terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Expectativa

E chove a potes lá fora. Non stop desde ontem. O que vale é estar de regresso à base com a lareira acesa, benefícios de estar em casa.
Mas não há tranquilidade neste calor, a cada novo início de semana a sensação de suster o ar nos pulmões até ao limite. Saber se o telefone irá tocar, se haverá alguma proposta que valha a pena, se os resultados das provas que fiz saem finalmente esta semana e se serão positivos. Já era hora de vir algo bom!
Mas no entretanto o que fica é esta indefinição no ar, não saber quanto tempo fico aqui, se volto a Lisboa em breve, ou até se vem o resultado tão esperado que me irá fazer regressar a ser uma cidadã do mundo. É ter a vida suspensa, as expectaivas a atropelarem-se nas mãos à espera que algo aconteça, até porque neste momento já não sei o que mais fazer senão esperar. Literalmente esperar que algo aconteça. E acho isso tão triste! Não poder ou não conseguir ter poder activo no que vem mais à frente no caminho, nem mesmo o escolher desse caminho.
domingo, 15 de novembro de 2009
Música

Tão boa a voz deste moço! A maneira como interpreta as canções que canta toca-me cá no fundo. Descobri-o na banda sonoro do filme "My Blueberry Nights" e fiquei fã desde então. Sweet!Oiçam por vocês.
sábado, 14 de novembro de 2009
Tão bom!
Já não vinha a casa há quase dois meses e o tempo começava a pesar. Especialmente porque esta é das minhas épocas favoritas aqui por cima, onde o Outono sabe mais a outono e as cores das árvores se acentuam mais. E depois a comida da mãe, as castanhas assadas do castanheiro aqui do lado, as romãzeiras carregadas, o jardim, o meu quarto grande...a casa da infância será sempre mais casa do que todas as outras.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Discriminação?!Não, (apenas) despiste de droga

Passei a manhã inteira a fazer exames médicos. Tudo isto para poder trabalhar, durante a época de Natal, num conhecido centro comercial do centro lisboeta. Primeiro fazes os exames todos, depois és contratada. Eles dizem que servem apenas para fazer o despiste de drogas (e, de facto, além da urina da manhã que tínhamos que levar de casa, chegados lá ainda nos pediram para urinar na hora para um tubinho minúsculo!) mas fizeram exames de audição, de visão e check - up completo, além de um monte de perguntas indiscretas que penso que não são para ali chamadas nem tem relevância nenhuma para a função. Por exemplo, a profissão, nome e idades doos meus pais são importantes porquê motivo?!
A verdade é que alguém que esteja grávida, tenha audição de velha ou seja seropositiva, tenho as minhas sérias dúvidas que essa pessoa seja chamada para assinar contrato. Isso não é ilegal? Discriminação? Claro que a empresa irá sempre alegar que os motivos são outros e, nunca se poderá provar este tratamento diferenciador.
Assusta-me esta invasão de privacidade. Percebo que a empresa em questão queira manter o seu grau de profissionalismo, mas há informações desnecessárias, em nada relevantes e exames que em nada têm que ver com a despistagem de drogas. Confesso que me senti invadida e constrangida, além de que a enfermeira ou técnica, ou sei lá o quê que ela era, que me tirou sangue, magoou-me como nunca antes para tirar sangue. Eu não sou nada queixinhas nestas coisas e sou daquelas pessoas a quem as agulhas não fazem impressão, nem tem problema em dar sangue, mas fiquei com o braço todo dorido pois a "profissional de saúde" demorou eternidades desde que me espetou a veia até que dissesse para abrir a mão para que o sangue fluísse, e o tempo todo tive uma dor como se me estivesse a espetar a carne de uma ponta à outra. Além disso, não usou luvas. É de mim ou deveria usar?!
