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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Todo amor é para sempre

"Se pudesse dizer-te apenas uma coisa que recordasses para sempre, seria isto: ama com cuidado.
não te falaria na implacabilidade do tempo ou nas amarras que ele constrói, nem na fortaleza que é um amigo a sério, nem na magia da música ou dos livros (mas lê os poemas do Eugénio e todas as palavras do António).
talvez um dia te digam que todos amamos com cuidado. talvez tu também um dia penses isso. que todos temos medo de sofrer. que o amor nos desarma e que por isso nos defendemos tanto. mas o que eu quero dizer é que ames com cuidado porque todo o amor é sempre.
e que pouco importa se nunca mais vês alguém que amaste, se esse amor se mascarou de ódio ou se a vida o apagou das tuas lembranças. essa pessoa fez de ti mais um pouco daquilo que és hoje. por isso ficou-te debaixo da pele, dissolveu-se na tua memória, diluiu-se nos teus gestos, em algumas palavras ou numa música que ouves.
para o bem e para o mal, o amor transformou-te e por isso o amor é para sempre.
ama com cuidado, que o amor é indelével (mas não recordes esta última. só queria escrever a palavra de que mais gosto)."

Aqui!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Hoje sou das palavras

"Eu gosto do claro, quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro, no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você dizer não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que leve você para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
a sua pressa para me vir amar
Venero a saudade quando ela está pra acabar"

Adriana Calcanhoto

Roubado à Sandy!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

As if I wrote it myself

Não fui eu que escrevi mas poderia bem ter sido. A Analog Girl não o poderia descrever melhor!


"Agora isto é que me parece mesmo mauzinho... Acordar de manhã e a primeira coisa em que penso é "odeio a minha vida". Já vai na segunda semana seguida em que é este, sem excepção, o meu primeiro pensamento do dia. É um bocadito assustador não é?
Porque no fundo, o que me frustra neste momento não é a minha vida, mas a minha rotina inabalável, de acordar a arrastar-me de sono, de não conseguir fisicamente levantar-me à hora prevista (ou como me aconteceu aí umas poucas vezes, acordar antes do despertador e mesmo assim sentir-me imóvel de cansaço), de congelar para tomar banho, de preparar over and over again a marmita, de enfrentar longas viagens de transportes públicos, de chegar aqui e sentir o peso do (mau) ambiente que se vive, encarar a minha falta de motivação como um obstáculo demasiado pesado para o conseguir demover... e depois chegar a casa à noite sem tempo para me coçar porque tenho de jantar cedo, para não me deitar demasiado tarde, mas há sempre algo que atrapalha e acabo por me deitar tardíssimo porque ando o dia todo contrariada e mereço aquela horinha extra a ver tv, ou então há mais comida a preparar. (...) A vida tem sido um combate diário, uma luta interna, uma busca por um lugar estável que ainda não encontrou caminho. E agora as coisas têm ganho uma dimensão um pouco mais dramática, e já sei que seguramente aqui não fico. E isso é extremamente libertador. E já ando a fazer o forcing para que a mudança aconteça.
Agora é esperar. E continuar nesta luta inglória."