entrevista mas não ser a escolhida. Deste modo ficava de bem com a agência de recursos humanos que me poderia continuar a seleccionar para outras ofertas, desta vez escolhidas por mim. Fiquei tranquila, até porque no dia em que fui à entrevista tinham lá na sala mais uns 5 candidatos.
E não é que, entre todos foram-me escolher a mim? Eu, que não queria o lugar?! Mas que também não queria recusar porque senão é uma porta que se fecha na agência e tão depressa não me considerariam para mais nenhuma vaga.
Mais, devia ter começado ontem mas, no meu desespero, aleguei indisponibilidade total nesta semana, e sugeri que estava com problemas familiares, que deveriam ter um backup para o lugar, que deveria ir essa pessoa e eu ficar para uma futura vaga. Não é que disseram que esperavam por mim?! O curioso é que, caso fosse um lugar que eu quisesse, de certeza que tudo isto aconteceria! Oh, de certeza!!
Conclusão, começo segunda feira. Num emprego para o qual vou ter de perder duas horas diárias em transportes públicos e cujas funçõpes me parece do mais a-bo-rre-ci-do que há!
Vale-me o facto de ser contrato de um mês, renovável é certo, mas no fim desse mês posso não me adaptar à função ou a empresa a mim e não renovar por mais mês nenhum. E continuar à procura de algo que eu de facto goste de fazer. Essas coisas sim, é que me podiam cair assim no colo!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Por exemplo...
Eu percebo a necessidade de gerar receita por parte do Estado...ainda mais quando só vemos dinheiro a sair dos cofres para tudo e mais alguma coisa e muito pouco a entrar. O que me choca é a falta de coerência. Repare-se, querem um gestor no Museu de Arte Antiga e por isso despedem o seu actual director. Bota a despachar o homem e a colocar outro no tacho a ver se a coisa rende mais. No entanto, pergunto-me a receita que o Estado poderia gerar se colocasse os bares dos professores das inúmeras escolas do país a dar lucro.
O café na maior parte das escolas públicas custa cerca de 25 cêntimos. Os mesmos preços baixos aplicam-se a todos os produtos que lá vendem. O conceito nestes bares é que não podem gerar lucro e os bens que se vendem são mantidos ao preço do fornecedor. Mas penso que não viria mal nenhum ao mundo se houvesse ali de facto uma margem para gerar receita. Para,além das escolas poderem pagar ao fornecedores, conseguirem também pagar por exemplo, o aquecimento, o papel ou eventuais obras ou despesas que viessem surgindo. O café não teria que ser cobrado a 55 ou 60 cêntimos, como cá fora, mas se fosse taxado a 35 ou 40 cêntimos, nada de muito grave seria para o bolso dos professores, que não ganham tão mal assim.
Desta forma os professores continuariam a pagar um preço bastante acessível e a escolas teriam um fundo de maneio que poderia ser administrado para as suas próprias despesas, sem ter que ir buscar tudo aos cofres do Estado.
O café na maior parte das escolas públicas custa cerca de 25 cêntimos. Os mesmos preços baixos aplicam-se a todos os produtos que lá vendem. O conceito nestes bares é que não podem gerar lucro e os bens que se vendem são mantidos ao preço do fornecedor. Mas penso que não viria mal nenhum ao mundo se houvesse ali de facto uma margem para gerar receita. Para,além das escolas poderem pagar ao fornecedores, conseguirem também pagar por exemplo, o aquecimento, o papel ou eventuais obras ou despesas que viessem surgindo. O café não teria que ser cobrado a 55 ou 60 cêntimos, como cá fora, mas se fosse taxado a 35 ou 40 cêntimos, nada de muito grave seria para o bolso dos professores, que não ganham tão mal assim.
Desta forma os professores continuariam a pagar um preço bastante acessível e a escolas teriam um fundo de maneio que poderia ser administrado para as suas próprias despesas, sem ter que ir buscar tudo aos cofres do Estado.
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