Cada vez mais os empregadores fazem o que querem e o que lhes apetece e, cada vez mais, o empregado é sujeita-se. A verdade é que odeio a maneira caladinha e branda, tão portuguesa de ser, resignada, aquele encolher de ombros, aquela conformidade silenciosa, aquele olhar de coitadinho. Na sua cabecinha não há outra alternativa senão "sujeitar-se". O que os portugueses se esquecem é que têm direitos consagrados na lei. Que não se aplicam na prática , pois não, mas porque ninguém lhes dá uso, não reclama nem luta por nada. Os empregados vão ser sempre mais do que os empregadores, e se todos nos recusássemos , por exemplo, trabalhar a recibos verdes ou a denunciar os falsos recibos verdes, ou a recusar todos os estágios não remunerados que nos propõem até depois dos 30 anos e por mais habilitações que tenhamos, a situação do trabalho em Portugal talvez pudesse ser bem diferente. É que assim não vai a lado nenhum, pelo contrário, tende a piorar.
Se houvesse mais "nãos" e menos medos, menos encolher de ombros, estávamos todos concerteza bem melhor em termos de mercado laboral.
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mercado laboral
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Fucking luck
Eu, de facto, de há uns anos para cá, não tenho tido sorte nenhuma. Não me lembro de ter partido nenhum espelho ou de ter feito algo de muito mau a outrem para estar a receber todos estes anos de azar ou karma. Só me ocorre é que não é normal e então deve ser fruto de alguma dessas superstições ou teorias enérgicas do universo. Quem sabe, talvez esteja a pagar por pecados de outra vida! Não sei, o que sei é que se esta onda de má sorte não mudar depressa, vou estar em muitos maus lençóis.
Uma pessoa bem tenta manter um certo nível de optimismo e bem-estar, boas vibes que possam seguir a"teoria do segredo" (que grande treta!!) mas fica difícil quando temos as esperanças e expectativas todas lá em cima e elas vem rebolando encosta abaixo, uma após a outra. Há dias em que só quero desaparecer.
Pergunto-me porque há pessoas que têm as coisas tão facilitadas e outras que tem que suar as estopinhas para conseguir alguma coisa. E mesmo suando, não quer dizer que se alcançe. Estou cansada das frases feitas do género "vais ver que algo melhor vai vir" ou" as coisas vão melhorar", ou ainda, uma frase que já me disseram tanta vez "sinto que tens uma estrelinha contigo e tenho a certeza que as coisas te vão correr bem".
Pois bem, por mais despachada, desenrascada ou por mais características favoráveis que tenha, tudo isso não basta sem um pouquinho de sorte. E confesso que os traços acima mencionados estão bem mais atenuados agora. Já lá vão quatro anos, estou cansada, esgotada, sem gande vontade de continuar a lutar, sem ideias novas.
O que queria mesmo era um frasquinho de "sorte liquída" e poder dizer "fuck this, I am going to Hogwarts"!!
Uma pessoa bem tenta manter um certo nível de optimismo e bem-estar, boas vibes que possam seguir a"teoria do segredo" (que grande treta!!) mas fica difícil quando temos as esperanças e expectativas todas lá em cima e elas vem rebolando encosta abaixo, uma após a outra. Há dias em que só quero desaparecer.
Pergunto-me porque há pessoas que têm as coisas tão facilitadas e outras que tem que suar as estopinhas para conseguir alguma coisa. E mesmo suando, não quer dizer que se alcançe. Estou cansada das frases feitas do género "vais ver que algo melhor vai vir" ou" as coisas vão melhorar", ou ainda, uma frase que já me disseram tanta vez "sinto que tens uma estrelinha contigo e tenho a certeza que as coisas te vão correr bem".
Pois bem, por mais despachada, desenrascada ou por mais características favoráveis que tenha, tudo isso não basta sem um pouquinho de sorte. E confesso que os traços acima mencionados estão bem mais atenuados agora. Já lá vão quatro anos, estou cansada, esgotada, sem gande vontade de continuar a lutar, sem ideias novas.
O que queria mesmo era um frasquinho de "sorte liquída" e poder dizer "fuck this, I am going to Hogwarts"!!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Será que temos mesmo necessidade de saber estas coisas?!
O que hão-de inventar mais? Eu não sou nada fã de twitter, facebook ou hi5. Enervam-me as pessoas que perdem demasiado tempo nisso e que passam o seu tempo a escrever coisas do género "acabei de jantar" ou "estou a trabalhar". Agora andam para aí no espaço cibernético a apregoar que acabaram de ter sexo, como e onde. Mas há mesmo necessidade?!
"Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos"
Porque nem só de coisas más viveu o socialismo e a vida em Berlim durante os anos do muro. Esta é a parte que a história ocidental se "esquece" de contar´, a da igualdade entre todos e acesso generalizado a bens e serviços. O capitalismo pode ter liberdade de expressão (que também não caminha sem ameaça), mas o socialismo tinha o bem-estar. Para quando um sistema que reúna os dois?
Eu não sou comunista, mas simpatizo com a ideologia porque parte de mim, ingénua ou arrojada, acredita que é possível a coabitação de uma sociedade igualitária com liberdade. Porque acreditar que não é possível é o mesmo que dizer que o homem é um animal de selva que não se governa se não o governarem por ele. E eu acredito que, com a educação e a índole certa, todo o ser humano pode mostar a carácter de Humanidade em si mesmo.
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Muro de Berlim,
socialismo/capitalismo.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Ontem foi dia de cinema




Penso que gostei mais deste "NY I love you", do que de "Paris Je t´aime", que achei mais fragmentado. O filme dura cerca de hora e meia e fica-se à espera de mais, mais desenvolvimento nas histórias no ecrã, nos diálogos das personagens. Nova Iorque aparece mais tangível, acreditamos nquelas conversas de passeio enquanto se fuma um cigarro.
Gostei sobretudo da curta da Mira Nair, aquele entendimento extra- cultural, a maneira como foi filmado e porque tem uma das minha actrizes fétiche, Natalie Portman que fica sempre bem no ecrã, independentemente do papel que desempenhe. Gostei também da história do rapaz no baile de finalistas que deu para umas boas risadas, do engatatão de rua e a mulher atraente que é prostituta afinal, do casal do restaurante que tenta quebrar a rotina enquanto se houve "No surprises" dos Radiohead. Um Shia Labeouf irreconhecível e muito, muito bom, uma Julie Christie comovente nas suas rugas que tão bem lhe parecem. A homenagem a Anthony Minghella, que não teve tempo de realizar o que escreveu.
No final, a dúvida do porquê a curta de Scarlett Johansson, onde entrava Kevin Bacon, não ter sido incluída. Não terá sido por cosntrições de tempo. Estaria tão mau ou tão desfasado do que se procurava?
Central park em dias de névoa, os cafés acolhedores com janelas grandes para a rua, as homogéneas casa de bairro, as conversas de táxi, a miscelânea cultural. Apetece morar lá uns tempos. Não sempre, mas um ano, ou dois, só para experimentar como será afinal. Estou ansiosa por fazer as malas e partir.
Gostei sobretudo da curta da Mira Nair, aquele entendimento extra- cultural, a maneira como foi filmado e porque tem uma das minha actrizes fétiche, Natalie Portman que fica sempre bem no ecrã, independentemente do papel que desempenhe. Gostei também da história do rapaz no baile de finalistas que deu para umas boas risadas, do engatatão de rua e a mulher atraente que é prostituta afinal, do casal do restaurante que tenta quebrar a rotina enquanto se houve "No surprises" dos Radiohead. Um Shia Labeouf irreconhecível e muito, muito bom, uma Julie Christie comovente nas suas rugas que tão bem lhe parecem. A homenagem a Anthony Minghella, que não teve tempo de realizar o que escreveu.
No final, a dúvida do porquê a curta de Scarlett Johansson, onde entrava Kevin Bacon, não ter sido incluída. Não terá sido por cosntrições de tempo. Estaria tão mau ou tão desfasado do que se procurava?
Central park em dias de névoa, os cafés acolhedores com janelas grandes para a rua, as homogéneas casa de bairro, as conversas de táxi, a miscelânea cultural. Apetece morar lá uns tempos. Não sempre, mas um ano, ou dois, só para experimentar como será afinal. Estou ansiosa por fazer as malas e partir.
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